sábado, 22 de março de 2014

[0783] João Branco soma e segue

João Branco é personagem-chave do teatro são-vicentino e por extensão cabo-verdiano. Ninguém como ele deu até hoje tantas alegrias e prestígio dentro dessa área ao povo das ilhas. João Branco é português e cabo-verdiano. João Branco, por acaso é branco, coisa na qual ninguém reparou até agora, porque a gente do arquipélago não é dessas coisas e sabe que é feita de todas as cores. Mas há sempre uma ou outra excepção nestas histórias de paleta de pele. E na hora H, essas excepções, surgem. Como surgiu agora uma, reles, vergonhosa, indizível. Tudo, por causa do Eden-Park (sem acento no "E", que no caso é palavra inglesa, como o Park que a acompanha). Como as coisas estão, é quase certo que o Eden-Park passará a chamar-se Hell-Park. Com as coisas estão, a maravilhosa volumetria da Praça Nova e das construções que agora a rodeiam vai passar a ser igual à de tantas outras praças novas-ricas deste mundo - e às quais ninguém vai, a não ser em caso de absoluta necessidade. Como as coisas estão, haverá mais um motivo para dali fugir a sete pés, aumentando-se a razão ao Tony Park, tipo de cruel mas acertado olho-vivo... Enfim, mas voltando ao João Branco, a razão que lhe assiste ao preocupar-se com o (também) seu Mindelo e as malfeitorias de que a cada passo a cidade é motivo está expressa no filme que a seguir oferecemos aos nosso leitores. Quanto ao resto, ó João, segue o velho ditado relacionado com o cão e a sua mordedura... (infelizmente há algum ruído na peça de reportagem televisiva, mas mesmo assim consegue-se perceber a mensagem).

5 comentários:

  1. Dou aqui o meu apoio a João Branco este cidadão cabo-verdiano de origem portuguesa que tanto tem dado à cultura cabo-verdiana inclusivamente condecorado, vítima por exprimir a sua opinião sobre o futuro do Eden Park de um ataque racista, mesquinho e reles. Que ele não confunda todos os cabo-verdianos. Somos gentes de bom trato, daí o nome morabeza.

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  2. Onde se prova que nem sempre a caravana pode ficar indiferente aos cães que ladram à sua passagem...Ou serão coiotes?

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  3. O insulto ao João Branco, além de ser injusto, é inadmissível por ser um acto declarado de racismo (ou xenofobia) passível de prisão e coima avultada. Será que vai passar despercebido? Espero que não na medida em pode ser o rastilho de uma bomba de que não precisamos de forma alguma.
    O cidadão escolheu o pais (e a ilha) onde se sente completamente à vontade e onde é estimado pela sua integridade e pela riqueza que vem dando à Nação Cabo Verde, a ponto de ser condecorado pelas actuais autoridades caboverdianas.
    Pelo que me concerne, a minha admiração e respeito pelo compatriota João Branco é imenso, não só pelo que faz mas também por - até certo ponto - ter debruçado sobre um tema que levantei nos anos cinquenta e não consegui carregar por nunca ter encontrado o mínimo de facilidades. E João Branco soube ultrapassar tudo para dar ao TEATRO caboverdiano (que vegetava na periferia) um cariz internacional.
    Caro Amigo,
    Continue firme mas, quanto ao insulto de que foi alvo, deixe pra lá porque caboverdeano inteligente não insulta como foi insultado.
    Com um abraço vai o grito de Monsieur de Cambronne que dá sorte: Meeeerda !!!

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  4. Só me apetece dizer: vozes de burro não chegam ao céu. Os mindelenses sabem bem quem é o João Branco e por isso os estilhaços da maledicência só atingem os próprios maldizentes.

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  5. Amigos, as vossas palavras me confortam naturalmente, mas é como acabei de escrever no Café Margoso, não vou perder um segundo da minha vida com esse indivíduo, não vale a pena. Abraço todos com estima e amizade e agradeço a vossa sempre atenta participação. JB

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