quinta-feira, 7 de agosto de 2014

[1013] O plurim d'pêxe, em longa memória de morada alusiva aos anos 60 do século passado, iniciada antes e completada depois de um romance do nosso amigo quase mindelense

Foto Djibla
(...) O plurim d’pêxe é de forçosa passagem para quem queira conhecer o Mindelo. Riqueza nunca vista de espécies, de irrepreensível frescura, apesar da falta de sistema de frio – no entanto existente nas empresas Congel e Frigorífica de onde algum peixe vem –, e gente sempre bem disposta, entre contínuos gritos e pregões das vendedeiras e milhões de moscas. Homens vêm durante a madrugada e a manhã da Praia de Bote, trazendo os produtos marinhos em balaios ou mesmo na mão, umas vezes por terra, outras descarregando a oceânica mercadoria junto à porta que dá para o mar. E por essa mesma porta saem as escamas, vísceras e o sangue provenientes da limpeza de atuns, pargos e bicudas, até de tartarugas. Do mar vieram, para o mar voltam… (...)

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