sexta-feira, 1 de abril de 2016

[2094] A propósito de um post sobre José Evaristo d'Almeida no blogue amigo "Esquina do Tempo"

António Maria Fontes Pereira de Melo
Trata o post do blogue "Esquina do Tempo" de José Evaristo d'Almeida, autor de "O Escravo", primeiro romance de temática cabo-verdiana (1856) e do pouco que se sabe sobre a sua biografia.

Junta agora o Pd'B este pequeno mas curioso dado: o facto de este oficial da Contadoria Geral ter sido deputado por Cabo Verde (isso já se sabia) na mesma altura que António Maria Fontes Pereira de Melo, filho do governador da Cabo Verde João Fontes Pereira de Melo (1839-1842 e 1847-1851). Companhia de peso, este jovem tenente de Engenharia que acabou por ascender aos mais altos postos da Nação e deu origem a um surto de desenvolvimento de grande importância no país que acabou por tomar o nome de "fontismo".

Não disse eu no post anterior que Cabo Verde está sempre por aí a rondar?... Mais! O longo ministro de vários reis esteve íntima, familiar e dramaticamente ligado ao arquipélago. Ver AQUI

Ver AQUI post no "Esquina do Tempo" do nosso amigo Brito-Semedo



3 comentários:

  1. Ora, nem mais! E aqui vamos encontrar o nome do pioneiro do romance cabo-verdiano, José Evaristo Almeida, como Deputado às Cortes, por Cabo Verde. Para além de autor do romance «O Escravo» cuja 1ª edição é de 1856, a 2ª 1988 e agora (2016) reeditado pela Livraria/Editora Pedro Cardoso)Evaristo Almeida escreveu também poemas. Um deles pode ser lido no blogue Esquina do Tempo e versa a fome em Cabo Verde.
    Abraços

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    1. Bem, ele ter sido deputado por Cabo Verde já se sabia. Mas é interessante de facto ver aqui isso escrito em livro, em letra de forma, e com companhia de peso, de um europeu que se havia de tornar muito importante, entretanto casado com uma cabo-verdiana da qual teve uma filha - ambas desaparecidas demasiado cedo - o que com o desgosto deu origem à sua clausura cerca de um ano em casa.

      Braça fontista,
      Djack

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  2. Fontes Pereira de Melo é das figuras da História de Portugal que mais admiro. Político talentoso e estadista de grande visão, foi a figura central da Regeneração. Ele não entrava nas estéreis tricas político-partidárias e era muito respeitado mesmo pelos opositores. Contrariamente ao que era usual, os seus pares não o tratavam por tu porque ele evitava relações promíscuas com o lado menos invejável da política. Talvez a sua condição de militar, com a postura comportamental que lhe é inerente, lhe emprestasse uma aura especial que os políticos normais reconheciam.

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