sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

[3479] Isto não é um post. Não vale a pena comentar pois, como sempre, posts não numerados serão eliminados em breve. AFINAL ESTE "NÃO POST" PASSOU A POST, PARA SE PODER DAR RESPOSTA AO ADRIANO

Mostrou o Adriano - em comentário a post anterior - vontade de saber se o Sr. José Inocêncio da Silva frequentou o Seminário-Liceu de São Nicolau. Ora sendo o Pd'B o melhor blogue... da Praia de Bote, não podíamos deixá-lo sem resposta, pois aqui sabemos tudo... menos aquilo que não sabemos. Assim, recorremos precisamente ao opúsculo do post anterior, para esclarecer o nosso amigo. Trata-se da biografia de José Inocêncio da Silva, escrita por Belmiro Vieira (irmão de Arménio Vieira - ver AQUI a notícia da morte de BV, com saborosa anedota que contava).

"Nasceu Inocêncio Silva em S. Nicolau, numa época em que àquela ilha acorriam de diferentes pontos do arquipélago, jovens na ânsia de irem frequentar o então Seminário -Liceu, cuja profunda e edificante actividade no desenvolvimento intelectual dos seus alunos é ainda hoje relembrada com saudades.

Como todos os da mocidade do seu tempo, o jovem Inocêncio matriculou-se nas disciplinas singulares que então se ministravam naquele estabelecimento de ensino, às quais ele se dedicou sempre com mais acendrado amor e com progressivo proveito.

Desde início revelou especial vocação pelas disciplinas de Português e Estilística, em que bastas vezes chegou a zurzir brilhantemente os seus camaradas, quando sustentavam qualquer discussão literária.

Era naquela altura professor de Estilística o célebre e insigne orador, cónego Augusto Coimbra que teve Inocêncio da Silva no mais alto apreço, pois que reconhecia nele apreciáveis predicados de aluno que augurava futuros triunfos.

Conta-se que um dia o professor perguntou de chofre aos seus alunos qual o livro que não tinha nem podia ter índice, ao que ninguém, dentre os alunos, soube responder. Somente Inocêncio Silva encontrou para o mestre a acertada resposta de que era o dicionário duma língua, o que lhe valeu maior admiração e estima do professor.

Bem cedo revelou acentuadas tendências para as produções literárias, salientando-se principalmente em composições de carácter descritivo, dramático, pastoril, etc.

Com uma já vasta e densa bagagem de conhecimentos, saiu Inocêncio da Silva do Seminário-Liceu e, em 1915, ingressou no quadro postal desta Colónia, onde hoje se encontra chefiando a estação Postal de São Vicente [Nota do Pd'B: que achamos se situava no edifício que também foi quartel e onde depois se criou o Liceu Gil Eanes]. (...)"

A biografia continua por mais página e meia mas a parte que interessa ao Adriano é esta que aqui copiámos. Não frequentou Inocêncio a Universidade mas foi sempre um estudioso e autodidacta até ao fim dos seus dias. 

Pediu o Adriano um falucho e ele aqui fica também (não é bem, bem, falucho, mas anda lá perto) em foto feita no mesmo dia da anterior, ou seja, na quarta-feira passada, focando o mar de Cascais.


Sendo que os últimos seis posts foram muito trabalhosos e por outro lado dão oportunidade a quem gosta de comentar e escrever de se entreter com eles, Pd'B vai dedicar-se algum tempo (não muito) a outras tarefas de escrita (como sabem, esta fábrica nunca para). Se entretanto houver comentários que o exijam, poderemos dar um gosto à caneta (perdão às teclas) e responder. Se não houver, os visitantes que repousem a ver esta nossa fotografia feita anteontem.

Foto Joaquim Saial, Boca do Inferno, Cascais, Portugal (obviamente, o pescador não é o dito cujo...)

7 comentários:

  1. Na, na... esse pescador só pode ser o nosso Djack, que arranjou um tempinho para se descontrair um pouco e esquecer os ingratos que vêm ao blogue e não deixam uma palavrinha. Só lhe falta ali é um pouco de areia e a visão de um faluchinho a dobrar a falésia.

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  2. Ora, Djack, fiquei a saber o que não sabia acerca do nosso Djô Fei. Sempre achei que ele tinha de ter passado por aquele Seminário para ser a pessoa letrada que era. Ia dizer que talvez tenha sido colega do meu avô paterno, António de Oliveira Lima, que também frequentou o estabelecimento, mas isso só comparando as suas idades. Mas o meu avô era de S. Antão e só foi para o seminário para prosseguir o ensino. E era também homem de boa escrita e de muitas e variadas leituras, o que confirma que aquele Seminário era uma autêntica universidade.

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    1. Sim, sim, uma autêntica universidade ou pelo menos um super-liceu, como foi o Gil Eanes, só comparáveis ambos a alguns (poucos) liceus de Lisboa e Porto da mesma altura.

      Braça liceal de alto nível,
      Djack

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    2. Ok, Ok, também se arranja: José Inocêncio da Silva nasce na Ribeira Brava de São Nicolau em 1894 e falece no Mindelo em 1967.

      Braça com dados,
      Djack

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    3. Djack, então o meu avô era 6 anos mais velho.

      Braça ancestral

      Adri

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  3. Felizmente o "não post" virou "post". No PdB não pode haver "mã gatchada" nem contrabando. Dufega morreu diasà e Nhô Matijim também.
    Ficamos todos a saber onde nasceu o dono do castelo e onde veio a falecer sem descendentes directos.
    Bom dia dmingue sem tiros
    Braça
    V/

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  4. O Djack arranja tudo. Até um faluchim bnitim.

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