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sábado, 15 de dezembro de 2018
[3868] Manha, manha e mais manha
Na mui nobre e sempre reiterada missão de fazermos manha aos nossos amigos e conhecidos (e aos leitores desconhecido que aqui vêm), apresentamos uma garrafinha de grogue Garça Real, a grande e mais recente novidade desta libação utilizada pelos deuses no Olimpo.Destilada em Santo Antão pela família Oliveira Delgado, que produz o divino néctar há mais de 100 anos em Vale de Garça, foi oferta do nosso condiscípulo do Liceu Gil Eanes António Roberto "Robirtim", comemorada aqui em Almada com um inolvidável bacalhau cozido que media um quilómetro de altura...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
[3864] No post 500 de 2018, um texto (quase) de Natal, de Adriano Miranda Lima
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| Adriano Miranda Lima |
Onde estamos, para onde caminhamos?
A interrogação em título não diferencia geografia política, cultural ou étnica; contudo, na Europa é onde neste momento a questão reveste especial pertinência. Porque, laboratório do pensamento filosófico desde que o homem inventou a pólis, o velho continente parece neste momento alheio ao próprio legado que gerou. É como se já o não reconhecesse e assim o desejasse espezinhar, desmantelar as suas peças para no amontoado disforme tentar reencontrar uma qualquer identidade perdida, ainda que primária e tosca.
Os tumultos descontrolados que ora acontecem em Paris, e com possibilidade de contaminarem outros palcos europeus, como já está a ver-se na Bélgica e na Holanda, não representam movimentos reivindicativos orgânicos, isto é, enquadrados por instituições sindicais e comprometidos com a lógica do sistema político em que se integram. Não se sabe bem o que querem porque a própria indefinição dos seus impulsos irracionais é a mola interior que comanda a violência insana dos comportamentos.
Ao mesmo tempo, há sinais inconfundíveis do levantar da cabeça da extrema-direita na Europa. Ela que andou dezenas de anos de rosto oculto, por comprometida com demónios que eram, e são, veementemente esconjurados pelas consciências lúcidas, parece querer ressurgir e interferir no processo histórico contemporâneo, maquilhando-se para poder entrar no escrutínio eleitoral.
Outrora, no passado, o futuro existiu e foram-lhe desenhados os contornos, a identidade e os objectivos. Os Modernistas foram os primeiros a colocá-lo na prancheta das ideias. Os Pós-Modernistas dão mostras agora de não saberem bem o que querem e sobram razões para admitir que podem matar o futuro.
Vejamos então como e porquê.
Depois de arredadas as hierocracias (1) dos tempos medievais, o Iluminismo surgiu no século XVIII, com a França na dianteira das suas manifestações. Aceitava que Deus estava presente na natureza, e implicitamente no homem, mas que doravante devia ser descoberto pela razão em vez da fé. A “Época das Luzes” teve grande influência na libertação do homem e, por essa via, operou mudanças nas estruturas sociais, políticas e culturais. Mas foi com a Revolução Francesa que, potenciando os seus valores culturais, a Razão passou a modelar os critérios da modernidade, reinventando a metodologia científica e a arte.
Mas se na Moral e na Ética clássicas ainda persistiam ressaibos da origem divina nos padrões da cultura, haveria que buscar outro enquadramento mais libertário. Assim, sem postergar os valores do Cristianismo, os Modernistas fizeram das normas científicas os instrumentos básicos para a reorganização das sociedades e a tessitura do futuro. Definiram a modulação do presente acreditando que o futuro se delineava com linhas seguras porque o lobrigavam com nitidez científica. Mas a visão dos Modernistas só iria prevalecer até à segunda metade do século XX.
Depois da II Guerra Mundial assistiu-se a uma revolução sem precedentes na história do pensamento e da técnica. A par do desenvolvimento acelerado das tecnologias de comunicação, das artes, dos materiais e da biogenética, houve mudanças fundamentais no modo de pensar a sociedade. E é por causa deste cientifismo militante que surgiram nesta época grandes iniciativas para a construção de uma Ética secular. A Modernidade fora criticada nos seus parâmetros fundamentais, nomeadamente a linearidade do percurso histórico que concebia rumo ao futuro, e assim criaram-se novos valores estruturantes da teoria do pensamento, com especial relevância na economia e suas leis; mas são valores pouco precisos por não se fundarem numa Ética verdadeira mas sim no princípio absurdo de que tudo vale para atingir os fins. Digamos que é a ética da Eficácia. É o Pós-Modernismo.
É assim que a partir da década de 1980, e com o fim da Guerra Fria, se deu início a uma cultura de globalização com pretensão de unificar geografias, sem prevenir os seus efeitos disruptivos e sem garantir mecanismos de compensação e de justo reequilíbrio onde devam aplicar-se, em obediência a uma Ética mundial por todos partilhada. Mas esta não existe, ou parece não existir, por subordinada à supremacia dos mercados e à exponenciação do lucro como um valor em si, sem que se lhe conceba um sentido ontológico no enquadramento dos problemas do mundo. Houvesse uma ética agregada à globalização, os lucros das economias teriam de ser canalizados prioritariamente para a correcção das assimetrias mundiais que têm na sua génese problemas graves como a fome, a falta de água potável, as doenças, a violência étnica e religiosa, e outros mais.
O Pós-Modernismo define-se assim, e fundamentalmente, como uma crise das ideologias nas sociedades ocidentais e “uma exacerbação de certas características como o individualismo, o consumismo, a ética hedonista, a fragmentação do tempo e do espaço”, na opinião do filósofo francês Gilles Lipovetsky. Por isso mesmo é que para o seu colega alemão Jürgen Habermas “o conceito de Pós-Modernismo corresponde a tendências políticas e culturais neoconservadoras, determinadas a combater os ideais iluministas”.
É nesta conceptualização que a designação “neoliberalismo” se encaixa como uma luva na economia, defendendo a pouca intervenção dos governos no mercado de trabalho, a privatização das empresas estatais, a livre circulação de capitais internacionais, a redução de impostos, a desregulação bancária, etc. E aqui entroncam a Comunicação Social e a Indústria Cultural, reféns da opinião globalizada e dos critérios de quem controla o mercado, servindo-se da subserviência despudorada de “opinion makers” que se prostram reverencialmente perante os patrões para não perderem o seu estipêndio. Não é despicienda esta observação porque é grave que o controlo da informação esteja nas mãos de quem professa um credo único.
Portanto, é perante este caldo de cultura que emergem fenómenos como os “Coletes Amarelos” e outros ainda em estado larvar ou no proscénio, em simultâneo com partidos e movimentos da extrema-direita. Em ambos os casos não há uma ideologia a pautar os comportamentos sociais, pois que a própria extrema-direita representa em si mesma a anulação de qualquer ordem política que tenha o ser humano como um valor absoluto; logo, ela é uma aberração e não pode ter lugar na discussão do futuro da humanidade. Mas estes dois fenómenos são apenas sintomas localizados de uma disfuncionalidade à escala planetária com manifestações as mais variadas. A contaminação ambiental é hoje tão grave que o naturista David Attenboroug, na Conferência das Nações Unidas COP 24, no passado dia 5 de Dezembro, afirmou que “estamos a assistir a um desastre à escala global provocado pelo homem e que é a nossa maior ameaça em milhares de anos: as mudanças climáticas. Se não agirmos, o colapso de nossa civilização e a extinção de grande parte do mundo natural despontam no horizonte.” A ameaça do radicalismo islâmico não pode ser descontextualizada de um problema político global. As hordas de famintos e desesperados que invadem os países considerados ricos, na Europa ou na América, são outra evidência dos desequilíbrios planetários que a globalização parece agravar e o mundo não consegue resolver. Nem as Nações Unidas têm resposta adequada nem a União Europeia é capaz de uma reconstrução que integre convenientemente os seus estados-membros e eleve os seus níveis de prosperidade, desmontando à nascença fenómenos irracionais como os que estiveram na origem da II Guerra Mundial.
Este é o cenário que nos envolve e inquieta. Despedimos a Ética e desferimos uma punhalada no coração do futuro. No entanto, queremos ainda acreditar no futuro, pelos nossos descendentes, por este belo planeta azul, pela réstia de racionalidade que ainda subsiste, pela crença em algo que nos ajude a retomar valores que, afinal, nunca se perderam completamente nem jamais se podem perder.
(1) Governo de influência religiosa, como é o caso do Irão.
Dezembro de 2018
Adriano Miranda Lima
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| Post 500 do Pd'B em 2018 |
[3862] Ainda o governador Alves Roçadas (ver os últimos quatro posts)
Sim, o governador deu um baile aos ilustres de São Vicente, no Carnaval de 1953. Mas a vida dele não era só paródia... E vejamos um recorte datado de 13 de Janeiro do mesmo ano (DN de New Bedford, UA, notícia proveniente de Lisboa), pouco antes da festa carnavalesca. Embora tenha sido o ministro a abrir os cordões à bolsa, é óbvio que houve ali "mão" de governador.
[3861] Travadinha em "Feiticeira de Côr Morena" ou "Futecêra d'Cor Morena" (ver três posts anteriores)
E para completar o cheirinho do baile de Carnaval de 1953 oferecido pelo governador Alves Roçadas às forças vivas do Mindelo (claro, o baile não era para todos...), aqui fica este diamante e um lapidador de enorme gabarito, o inolvidável rabequista/violinista Travadinha.
[3860] "Islas Canarias" (pasodoble) - Banda de Música de la Agrupación Musical de Ciudad Real (ver dois posts anteriores)
Outra das peças tocadas no baile de Carnaval oferecido pelo governador Alves Roçadas à soicedade do Mindelo, no Carnaval de 1953.
[3859] The Glenn Miller Orchestra - (1941) "In the Mood" (ver post anterior)
Não é o baile do Palácio do Governo (nôs palóce), mas dá um cheirinho... com uma das peças lá tocadas, este "In the mood", de Glenn Miller e sua orquestra. Imaginemos que estamos no Carnaval de 1953, no topo da Rua de Lisboa, entre a nata da sociedade mindelense...
[3858] Qual Natal, qual carapuça, hoje no Pd'B é Carnaval... e no Mindelo, pois claro!!!
Obviamente, a ideia terá sido do governador. E logo o tenente-coronel Carlos Alberto Garcia Alves Roçadas (em CV, de 1950 a 1953), amante da bailação e prestes a despedir-se das ilhas. A festarola teve programa em papel de luxo e realizou-se a 14 de Fevereiro de 1953, um sábado, em São Vicente e ainda por cima num local de prestígio, o nosso conhecido "palóce". Dirigiu a orquestra o maestro Alfredo Fortes, num cardápio variadíssimo que até teve um "vira" de Braga e terminou com a "A Portuguesa", como não podia deixar de ser. Mas belo, belo, deve ter sido dançar aquelas quatro mornas: "Ribeira Grande", "Angola", "Feticêra di côr morena" e no final, "Ora di bai"... ai ai (suspiros!!!) ou as coladeiras "Teresa B." e "One dollar"...quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
[3856] O inolvidável "Ernestina", quando ainda se chamava "Effie M. Morrisey", num filme de 1947
Relembrando o post 1722 Ver AQUI
Agradecemos a simpatia da divulgação à amiga Waltraud "Traudi" Coli, antropóloga, tripulante e estudiosa do "Ernestina", um dos mais amados veleiros de Cabo Verde, salvo pela oferta do governo cabo-verdiano aos Estados Unidos da América. Neste momento, está na doca, em reparos. O fabuloso filme que veremos retrata um momento em que ainda não pertencia a Henrique Mendes e ainda se denominava "Effie M. Morrissey". É esta a nossa prenda de Natal aos nossos visitantes e em especial aos nossos colaboradores e comentadores. Eis o texto que acompanha o filme, traduzido para português.
Este filme clássico de 1947 documenta a saída da escuna "Effie M. Morrisey" do porto de Nova York para uma expedição de seis meses na Mystery Coast da Groenlândia. Veja o navio navegando entre enormes icebergs e trenós puxados por cães, focas, morsas e baleias em acção. O navio tinha mais de 200 cães huskies a bordo! A vida com os esquimós e como eles caçavam e arpoavam por comida são apresentados. O "Effie M. Morrisey" também viu acção na Segunda Guerra Mundial. Acabou por mudar de mãos e foi renomeado "Ernestina" e transformado em um navio de carga e passageiros cabo-verdiano, trazendo imigrantes para os EUA, especialmente para New Bedford, MA. A "Ernestina" é designada pelo Departamento do Interior como um marco histórico nacional. Originalmente construída no James and Tarr Yard em Essex, Massachusetts, e lançada ao mar no 1º de fevereiro de 1894 como "Effie M. Morrissey", navegou ao longo dos séculos para se tornar numa das seis escunas remanescentes construídas por Essex. O navio agora é preservado como museu flutuante, atracado em New Bedford. Filme restaurado por M. L. Baron.
Amplie (maximize) o filme, para o poder apreciar em toda a sua plenitude (no quadradinho do canto inferior direito).
Agradecemos a simpatia da divulgação à amiga Waltraud "Traudi" Coli, antropóloga, tripulante e estudiosa do "Ernestina", um dos mais amados veleiros de Cabo Verde, salvo pela oferta do governo cabo-verdiano aos Estados Unidos da América. Neste momento, está na doca, em reparos. O fabuloso filme que veremos retrata um momento em que ainda não pertencia a Henrique Mendes e ainda se denominava "Effie M. Morrissey". É esta a nossa prenda de Natal aos nossos visitantes e em especial aos nossos colaboradores e comentadores. Eis o texto que acompanha o filme, traduzido para português.
Este filme clássico de 1947 documenta a saída da escuna "Effie M. Morrisey" do porto de Nova York para uma expedição de seis meses na Mystery Coast da Groenlândia. Veja o navio navegando entre enormes icebergs e trenós puxados por cães, focas, morsas e baleias em acção. O navio tinha mais de 200 cães huskies a bordo! A vida com os esquimós e como eles caçavam e arpoavam por comida são apresentados. O "Effie M. Morrisey" também viu acção na Segunda Guerra Mundial. Acabou por mudar de mãos e foi renomeado "Ernestina" e transformado em um navio de carga e passageiros cabo-verdiano, trazendo imigrantes para os EUA, especialmente para New Bedford, MA. A "Ernestina" é designada pelo Departamento do Interior como um marco histórico nacional. Originalmente construída no James and Tarr Yard em Essex, Massachusetts, e lançada ao mar no 1º de fevereiro de 1894 como "Effie M. Morrissey", navegou ao longo dos séculos para se tornar numa das seis escunas remanescentes construídas por Essex. O navio agora é preservado como museu flutuante, atracado em New Bedford. Filme restaurado por M. L. Baron.
Amplie (maximize) o filme, para o poder apreciar em toda a sua plenitude (no quadradinho do canto inferior direito).
[3855] O nosso melhor (e único) colaborador no Mindelo
Durante a votação para encontrarmos a/s personalidade/s que deveria/m obter a "Tartaruga de Ouro" de 2018 do Praia de Bote, é claro que surgiu o nome do Zeca Soares. Aliás, o Djosa de nha Bia queria mesmo que fosse o Zeca a vencer o galardão. Quase que andámos à pancada, por causa disso... Mas acontece que os dois vencedores deste ano já estão aqui há mais tempo que o Zeca e portanto desta vez só podiam ser eles a tartarugar... Isto, embora sem dúvida alguma o Zeca seja "our man in Mindelo", sem competidor à altura. Dito isto, já sabemos quem ganhará a "TO" do próximo ano. Bsôt intendê? OK!...
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
[3853] Tartaruga de Ouro 2018 do blogue Praia de Bote atribuída a Adriano Miranda Lima e Valdemar Pereira, ex aequo
O júri, constituído pelo proprietário deste blogue e pelo seu factotum Djosa de nha Bia (sim, apenas dois, número par, o que não quer dizer nada, pois no Praia de Bote não são permitidos empates), atribuiu ex aequo a Tartaruga de Ouro deste ano de 2018 aos dois mais persistentes colaboradores/comentadores do blogue, aqueles que de facto compreendem o interesse desta verdadeira casa de Cabo Verde (sobretudo de São Vicente e do Mindelo) e para ela têm contribuído ao longo de quase uma década. Honra lhes seja feita, Cabo Verde e nós agradecemos.
Lembramos que a primeira Tartaruga de Ouro (2016) foi atribuída ao saudoso Zito Azevedo (tal como a deste ano, pela sua persistente colaboração e pelo seu blogue Arrozcatum) e a segunda (2017, também ex aequo, à Embaixada de Cabo Verde em Lisboa e à Câmara Municipal de Almada, pela colaboração prestada na comemoração dos 70 anos de "Chiquinho".
Adriano Miranda Lima e Valdemar Pereira
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
[3852] Poeta José Luís Tavares vence Prémio Vasco Graça Moura 2018
José Luís Tavares acaba de ser contemplado com o Prémio INCM/ Vasco da Graça Moura de Poesia de 2018 pela sua obra “Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio”. Um júri constituído por José Tolentino de Mendonça, Jorge Reis-Sá e Pedro Mexia atribuiu este prémio anual ao poeta cabo-verdiano.
sábado, 8 de dezembro de 2018
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
[3847] Baltasar Lopes e o "ser cabo-verdiano"
De "Aventura Crioula", de Manuel Ferreira, prefácio de Baltasar Lopes
1.ª edição - Ed. Ulisseia, Colecção Poesia e Ensaio, Lisboa, 1967
2.ª edição - Plátano Editora, Colecção Temas Portugueses, Lisboa, 1973
1.ª edição - Ed. Ulisseia, Colecção Poesia e Ensaio, Lisboa, 1967
2.ª edição - Plátano Editora, Colecção Temas Portugueses, Lisboa, 1973
(...) Tenho por mim que, de forma expressa ou de maneira latente, se tem geralmente posto o "problema" de Cabo Verde (quando nele se pensa) em termos erradamente dilemáticos: há que optar, para a "definição" do "problema", por um de dois termos irredutíveis: Europa ou África.
Sim, porque nos dizem a nós, das ilhas:
- Se vocês "não são África", o que é que são? Europa?
Ou, inversamente, mas creio que muito mais raramente:
- "Se "não são Europa", o que são? África?
Claro que a mesa assim posta não deixa liberdade nenhuma ao conviva, que possivelmente se retrairá de enunciar a única verdade etnológica:
- Nem uma coisa, nem outra: somos cabo-verdianos. (...)
[3845] Um livro de luxo
Emprestado por mão amiga, este livrinho de mestre Nhô Roque só agora se nos revelou. Mais um documento que prova (como se isso fosse necessário, tendo em atenção a restante obra nossa conhecida) a grande qualidade de escritor e a cultura lusíada de António Aurélio Gonçalves, um dos maiores nomes da intelectualidade cabo-verdiana. O presente exemplar está em mau estado mas o seu conteúdo continua actual e é de facto suculento. Um luxo, sem dúvida!...
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
[3844] Hoje, pelas 21h00, no auditório do Centro Comercial "O Pescador", Costa da Caparica. Pd'b estará presente
7.Dezembro.2018
Pd'b foi, viu e gostou. Um belo filme a preto e branco, oscilando entre a ficção e o documentário, vivo, realista, não panfletário mas suficientemente revelador de uma realidade escondida dos olhos dos vizinhos mais próximos.
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
[3842] Portugal e Cabo Verde, sempre de mãos dadas... na saúde e na doença...
Uma equipa de médicos portugueses de Coimbra vai estar em Assomada (Santa catarina, ilha de Santiago), de 4 a 6 de Dezembro, para efetuar consultas de avaliação neurológica e rastreio precoce de patologias como Doença de Alzheimer e outras demências, direcionadas aos idosos.
À semelhança do que tem acontecido em Portugal, a equipa de médicos especialistas integra um projeto com objetivos científicos que visa a avaliação da taxa de incidência do declínio cognitivo e demência cognitiva na população adulta, com destaque para os idosos; a validação de um protocolo de avaliação neuropsicológica para rastreio precoce dos sintomas iniciais de declínio cognitivo com posterior utilidade em meio clínico; a caracterização do perfil de envelhecimento com implicações para as políticas sociais; bem assim, a investigação dos fatores de risco e de proteção para o declínio cognitivo e demência no curso de envelhecimento.
As consultas irão decorrer no Centro Cultural Norberto Tavares no horário entre as 09h00 e as 16h00.
domingo, 2 de dezembro de 2018
[3838] Um farol "monárquico" e "santo"... Claro, da Rainha D. Amélia e de São Pedro...
A notícia é do jornal americano de língua portuguesa "A União Portugueza" (publicado em São Francisco, Califórnia), de 24 de Janeiro de 1895. E o farol ainda lá está num morro junto à aldeia de São Pedro, embora, como vimos em tempos aqui no Pd'B, com alguns problemas de conservação. Ver também AQUI e AQUI
sábado, 1 de dezembro de 2018
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