Mostrar mensagens com a etiqueta Zeca Soares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Zeca Soares. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

[0289] Mais uma colaboração de Zeca Soares

Estas são fotos recentes (finais do ano de 2012) para efeitos de provocação e comparação. No documento em referência há uma foto do Hospital de São Vicente em que se vê apenas o Cemitério, algumas casas no lombo e, possivelmente a escola de Chã de Cemitério. Fiquei impressionado ao ver aquele descampado, pois na minha infância ir ao cemitério era uma autêntica aventura, apesar de existirem o campo de jogos, a Favorita de Manel Matos, o cemitério dos Ingleses, a arborização do Chã de Monte Sossego e um ou outro quintalão e nada mais. Igualmente  também a oficina do Sr. Cunque, estaleiro onde foi construído o iate oferecido ao Dr. Baptista de Sousa. É de se lamentar a forma como o progresso na nossa terra está a CANIBALIZAR o pouco que nos resta do nosso passado. Ninguém é contra o progresso mas acho que é preciso divulgar mais estas ipois magens do passado, talvez elas possam sensibilizar para que se cuide amanhã aquilo que estamos a fazer hoje.

Ao Praia de Bote os meus cumprimentos e votos dum BOM NATAL  E UM ANO NOVO REPLETO DE PROSPERIDADES.

PRAIA DE BOTE agradece reconhecida a colaboração fotográfica fresquinha feita pelo nosso amigo e colaborador Zeca Soares, sempre bem-vinda, de nôs terra Soncente.    







sábado, 1 de setembro de 2012

[0241] UM MISERÁVEL E CHOCANTE DESPREZO PELA HISTÓRIA...

Lomb D'jom (Alto Bomba) Monte Sossego, dias actuais. Restos de artilharia da época colonial, destinada a defender a ilha de S. Vicente de eventuais investidas alemãs durante a II Guerra Mundial. C. anos 40 do século XX.

Sem comentários nossos, porque eles não são necessários... excepto este, para os que ainda não perceberam a coisa: isto também é a História de Cabo Verde!!!

Elucidativas fotografias enviadas pelo nosso colaborador Zeca Soares. Copiá-las e divulgá-las é um imperativo cultural tendente a contrariar a inércia, o laxismo, o desinteresse...



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

[0234] A HISTÓRIA DA ÁGUA EM SÃO VICENTE, UM VALIOSO PATRIMÓNIO DE ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL DESPREZADO

Do nosso estimado colaborador Zeca Soares (já o podemos considerar assim, em virtude de alguns muito bons materiais que nos tem enviado), recebemos estas fotos e o texto que se segue. Ao Zeca, o nosso agradecimento, em nome dos que amam o Mindelo e São Vicente.



«O abastecimento de água à ilha de São Vicente sempre teve uma história, mas existem pessoas que insistem em apagá-la, ou a minimizá-la, não lhe dando o seu divido valor. Quem não recorda das filas de mulheres da Vascónia e do Madeiral, da Ferro & Companhia, dos fontenários espalhados pelos subúrbios de Mindelo, da JAIDA?


A cidade do Mindelo foi pioneira na história da dessalinização em Cabo Verde. As fotos aqui apresentadas são dos dois "monstros" que fazem parte integrante dessa História. Vemos as duas caldeiras, agora sem as respectivas chaminés, componentes principais da primeira Instalação de Dessalinização de Água, instalada na Matiota há 40 anos, e que estão a ser ou já foram vendidos como ferro velho.Tanta falta de dinheiro!!! Deixo ao Praia de Bote, Campeão da História desta Ilha, a sua consideração.»

É de facto lamentável este desprezo pela arqueologia industrial e pela história da água, um dos bens mais raros em Cabo Verde e em São Vicente. Assim se vai perdendo um património insubstituível que, sendo estimado, poderia produzir dividendos em termos de turismo. Juntamos três imagens, já divulgadas no PRAIA DE BOTE, que ajudam a relembrar a história da água na nossa ilha: duas da medalha comemorativa do nascimento da dessalinização; e uma da fila de mulheres que iam adquirir água na Vascónia da Ferro & Companhia aqui pertinho da nossa PRAIA DE BOTE.

Foto eBay


Foto eBay
Foto de Narciso Silva. Só se vislumbra um pedaço da parede da Ferro & Companhia mas vê-se toda a fachada da "Staçon" e ao fundo a Shell. À direita não podemos observar o "plurim d'pêxe" mas nota-se parte da antiga serração de um madeirense.