quarta-feira, 15 de junho de 2022
terça-feira, 14 de junho de 2022
segunda-feira, 13 de junho de 2022
domingo, 12 de junho de 2022
sábado, 11 de junho de 2022
quinta-feira, 9 de junho de 2022
quarta-feira, 8 de junho de 2022
segunda-feira, 6 de junho de 2022
[6865] Crónica de Joaquim Saial no jornal "Terra Nova", lida hoje no programa "Cabo Verde - Caminhos da História", da Rádio de Cabo Verde
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| António Roberto Duarte Silva |
Memórias da aviação em Cabo Verde (3)
A 14 de Maio de 1949, dia anterior ao da inauguração do aeroporto do Sal, a capa do "Diário de Lisboa" mostrava uma fotografia onde eram vistos – com escada de acesso a um avião da TAP como fundo – o coronel Gomes de Araújo, ministro das Comunicações, e o almirante Gago Coutinho. Tendo por título "O ministro das Comunicações seguiu para a ilha do Sal, onde vai inaugurar o novo aeródromo", a notícia dizia logo no primeiro parágrafo: "(…) temos agora o aeroporto dos Espargos, traço de união entre a América do Sul e o Velho Mundo, estrada aérea tão grata aos portugueses, desde Cabral a Gago Coutinho e Sacadura." E logo a seguir avançava que "Portugal [satisfez], assim, compromissos que assumiu na conferência da ICAO [1], que se realizou no Rio de Janeiro, perante as solicitações dos representantes dos países e das companhias estrangeiras que mantêm careiras entre a América do Sul e a Europa." Adiantava-se ainda que o novo aeroporto teria de início um movimento de 24 aviões de carreira por semana. Nas suas declarações ao jornal, o ministro referia que o aeroporto do Sal concorreria para a segurança das aeronaves que cruzavam o Atlântico Sul e facilitaria a aproximação dos (e aos) povos do mesmo. Gago Coutinho, que estava em Paris quando recebeu o convite para a viagem, fora de comboio para Bruxelas, onde apanhou um avião para Lisboa. Caber-lhe-ia na cerimónia da inauguração falar sobre os pioneiros da conquista aérea. E, com o seu proverbial humor, fez à reportagem um resumo da história de viagens a Cabo Verde. "Parece que o Infante [2] foi mais longe nas suas previsões, quanto às ilhas de Cabo Verde. Há cinco séculos, as ilhas eram despovoadas, áridas, nada prometiam, mas o Infante não as desprezou. Elas foram escala de Vasco da Gama, de Colombo e da 'Victória' [3] de Fernão de Magalhães… Mais tarde, começaram a ter outros préstimos, escalas para carvão e óleo… O Infante parece que previu que as ilhas de Cabo Verde poderiam ser úteis às modernas caravelas… os aviões… [4]"
Segundo o "Diário de Lisboa" do dia seguinte, o voo, sem escala, durou 10 horas e 45 minutos (!!!). Antes de aterrar e a pouca altitude, o aparelho deu duas voltas sobre o aeroporto, para que os passageiros pudessem ver a pista e as instalações. E no momento da chegada, "iluminaram-se todas as instalações e as pistas, com um belo efeito." A cerimónia da inauguração efectuou-se na manhã do dia 15 e teve ponto alto quando Gago Coutinho fez subir a bandeira portuguesa ao som do hino nacional, na presença das autoridades nacionais e estrangeiras convidadas. Seguir-se-iam uma visita às instalações e o almoço e os inevitáveis discursos, entre os quais se salientaram os do ministro das Comunicações e o de Gago Coutinho [5].
Regressado a Lisboa, este daria uma entrevista ao vespertino, onde fez uma descrição do aeroporto. As palavras do almirante, 73 anos passados e após grandes modificações e ampliações do complexo aeroportuário, têm inegável sabor histórico… "Tudo o que se relaciona com esta obra é digno de elogio. A escolha do local não podia ser melhor. Trata-se do lugar ideal, não só pela sua posição geográfica – que faz com que a sua utilização encurte as viagens dobre o Atlântico-Sul – mas porque é um planalto com 56 metros de altitude, muito afastado dos montículos existentes – o que torna a entrada dos aviões perfeitamente desafogada. É raríssimo haver ali nevoeiro, mas, mesmo que algum dia o haja, a colocação do aeroporto permite, com o emprego da rádio, a aterragem, sem perigo, em qualquer das suas três pistas, de 60 metros de largura, respectivamente, com 2150, 2000 e 1710 metros de comprimento. Além disso, na ilha não há mosquitos, nem febres, o que evita a obrigatoriedade de qualquer vacina. Quanto ao aeroporto, em si, nada deixa a desejar, tanto na parte científica – rádio, iluminação, etc. – como no que se refere a conforto, pois o seu hotel é excelente. Foram muito bem empregados os 50.000 contos que o Governo, numa demonstração de espírito progressivo que é justo destacar, ali gastou. [6]"
A inauguração do aeroporto do Sal foi de facto um acontecimento marcante no arquipélago, momento de inegável progresso, embora sobre os cabo-verdianos ainda pairasse um outro muito recente, de sentido oposto, extremamente trágico: o chamado "Desastre da Assistência", que se deu na Praia, queda de muro sobre deserdados da sorte que esperavam algum alimento, com grande número de mortes, até hoje nunca totalmente contabilizadas [7]. No "Diário de Lisboa" de 6 de Junho, aludia-se à chegada no dia anterior de um quadrimotor argentino que havia recebido na Escócia a sua reconversão de nave militar para o serviço da aviação comercial. Ia para Buenos Aires, com passagem pelo Sal. Tornou-se assim o primeiro avião estrangeiro a utilizar aquela escala entre a Europa e a América do Sul.
[1] ICAO – International Civil Aviation Organization, organismo fundado em 04.04.1947, com sede em Montreal, Canadá.
[2] Infante D. Henrique, o "Navegador".
[3] Nau do navegador português Fernão de Magalhães que ao serviço de Espanha fez a primeira viagem de circum-navegação do mundo e foi a única sobrevivente da armada inicial.
[4] "Diário de Lisboa", 14.05.1949, pág. 1.
[5] "Diário de Lisboa", 15.05.1949, pág. 1.
[6] "Diário de Lisboa", 17.05.1949, pág. 1.
[7] O desastre deu-se a 20 de Fevereiro de 1949. Os números oscilam entre 232 (versão oficial) e mais de 300.
sábado, 4 de junho de 2022
sexta-feira, 3 de junho de 2022
[6856] Novo livro de José Luiz Tavares, "É Ka Lobu Ki Fase - tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi", apresentado em Lisboa
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| Foto Bruno Portela |
Apresentação do livro – “E ka Lobu ki Fase – tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi” de José Luiz Tavares
Apresentação de: Apolo de Carvalho
3 de JUNHO de 2022 | SEXTA-FEIRA
18h00
*Entrada livre
O autor José Luiz Tavares e o CCCV - Centro Cultural de Cabo Verde tem o prazer de convidar a todas e todos para a apresentação do livro com o título “E ka Lobu ki Fase – tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi” , a ter lugar no dia 3 de junho de 2022, pelas 18h, no Centro Cultural de Cabo Verde, localizado na Rua de São Bento 640, 1250-222 Lisboa.
O livro é a primeira obra do autor que é totalmente escrito numa das variantes do crioulo. As ilustrações ficaram a cargo do artista plástico Tchalé Figueira.
O poeta cabo-verdiano, que também está retratado no livro, traz sátiras de personagens de figuras conhecidas na área da política, social cultural e intelectual de Cabo Verde.
O evento vai contar com a presença do autor, e a apresentação do livro ficará a cargo de Apolo de Carvalho.
Sinopse
Escrita diretamente em língua cabo-verdiana e usando o seu alfabeto oficial, «E ka Lobu ki Fase – tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi» é a primeira obra do autor, José Luiz Tavares, integralmente dada a lume no idioma territorial de Cabo Verde.
Tomando como personagens figuras bem conhecidas da cena política, social cultural e intelectual de Cabo Verde, utilizando técnicas da tragédia grega, entre as quais o uso omnisciente do coro, em versos rimados e metrificados, o autor espraia-se em cerca de quatrocentas páginas de pungentes ou delirantes reflexões sobre as feridas da pátria.
Todavia, apesar das técnicas tomadas de empréstimo à tragédia grega, tal obra não se insere na categoria de tragédia, estando mais próxima da sátira, se não moralista, pelo menos comportando certos aspetos edificantes. Assim, é por esse viés que a narrativa poética flui, castigando os (maus) costumes através do riso, que não obsta à reflexão filosófica de índole mais profunda. Sequer a figura do autor, que também é personagem desta obra, é poupada nesta acerba digressão pelas mais fundas e obscuras ribanceiras da pátria.
Com ilustrações (melhor dizendo, recriação visual) do artista plástico Tchalé Figueira, esta é a mais ambiciosa obra de criação literária dada a lume em língua cabo-verdiana.
Biografia
José Luiz Tavares nasceu a 10 de Junho de 1967, no Tarrafal, ilha de Santiago, Cabo Verde. Estudou literatura e filosofia em Portugal, onde vive.
O autor também já publicou: Paraíso Apagado por um Trovão (Lisboa, 2003); Agreste Matéria Mundo (Porto, 2004); Lisbon Blues seguido de Desarmonia (S. Paulo, 2008); Cabotagem & Ressaca (Maputo, 2008); Cidade do Mais Antigo Nome (Lisboa, 2009); Coração de Lava (Assomada, 2014); Contrabando de Cinzas (S. Paulo, 2016); Polaróides de Distintos Naufrágios (Lisboa, 2017); Rua Antes do Céu (Lisboa/Praia, 2017); Prólogo à Invenção do Dilúvio/Prólogo a la Invención del Diluvio (Bogotá, 2018); Arder a Vida Inteira (Lisboa, 2019); Ku Ki Vos/ Com que Voz (Lisboa, 2019): Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio (Lisboa, 2019); Com o Fósforo duma só Estrela/Com el Fósforo de una Sola Estrella (Bogotá, 2020).
O escritor já foi agraciado com os seguintes prémios: Prémio Revelação Cesário Verde, CMO 1999; Prémio Mário António de Poesia, Fundação Calouste Gulbenkian (2004); Prémio Jorge Barbosa, Associação de Escritores Cabo-verdianos (2006); Prémio Pedro Cardoso, Ministério da Cultura de Cabo Verde (2009); Prémio de Poesia Cidade de Ourense (Espanha, 2010); Prémio BCA/Academia Caboverdeana de Letras (2016).
Por três vezes consecutivas - 2008, 2009 e 2010 - recebeu o Prémio Literatura para Todos do Ministério da Educação do Brasil, por livros destinados a neo-leitores jovens e adultos; Prémio Vasco Graça Moura /Imprensa Nacional Casa da Moeda (2018). Foi ainda finalista do Prémio literário Correntes d’escritas (2005 e 2019), semi-finalista do prémio Portugal Telecom (2009) Finalista do Pen Club Português (2018) e semi-finalista do Prémio Oceanos de Literatura (2020).
Os seus poemas estão traduzidos para inglês, espanhol, francês, alemão, neerlandês, italiano, catalão, letão, finlandês, russo, mandarim e galês.
O autor já traduziu Camões, Pessoa e João Cabral de Melo Neto para a língua cabo-verdiana. Alguns livros seus estão incluídos no Plano Nacional de Leitura de Cabo Verde e Portugal.
É membro da academia Cabo-verdiana de Letras. Fez parte do júri do Prémio Camões em 2017 e 2018. Em 2018 foi distinguido na categoria Cultura na gala Somos Cabo Verde.
Recusou por duas vezes uma das mais importantes distinções do estado de Cabo Verde: a Medalha do Vulcão, 1ª Classe. Também recusou o estatuto de Cidadão Honorário da Cidade Velha e uma homenagem do Congresso de Quadros Cabo-verdianos na Diáspora.
A sua obra foi objeto de duas teses de doutoramento: «Exemplo cosmopolita», de Rui Guilherme Figueiredo Silva, defendida na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2013, e «A expressão metafórica do sentido de existir na literatura cabo-verdiana contemporânea – João Varela, Corsino Fortes, José Luiz Tavares», de Maria de Fátima Fernandes, defendida na Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade de S. Paulo, em 2013.
É o escritor mais premiado de sempre da história da literatura cabo-verdiana.
quinta-feira, 2 de junho de 2022
quarta-feira, 1 de junho de 2022
[6852] Novo livro de José Luiz Tavares, "É Ka Lobu Ki Fase - tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi", apresentado em Lisboa
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| Foto Joaquim Saial |
Apresentação do livro – “E ka Lobu ki Fase – tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi” de José Luiz Tavares
Apresentação de: Apolo de Carvalho
3 de JUNHO de 2022 | SEXTA-FEIRA
18h00
*Entrada livre
O autor José Luiz Tavares e o CCCV - Centro Cultural de Cabo Verde tem o prazer de convidar a todas e todos para a apresentação do livro com o título “E ka Lobu ki Fase – tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi” , a ter lugar no dia 3 de junho de 2022, pelas 18h, no Centro Cultural de Cabo Verde, localizado na Rua de São Bento 640, 1250-222 Lisboa.
O livro é a primeira obra do autor que é totalmente escrito numa das variantes do crioulo. As ilustrações ficaram a cargo do artista plástico Tchalé Figueira.
O poeta cabo-verdiano, que também está retratado no livro, traz sátiras de personagens de figuras conhecidas na área da política, social cultural e intelectual de Cabo Verde.
O evento vai contar com a presença do autor, e a apresentação do livro ficará a cargo de Apolo de Carvalho.
Sinopse
Escrita diretamente em língua cabo-verdiana e usando o seu alfabeto oficial, «E ka Lobu ki Fase – tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi» é a primeira obra do autor, José Luiz Tavares, integralmente dada a lume no idioma territorial de Cabo Verde.
Tomando como personagens figuras bem conhecidas da cena política, social cultural e intelectual de Cabo Verde, utilizando técnicas da tragédia grega, entre as quais o uso omnisciente do coro, em versos rimados e metrificados, o autor espraia-se em cerca de quatrocentas páginas de pungentes ou delirantes reflexões sobre as feridas da pátria.
Todavia, apesar das técnicas tomadas de empréstimo à tragédia grega, tal obra não se insere na categoria de tragédia, estando mais próxima da sátira, se não moralista, pelo menos comportando certos aspetos edificantes. Assim, é por esse viés que a narrativa poética flui, castigando os (maus) costumes através do riso, que não obsta à reflexão filosófica de índole mais profunda. Sequer a figura do autor, que também é personagem desta obra, é poupada nesta acerba digressão pelas mais fundas e obscuras ribanceiras da pátria.
Com ilustrações (melhor dizendo, recriação visual) do artista plástico Tchalé Figueira, esta é a mais ambiciosa obra de criação literária dada a lume em língua cabo-verdiana.
Biografia
José Luiz Tavares nasceu a 10 de Junho de 1967, no Tarrafal, ilha de Santiago, Cabo Verde. Estudou literatura e filosofia em Portugal, onde vive.
O autor também já publicou: Paraíso Apagado por um Trovão (Lisboa, 2003); Agreste Matéria Mundo (Porto, 2004); Lisbon Blues seguido de Desarmonia (S. Paulo, 2008); Cabotagem & Ressaca (Maputo, 2008); Cidade do Mais Antigo Nome (Lisboa, 2009); Coração de Lava (Assomada, 2014); Contrabando de Cinzas (S. Paulo, 2016); Polaróides de Distintos Naufrágios (Lisboa, 2017); Rua Antes do Céu (Lisboa/Praia, 2017); Prólogo à Invenção do Dilúvio/Prólogo a la Invención del Diluvio (Bogotá, 2018); Arder a Vida Inteira (Lisboa, 2019); Ku Ki Vos/ Com que Voz (Lisboa, 2019): Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio (Lisboa, 2019); Com o Fósforo duma só Estrela/Com el Fósforo de una Sola Estrella (Bogotá, 2020).
O escritor já foi agraciado com os seguintes prémios: Prémio Revelação Cesário Verde, CMO 1999; Prémio Mário António de Poesia, Fundação Calouste Gulbenkian (2004); Prémio Jorge Barbosa, Associação de Escritores Cabo-verdianos (2006); Prémio Pedro Cardoso, Ministério da Cultura de Cabo Verde (2009); Prémio de Poesia Cidade de Ourense (Espanha, 2010); Prémio BCA/Academia Caboverdeana de Letras (2016).
Por três vezes consecutivas - 2008, 2009 e 2010 - recebeu o Prémio Literatura para Todos do Ministério da Educação do Brasil, por livros destinados a neo-leitores jovens e adultos; Prémio Vasco Graça Moura /Imprensa Nacional Casa da Moeda (2018). Foi ainda finalista do Prémio literário Correntes d’escritas (2005 e 2019), semi-finalista do prémio Portugal Telecom (2009) Finalista do Pen Club Português (2018) e semi-finalista do Prémio Oceanos de Literatura (2020).
Os seus poemas estão traduzidos para inglês, espanhol, francês, alemão, neerlandês, italiano, catalão, letão, finlandês, russo, mandarim e galês.
O autor já traduziu Camões, Pessoa e João Cabral de Melo Neto para a língua cabo-verdiana. Alguns livros seus estão incluídos no Plano Nacional de Leitura de Cabo Verde e Portugal.
É membro da academia Cabo-verdiana de Letras. Fez parte do júri do Prémio Camões em 2017 e 2018. Em 2018 foi distinguido na categoria Cultura na gala Somos Cabo Verde.
Recusou por duas vezes uma das mais importantes distinções do estado de Cabo Verde: a Medalha do Vulcão, 1ª Classe. Também recusou o estatuto de Cidadão Honorário da Cidade Velha e uma homenagem do Congresso de Quadros Cabo-verdianos na Diáspora.
A sua obra foi objeto de duas teses de doutoramento: «Exemplo cosmopolita», de Rui Guilherme Figueiredo Silva, defendida na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2013, e «A expressão metafórica do sentido de existir na literatura cabo-verdiana contemporânea – João Varela, Corsino Fortes, José Luiz Tavares», de Maria de Fátima Fernandes, defendida na Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade de S. Paulo, em 2013.
É o escritor mais premiado de sempre da história da literatura cabo-verdiana.


























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