Cá para mim, o comandante queria acender o cachimbo directamente no bulcón... Documento do arquivo de Salazar na Torre do Tombo.
domingo, 22 de outubro de 2017
[3212] Os Simentera e a sua excelente versão de "Tchapéu di padja"
Já era uma grande música cabo-verdiana e na versão dos Simentera parece ainda ter melhorado. Ouvi ao vivo em 1999 uma outra versão, pelas vozes do Orfeão dos Antigos Alunos da Universidade de Coimbra no Eden Park. Com eles, cantou como convidado especial o Ildo Lobo. Inesquecível!!! Para ouvir e ouvir e ouvir...
sábado, 21 de outubro de 2017
[3211] Um cónego amigo de Cabo Verde e da Guiné, um bom cristão, segundo parece
Endinheirado, o cónego Adriano Reimão de Serpa Pinto, capitular da Sé de Cabo Verde falecido no Porto, na hora da morte não se esqueceu das gentes menos afortunadas de Cabo Verde e da Guiné, por onde passou. O testamento é longo e a muita mais gente ele deixou prendas, mas só nos interessa a parte aqui divulgada.
[3209] 1968. Viagem do Presidente da República, Américo Thomaz, à Guiné e a Cabo Verde
São três fitas longas, nalguns casos com som, noutros, não. Há um resumo analítico por baixo de cada filme que deve ser lido, para se compreender melhor o que se vê. Isto é que vai ser recordar locais cunchide, mesmo para quem não esteve presente...
[3208] Partida do Presidente da República, Américo Thomaz, para a viagem de 1968 à Guiné e a Cabo Verde
Pd'B lembra que, tal como o presente, filmes deste género muitas vezes não tinham som, pois eram destinados ao telejornal e por isso eram divulgados com voz off de locutores por cima do filme. Veremos alguns que até só têm som quando há aplausos ou vivas, em alturas de multidões.
Nesta despedida, muitas caras de que ainda nos recordamos, do antigo regime, estão presentes: personalidades do Governo de Salazar (ele próprio também) e da Igreja. Talvez esta "actualidade" (levada de avião, ao contrário de Américo Thomaz que foi de paquete) tenha sido vista no Eden Park, dias antes de o PR chegar às ilhas.
Ver AQUI
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
[3207] Nhô André, o "sargento da Armada" tocador de concertina...
A cartola foi talvez herdada de finório endinheirado da ilha. Mas o resto, decerto foi prenda de algum primeiro-sargento da Armada promovido a sargento-ajudante que não desejou manter a farda com marcas das divisas anteriores (que tinham de ser retiradas). Portanto, farda nova para o nosso sargento e fatiota de categoria para Nhô André. Nem mais. As medalhas, não imagino de onde terão vindo. Repare-se nas sandálias artesanais de um tipo que ainda conhecemos bem, em versão mais modernizada, com solas de pneu...
[3206] Foi lá por Junho de 1968. Esculturas de (madeira) de Leonel Warton (eventualmente Wahnon) Madeira no Grémio Recreativo do Mindelo
Eu não vi. Mas gostava de ter visto!!! Ou seja, gostava de ter visto os trabalhos em madeira, de Madeira... Leonel Madeira nasceu em 1916 e faleceu em 1995. Era natural da cidade da Praia, Santiago.
[3205] A posse do governador Peixoto Correia
Filme mudo, de 17 de Outubro de 1957, onde se vê Raul Rodrigues Ventura (ver AQUI), ministro do Ultramar, a conferir posse ao comandante Peixoto Correia, no cargo de Governador de Cabo Verde. A propósito de o filme ser mudo, lembro que a televisão nasceu em Março de 1957, sendo portanto este um dos primeiros de reportagem que surgiram. Posteriormente, colocavam-lhe voz de locução em cima. Mas já vi alguns filmes da RTP (que oportunamente aqui observaremos) em que há som mas só de aplausos ou de vivas. Logo falaremos disso.
Ver AQUI
António Augusto Peixoto Correia nasceu em 1913, em Vila Nova de Gaia. Fez carreira militar como oficial da Armada, tendo atingido o posto de capitão-de-fragata em 1959. A cronologia seguinte é do arquivo do Parlamento de Portugal.
Carreira político-administrativa
1955 – Governador do distrito da Huíla (Angola);
Chefe de gabinete do Ministro do Ultramar;
1957-1958 – Governador de Cabo Verde;
1958-1962 – Governador da Guiné;
1962-1965 – Ministro do Ultramar;
1969-1970 – Chefe da 2.ª Repartição do Ministério da Defesa Nacional;
1960-1970 – Vice-presidente do Conselho Ultramarino;
Procurador à Câmara Corporativa, pela província da Guiné, como representante do comércio ultramarino (IX Legislatura) e das conservas das províncias ultramarinas (IX Legislatura).
domingo, 15 de outubro de 2017
[3204] É já na próxima sexta-feira!...
TAP e TACV fazem ponte aérea com mindelenses a chegar de meia em meia hora a Lisboa para assitirem à palestra que sexta-feira pelas 15h30 terá lugar em Almada sobre escultura e humor, a proferir por conhecido conferencista são-vicentino.Sabe-se que os hotéis da zona estão lotados a 100% e que muitas pessoas estão a deslocar-se para Setúbal e para a capital de Portugal (até para o Algarve e Marrocos, nalguns casos), na mira de obterem alojamento.
Encontram-se também já na margem sul do Tejo (rio que como se sabe desagua no Porto Grande) dezenas de equipas de imprensa escrita, rádio e televisão que irão fazer a cobertura do memorável acontecimento. Uma delas, da RTSL (Rádiotelevisão de Santa Luzia), veio expressamente dessa populosa ilha cabo-verdiana, sendo esta a sua primeira reportagem de exteriores.
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| Nha Marquinha, no seu lar habitual |
ÚLTIMA HORA: Praia de Bote acaba de ser informado pelo nosso correspondente Djosa de nha Bia, também porteiro em part-time do condomínio-fechado 18-2/8 de São Vicente, que "Nha Marquinha", temida figura da ilha do Monte Cara, estará presente na palestra.
Ao que parece, a senhora obteve alojamento no Cemitério dos Prazeres, onde se encontrará e poderá receber visitas e flores até ao dia da palestra, regressando depois à sua residência do Mindelo.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
terça-feira, 10 de outubro de 2017
[3201] A cábrea do Porto Grande, essa velha senhora que ainda presta serviço na baía
Diz o Zeca Soares, em comentário ao post 3198: "Aproveitando agora esta deixa de cais acostável, lembrei-me de um elemento que foi fundamental na construção daqueles dois cais (Porto Grande e Porto Novo). Estou a falar da cábrea General João de Almeida. Seria bom que o Djack acrescentasse mais sobre este senhor pois ela ainda hoje, e apesar da idade avançada, continua a prestar o seu serviço na Baía do Porto Grande."
Para satisfazer o nosso amigo, fomos ao infindável baú do Pd'B (todos os dias ampliado com ofertas e aquisições) e demos com uma imagem da grande máquina, decisiva para a construção do cais acostável do Porto Grande (infelizmente má; ainda assim, mostra-a, no canto inferior esquerdo).
Mas temos mais: este programa que existe no nosso arquivo conta quase toda a história não só do cais de Santo Antão como do de São Vicente. A verdade (ali se informa) é que a cábrea flutuante tinha e tem uma capacidade de elevação de 60 toneladas. E querem saber quanto custou? 1800 contos, uma fortuna colossal para a época. Muitas mais coisas poderia contar, mas há mais que fazer e o tempo não chega para tudo. De modo que ficamo-nos com esta: no cais acostável do Porto Grande trabalharam diariamente 400 operários, todos portugueses, sendo que 90% deles eram cabo-verdianos...
Quanto ao nome de baptismo da cábrea, é o de um general do Exército que foi ministro das Colónias e governador de Cabo Verde, durante o ano de 1927. Pode ver-se AQUI a sua biografia.
[3200] Ainda a inauguração do cais do Porto Novo, Santo Antão (ver post 3198)
Para que a coisa fique sedimentada, há que relembrar: o primeiro barco a atracar oficialmente no cais do Porto Novo foi o N/M "Ana Mafalda", da Sociedade Geral (Portugal), no dia 2 de Setembro de 1962, pelas 10h00. O NRP "Vouga" ficou ao largo. Meia hora depois, atracou o "Santo Antão", também da Sociedade Geral. Mistério para nós é saber os nomes dos dois outros barcos que atracaram a seguir e qual foi o terceiro e o quarto. Como se diz no programa, seguiram-se ao "Santo Antão" "duas unidades representativas das frotas de pesca e de pequena cabotagem". Arriscamos que o que representava a pequena cabotagem seria o "Carvalho", muito provável mas ainda assim duvidoso... Para rematar. aqui fica a planta do cais que já sofreu significativas melhorias mas no entanto tem 55 anos.[3199] Concurso Praia de Bote: nova série
A primeira série do concurso do Praia de Bote compreendeu momentos altos e outros baixíssimos. Isto é, nalgumas vezes, grande e renhida participação: noutras, nenhuma. De qualquer modo, o saldo parece positivo e por isso vamos dar início a segunda série, terminada a primeira com um principal motivo: a desaparição do amigo sempre colaborante Zito Azevedo, perda nunca colmatada.
Assim, os três primeiros lugares foram para s seguintes participantes, sendo que nos casos do asterisco o número foi aumentado meio ponto (em ambos os casos havia já mais meio ponto nas classificações, resultantes de concursos semi-vencidos). Não podemos deixar de agradecer também ao Djosa Lopes, ao Fernando Frusoni, à Nita Ferreira, ao Val e ao Djosa Soares, as suas participações que animaram esta actividade concursal. Está dito, venha a segunda série...
1.º - Adriano M. Lima - 32*
2.º - Zito Azevedo - 15
3.º - Ondina Ferreira - 8*
[3198] Programa da inauguração do Porto Novo de Santo Antão
Ganhou o Zeca Soares, por uma unha negra ao Adriano, questão de minutos. Já lá tem o ponto no Hall of Fame. Em breve, organizaremos nova carreira de concursos, dado que esta já não tem razão de ser, devido ao desaparecimento de um dos mais persistentes e ganhadores concorrentes, o nosso amigo Zito Azevedo.
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
[3196] Três barcos juntos serão um tribarco?
Num dia de 1962, estava o dono deste blogue a preparar-se para partir no mês seguinte para o Mindelo. Na mesma altura, estes barcos que aqui mostramos encontravam-se juntos, na mesma missão. Perguntamos aos três mosqueteiros, Adri, Val e Djosa (e também aos outros que nunca ou só raramente dão o ar da sua graça): que tarefa "cabo-verdiana barlaventista" tinha este terceto naval?
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| NRP Vouga (foto site Reserva Naval) |
domingo, 8 de outubro de 2017
[3195] Cape Verdean Veterans Memorial Project (ver post anterior e post 3185)
Ver AQUI
São fotos. Vá passando devagar. Por vezes, parece que acabou e fica tudo escuro mas na verdade continua
[3186] Primeiro-ministro de Cabo Verde anuncia substituição de manuais escolares "doentes" (ver post 3183)
Praia de Bote riu-se da coisa que de facto era risível; agora, bate merecidas palmas! Quem reconhece erros, merece-as...
[3184] Assomada mostra como se trabalha: novo e pioneiro terminal rodoviário! Aqui para nós, que ninguém nos ouve... nem a Cova da Piedade (Almada, Portugal) tem um!...
Prestes a ser inaugurada, a infraestrutura foi visitada esta sexta-feira pelo Presidente Beto Alves. “Estamos muito satisfeitos com a solução encontrada para o nosso terminal, e orgulhosos de sermos pioneiros nesta matéria. O Terminal Rodoviário de Assomada é uma obra notável”. Disse o edil de Santa Catarina
O Presidente Beto Alves visitou esta sexta-feira, 6, as obras finais daquele que vai ser, verdadeiramente, o primeiro terminal rodoviário do país.
Faltando apenas a construção (que se prevê muito rápida) da área coberta para alojamento de serviços do Terminal Rodoviário de Assomada, tudo indica que irá ser cumprido o calendário previamente definido, indo verificar-se, ao que tudo indica, a inauguração desta infraestrutura ainda este mês.
“Estamos muito satisfeitos com a solução encontrada para o nosso terminal, e orgulhosos de sermos pioneiros nesta matéria. O Terminal Rodoviário de Assomada é uma obra notável, que irá descongestionar o trânsito no centro da cidade e arrumá-la numa lógica de organização urbana ao serviço dos cidadãos”, disse Beto Alves a este portal no final da visita.
Recordamos que o Terminal Rodoviário está orçado em cerca de 15 mil contos, e comporta cinco mil metros quadrados de área utilizável, com capacidade para 170 viaturas. Para além do estacionamento, estará enquadrado por uma área de gabinetes, sala de passageiros, espaço verde e uma pequena praça.
António Alte Pinho
Gabinete de Comunicação e Imagem
Câmara Municipal de Santa Catarina
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
domingo, 1 de outubro de 2017
[3180] Começa a arrefecer... em São Vicente... no início de Janeiro de 1908
O postal, com legenda hispano-britânica, foi selado em alto mar, com carimbo de Cabo Verde. O vapor, cujo nome desconhecemos, pertencia à inglesa Royal Mail Steam Packet Company (ver AQUI). Isto, a 5 de Janeiro de 1908, data em que o senhor Leon escrevia para a filha Madeleine, residente no Boulevard du Nord, Charleroi, Bélgica.
Dizia monsieur Léon (era engraçado que fosse o de Chez Leon em Bruxelas desde 1893, onde se comem moules et frites de estalo...) à sua querida Madeleine que ali (talvez em São Vicente, cara do postal) havia negrinhos que se lançavam à agua por algumas moedas que lhes atiravam. E que o tempo refrescara, estando a temperatura entre os 15 e os 18 graus.
Pena o senhor Léon não ter ido a terra comer uma cachupa, encimada com um bom grogue... Se o tivesse feito, decerto não se teria esquecido de o referir a Madeleine.
[3178] Quando os de casa não respeitam os de casa, as broncas acontecem
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| Imagem Inforpress |
Está instalada a bronca no Festival Literário Morabeza. E com razão assistida aos três mais visados que têm toda a legitimidade para se afastarem do evento. Toda! Quando os nacionais não respeitam os nacionais, só assim se pode responder. Arménio Viera, Germano Almeida e José Luiz Tavares não precisam de se pôr de cócoras frente a ninguém. Até porque sem qualquer sombra de dúvida são os melhores das ilhas na sua área, nos dias actuais. Braça tripartida para eles!
Ver AQUI
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