quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

[3414] Cesária Évora, em "São Vicente di Longe" (em dia de alegria do Pd'B por São Vicente e pelo Barlavento cabo-verdiano)

[3413] Fantcha, em "Maio nha Terra" (em dia de alegria pelo Maio no Pd'B)

[3412] 2.ª grande notícia do Pd'B de hoje: São Vicente vai ser o centro de hemodiálise de Barlavento, com a ajuda de Portugal

Tenho um grande e antigo amigo cabo-verdiano, residente no Mindelo, cuja esposa fez hemodiálise em Portugal durante anos, por não a poder fazer em Cabo Verde. Esse meu amigo endividava-se junto de um banco das ilhas para poder visitá-la aqui em Lisboa, de anos a anos. Quando a dívida estava paga, voltava a endividar-se para poder vir de novo estar com a esposa. Entretanto, por grande sorte, ela recebeu um transplante renal, a normalidade foi reposta (ou quase) e a senhora voltou de vez a casa. 

Agora, com a ajuda de Portugal, o Mindelo está prestes a ser o centro de hemodiálise de Barlavento. Resta-nos deitar foguetes ainda em maior número que no São Silvestre, pois o dinheiro aplicado no projecto (que bem gasto!) vai amenizar a vida de muitos cabo-verdianos, mormente os das nossas ilhas do Norte. Viva Portugal, portanto, viva o Hospital Baptista de Sousa que vai assumir novas responsabilidades no domínio da saúde (esta área é muito sensível e difícil de gerir, ainda mais onde há problemas de água) e um fortíssimo VIVA!!! a todos que para este desiderato contribuiram. Praia de Bote regozija-se!!!

Ver AQUI, AQUI e AQUI

[3411] 1.ª grande notícia do Pd'B de hoje: projeto de turismo financiado pela UE arranca na ilha cabo-verdiana do Maio

Um amigo cabo-verdiano disse-me em tempos, com amargura: "Em Cabo Verde, ninguém é do Maio" que era o mesmo que afirmar que o Maio não tinha ninguém...  nem nada. Mas o Maio é Cabo Verde e tem direito ao mesmo que a "tal ilha e a tal cidade", por exemplo. Daí que esta seja uma notícia muito agradável e auspiciosa. Assim ela se concretize, para bem dos maienses - que, de facto, existem!
Ver AQUI

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

[3410] Uma preciosidade mindelense... ou duas: a Farmácia do Leão e a indicação de uma pesagem na balança da casa

Já tinha mostrado este cartãozinho noutro local e agora é a vez de o apresentar aqui. Era (e é) a farmácia da Rua de Lisboa (na altura, do Sr. Celso Leão), era a nossa farmácia. E foi dela que veio o cartão de 6x3cm (tamanho aproximado ao das imagens), resultado de uma pesagem de familiar em 7 de Dezembro de 1962 que deve ter custado para aí uns 5 tstom. É peça das mais estimadas do arquivo do Pd'B, porque augura algo que ainda está para vir, a parte tocante a dnhêr... Ó distino, ó dnhêr, cond é que bô ti ta bem, cond é que bô ti ta tchegá?

Repare-se no slogan "Organização [perdoe-se o erro do "s"] que deve preferir - Tudo para todos - Cabo Verde". E era de facto verdade. Nas casas desta organização havia quase tudo para todos.

Sobre a Farmácia do Leão na actualidade, ver AQUI (clique depois na seta do lado direito para ver mais duas imagens). Sobre o Sr. Celso Leão, ver AQUI


[3409] Morgadinho desceu ao Praia de Bote e deu esta joia

[3408] Sobre a condição do militar cabo-verdiano, a opinião do comandante da 1ª Região Militar

Ver AQUI

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

[3407] Manuel de Novas em "Rufux [ou seja Rufino] Escacareques" (ver post anterior)


[3406] "Rufux Escacareques", morna de Praia de Bote, pérola da Rua de Praia. E viva "Butquim d'Fóstine!!!"

RUFUX ESCACAREQUES
Manuel de Novas

Cordá de sono, ca bô sonhá
Trá ôi de mar escacaréques
Ca ti ta cambá, ca ti ta somá
Nem chapa nem pau
Rufux Escacaréques
Conformá co bô sorte
Porto Grande hoje ta merme
Até Monte Cara ti ta reclamá
Ta gritá pa céu
Rufux escacaréques
Medjôr larga porta de Figueira
Baía, hoje ta morte na devera
Lembrá na quês gente d’otrora
Que tónte goitá quel bote somá
Tê fca que pestana ta quemá
Nô bai ta escoá pá bandas de Fóstine
Talvez podê parcê um ricurso
Nem q’fôr uns melozim
E um séma pa enclarecê estóme
E uns falcão pa quentá dente

[3405] Na senda do comentário da Ondina ao post 3395 sobre o conto "Na Corte d'El-Rei D. Pedro", de Teixeira de Sousa

Ver post 3395 e comentários AQUI

No seguimento do que a nossa amiga Ondina referiu, mostramos hoje a 1.ª e a 3.ª edições autografadas de "Contra Mar e Vento", de Teixeira de Sousa. A 1.ª é dedicada a Adelino Vieira Neves (autor alentejano, natural de Beja, biógrafo de Ferreira de Castro) e a capa (sugestão de terra, talvez uma ilha e mar) é da autoria de Luís Correia; a 2.ª, dedicada a sujeito tcheu cunchide de nôs tude, tem capa dos estúdios gráficos das Edições Europa-América, sem indicação de autoria.

Sucede que (e é por isso que é útil o bibliófilo ter todas as edições que puder encontrar dos autores que admira) há uma diferença curiosa. É o título do conto "O protesto" que na 3.ª edição passa a ser o mesmo do título do livro. Não sabemos se isso já teria acontecido na 2.ª edição, que ainda não chegou ao Pd'B... mas cá aportará, logo que descoberta nos recôncavos de algum alfarrabista...

Eis os contos:

Menos um
A família de Aniceto Brasão
Termo de responsabilidade
Dragão e eu
Raiva
Barrilinho de azeite
Na Corte d'El-Rei D. Pedro (o conto de que temos vindo a falar... e a mostrar)
O protesto (na 1.ª edição); na 3.ª, "Contra mar e vento"
Encontro
Jocasta

A propósito, já que o livro é dedicado por Teixeira de Sousa a seu pai, capitão John, relembramos um artigo nosso do "Terra Nova" (ainda o jornal tinha outro cabeçalho), uma das "Crónicas do Norte Atlântico", sobre essa personagem fascinante da navegação cabo-verdiana à vela. Ver AQUI





[3404] Raro filme feito no Mindelo dos tempos próximos da independência

Documento feito por alguém da Marinha, nos idos da transição dos 60 para os 70 do século passado. Pena, a ilustração sonora não ser de música das ilhas. Quanto ao navio que serve de fundo, ver a classe a que pertencia AQUI (há muita informação na internet sobre esta corveta da Armada)

[3403] Sokols 6 (a carta reivindicativa)

Ver AQUI

[3402] Sokols 5 (8000 nas ruas do Mindelo)

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[3401] Sokols 4 (Primeiro-ministro)

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[3400] Sokols 3 (Facebook)

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[3399] Sokols 2 (o "Basta!")

Ver AQUI

[3398] Sokols 1 (o antes)

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sábado, 13 de janeiro de 2018

[3395] Eis o raro livro com um conto de Henrique Teixeira de Sousa de que falámos no post 3373: "Natal", conto "Na Corte d'El-Rei D. Pedro"

No post 3373 AQUI, escrevemos o seguinte: Em princípio, os escritores longevos escrevem muito e em circunstâncias diversas. Há excepções, obviamente, mas é assim que normalmente sucede. Contudo, quem gosta de livros e por eles se interessa, nem sempre sabe tudo sobre os seus autores (outra evidência...). Assim se verifica com a mais recente aquisição do Pd'B [vinda de alfarrabista portuense, como então dissemos] que nem imaginávamos existir e que descobrimos por mero acaso. Trata-se do livro "Natal" que congrega textos de três nomes diferentes: Orlando de Albuquerque, Pedro Mayer Garção e… Teixeira de Sousa, todos médicos. Tem a obra edição do Laboratório Médico Luso-Fármaco e foi produzida tendo em vista ser ofertada à classe médica como brinde de Natal. Iniciou-se a ideia em 1966 e durou a coisa até aos inícios da década de 70, sendo o que referimos da tiragem de 1970, com Teixeira de Sousa ainda a viver em Cabo Verde.

Apesar do título, o conto contém acção passada no Fogo e ali se verifica (como noutras obras do autor) a evidência da ascensão de classe dos descendentes de antigos escravos. Quase no final, lê-se: "Quem havia de dizer que o filho do senhor Jerónimo Cardoso viria a ser desfeiteado por filho de uma antiga escrava da avó!"

Praia de Bote deixa aqui um sinal desta obra (assinale-se a capa dourada, de luxo) que oferecerá digitalizada na íntegra a quem lha solicitar em comentário a este post.


[3394] Cape Verde’s Blue Marlin Fishing Action from 2017 Penn Challenge


[3393] Bau e Luis Morais

A imagem é péssima, o som também, mas dá para ver (e ouvir) dois grandes génios da música cabo-verdiana.

[3392] Sai uma coladera: "Nha Cancera Ca Tem Medida"


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

[3391] Forças Armadas cabo-verdianas. Oferta de ano novo, especialmente para o nosso colaborador militar

[3390] Novos Sokols: amanhã, o Mindelo sai à rua em protesto

Ver AQUI

[3389] 11 meses sem o Zito Azevedo

Falta um mês para o ano de desaparecimento do nosso amigo e colega bloguista Zito Azevedo. Assim o diz a nota que temos de há muito afixada no Pd'B (abaixo, na coluna à direita), assim o refere o extinto Arrozcatum (logo no início, também à direita), assim o demonstram as fotos que o Pd'B fez no funeral (que agora fomos rever) e ficam datadas automaticamente e assim o reza o post 2860 do Pd'B (que também fica datado de modo automático), desse fatídico dia, que se pode ver no seguinte AQUI

Ver AQUI

Por lapso, tanto o seu amigo de muitos anos Artur Mendes como o mano Tuta pensaram que hoje se completava o primeiro ano, mas assim não acontece (ver comentários no post anterior). Estes enganos de datas de nascimento e morte também já a nós nos têm sucedido - o que só calha a quem tem amigos e se lembra deles. Quem não recorda o Zito, decerto não se enganou na data... A 12 de Fevereiro, Pd'B fará as condignas e mais que merecidas comemorações.

Grande abraço para o Artur e para o Tuta e apareçam sempre que esta é uma casa vossa como era do vosso amigo e mano.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

[3388] O escritor Manuel Lopes nos Estados Unidos da América (título provisório)







O ESCRITOR MANUEL LOPES NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
(um pedaço do texto da "Crónica do Norte Atlântico" para o jornal "Terra Nova" de Janeiro)

Em 19 de Setembro de 1966, Manuel Lopes está em New Bedford. Mais precisamente, faz nesse dia uma visita de cortesia ao jornal luso-americano "Diário de Notícias", pois encontra-se nos Estados Unidos da América para assistir ao IV Colóquio de Estudos Luso-Brasileiros 1. Por esta altura o escritor era personagem bastamente reconhecida, pois já publicara as suas obras mais importantes, como "Chuva Braba", "O Galo Cantou na Baía" (estas distinguidas com o prémio Fernão Mendes Pinto) e "Flagelados do Vento Leste", entre outras. Então, já vivia em Lisboa, onde era funcionário da Western Telegraph Company, função que de igual modo desempenhara na ilha do Faial. Conforme o DN dizia 2, o escritor aproveitou a sua presença nos States para fazer um périplo pelas comunidades cabo-verdianas ali existentes e para deixar nas instalações do periódico exemplares dos seus livros e um texto "em que foca alguns aspectos humano-literários de Cabo-Verde, suas gentes, seus problemas e sua sensibilidade artística" que dará para dois longos artigos publicados dias depois.

NOTAS
1.   A este propósito, ver artigo de CORREIA, José Ângelo, "A élite portuguesa dos negócios: alguns resultados dum inquérito" na revista "Análise Social", Vol. VII, n.º 25/26, 1969, pp. 166-175. Realizado nas Universidades de Harvard e Columbia, o IV CELP teve como finalidade a análise e o debate da panorâmica actual da evolução social e de diversos aspectos da actividade literária, artística e científica em Portugal e no Brasil. O conjunto das 27 comunicações apresentadas sobretudo por brasileiros, portugueses e norte-americanos, passou a livro de 367 páginas com o título Portugal and Brazil in Transition, University of Minnesota Press, Minneapolis, ed. SAYERS, Raymond S., 1968. Pela parte portuguesa, terão sido apresentados trabalhos de José G. Herculano de Carvalho, Jorge de Sena, Alexandre Lobato, João Pereira Neto, José-Augusto França, Flávio Gonçalves, F. J. C. Cambournac e Fernando de Castro Fontes. Não conseguimos encontrar referências a qualquer comunicação de Manuel Lopes.
2.  "Diário de Notícias" de New Bedford, EUA, 19.09.1966, p. 2.

[3387] Memórias do Liceu de São Vicente

Já publicado no blogue irmão "Esquina do Tempo", PdB não pode deixar de fazer o mesmo (Liceu Gil Eanes oblige...) e por isso aqui fica este memorial que nos enche as medidas e nos faz suspirar de contentamento por também termos feito parte daquela verdadeira universidade de valores e sabedoria.

[3386] Um clássico: Bana, em "Sôdade da Barca Sagres"


[3385] Hoje vamos ao Brasil, com Luis Morais, em "Não Deixe o Samba Morrer"

O grande virtuoso cabo-verdiano do clarinete e doi saxofone, numa brasileirada de grande nível.


[3384] Ainda "Intentaçom de Carnaval"...

Para o José Fortes Lopes e para a Fátima Ramos Lopes, segue a explicação pedida no post 3382:

A coladera "Intentaçom de Carnaval" está inserida num disco EP que faz parte do arquivo do Pd'B, adquirido na Loja do Leão algures nos finais de 1965. Gravado pelo Conjunto Cabo Verde,  consta das seguintes quatro peças:

Lado A
Faze'mperte (coladera de Frank Cavaquinho), interpretada por Titina
Samcente (morna de Jorge Monteiro), interpretada por Mité Costa e Djozinha

Labo B
Intentaçom de Carnaval (coladera de António Marques da Silva), interpretada por Mité Costa e Djosinha
Júnior (morna de Luluzinho), interpretada por Arlinda Santos

NOTA: O disco deve ter sido um sucesso. É possível que tenha tido mais que uma tiragem, pois a capa que nós temos não é exactamente igual a esta (obtida na internet), embora se tenha de ter olho de águia para as destrinçar. Por exemplo as letras das palavras nestas fotos internet são ligeiramente mais largas que no nosso exemplar, excepto as de "Conjunto Cabo Verde" que são idênticas. No verso, em baixo, à direita, aqui podemos ler "gráfica marânus - porto" e no nosso exemplar apenas se lê "marânus - porto". Por fim, o texto explicativo aqui de 13 linhas, no nosso exemplar é de 16, embora apenas nisso ambos difiram.
 

sábado, 6 de janeiro de 2018

[3383] "Tartaruga de Ouro 2017", do blogue Praia de Bote contempla ex-aequo a Câmara Municipal de Almada e a Embaixada de Cabo Verde em Lisboa

Iniciado no ano passado, o prémio "Tartaruga de Ouro" do blogue Praia de Bote" (relativo ao ano anterior) coube então ao saudoso amigo Zito Azevedo, autor do blogue Arrozcatum. 

Praia de Bote tem hoje a honra de apresentar a segunda edição deste prémio, a "Tartaruga de Ouro 2017", atribuída ex-aequo à Câmara Municipal de Almada e à Embaixada de Cabo Verde em Lisboa, pelo seu determinante apoio à iniciativa "Comemoração dos 70 anos da publicação de Chiquinho", realizada no passado Dezembro, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, Portugal.

Segundo a acta elaborada pelo numeroso júri composto por um único elemento (o dono do blogue), a votação foi unânime no "sim" a estas duas entidades...

[3382] "Intentaçon de Carnaval"... A festa está para breve. Relembremos a mais famosa coladera desse tema

[3381] A Praça Nova em Mindelo era assim em 1975 (até o coreto estava partidarizado - vejam a inscrição...)

Lá em cima, a banda municipal, com Luís Morais na direcção. Cá em baixo, como lá em cima, a sempiterna alegria do Mindelo.

[3380] Reunião de amigos cabo-verdianos em... Orlando, California, EUA. Música das ilhas, de verdade!

[3379] "Beira do Cais" (contos, 1963), de Teobaldo Virgínio

Eis um dos mais recentes exemplares de literatura cabo-verdiana a chegar à Praia de Bote. Inserido na mítica colecção Imbondeiro, de Garibaldino de Andrade e Leonel Cosme, com publicação em Sá da Bandeira, Angola, onde surgiram vários autores cabo-verdianos, entre os quais este Teobaldo Virgínio, de quem já aqui falámos, ainda por cima claridoso... O conto "Beira do Cais" foi publicado inicialmente na revista Claridade n.º 9 (1960), sob o nome de Virgínio de Melo, bem como  o poema "Desencontro".

Ver AQUI e também AQUI. Sobre o autor, ver ainda AQUI.

Seguem-se a capa e algumas páginas deste saboroso livrinho de 32 páginas, com três contos que sabem a Santo Antão.





[3378] Dnhêr pa Carnaval na Soncente, já tchegá

[3377] Apesar de tudo, boas notícias de Cabo Verde. O País está atento... e a bandalheira nem sempre fica impune

Ver AQUI

[3376] Grupo de Teatro do CCP do Mindelo festeja 25 anos com encenação de 9 peças (ENTREVISTA COM JOÃO BRANCO)

Ver AQUI

[3375] Sokols convoca nova manifestação no Mindelo: Regionalização e distribuição desigual de receitas do Estado no centro das atenções

Ver AQUI

[3374] Cabo Verde na lista de destinos que a CNN recomenda visitar em 2018

Ver AQUI

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

[3373] Um pedaço de prosa (esquecida), do médico e escritor Teixeira de Sousa

Em princípio, os escritores longevos escrevem muito e em circunstâncias diversas. Há excepções, obviamente, mas é assim que normalmente sucede. Contudo, quem gosta de livros e por eles se interessa, nem sempre sabe tudo sobre os seus autores (outra evidência...). Assim se verifica com a mais recente aquisição do Pd'B que nem imaginávamos existir e que descobrimos por mero acaso. Trata-se do livro "Natal" que congrega textos de três nomes diferentes: Orlando de Albuquerque, Pedro Mayer Garção e… Teixeira de Sousa, todos médicos. Tem a obra edição do Laboratório Médico Luso-Fármaco e foi produzida tendo em vista ser ofertada à classe médica como brinde de Natal. Iniciou-se a ideia em 1966 e durou a coisa até aos inícios da década de 70, sendo o que referimos da tiragem de 1970, com Teixeira de Sousa ainda a viver em Cabo Verde.

Não sabemos o que aí vem, em 32 páginas, directamente de um alfarrabista da cidade do Porto. Mas não deve ser nada mau, sendo o nosso médico quem a gente sabe. A ler e a contar nesta praia, logo que a encomenda chegar…

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

[3372] Destom pa tude munde!


Às minhas amigas e aos meus amigos que estafaram ordenados e pensões nas prendas de Natal e no reveillon da Rua de Lisboa, ofereço este magro contributo para o reequilíbrio das suas economias. Quem dá o que tem, a mais não é obrigado!...

NOTA: Ao longo do dia, Pd'B tem recebido inúmeras queixas de visitantes (alguns deles mesmo possessos), alegando que o blogue é muito sovina e que só deu destom pa tonte gente quebróde!... A verdade é que o blogue também sta quebróde!. Daí que só consigamos arranjar mais meitstom. E por favor cancelem os protestos que para o arranjarmos fizemos um esforço hercúleo ta procurál na nôs fuxim.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

[3371] Foi assim, a preparação para o desfile de Ano Novo da Banda Municipal de São Vicente

[3370] Escavação no passado dos nossos textos... sobre uma planta especial

Vem esta escavação no passado dos nossos escritos sobre Cabo Verde a propósito de um texto a que fomos dar, ancorado no blogue "Coral Vermelho" da nossa amiga Ondina Ferreira, cujo título é "Efeitos lactogéneos da bafureira". Repesca ele um artigo do nosso também amigo Arsénio Fermino de Pina. Ver AQUI. Lembrámo-nos então que já tínhamos trabalhado o tema (em divulgação integral de esquecido texto alheio), nos idos de 2007, surgindo aí a planta com uma das suas muitas designações, em versão "bofareira". Aqui vai ele, para os leitores, neste segundo dia de 2018.

Coluna CABVERD DI MEU do jornal electrónico "Liberal" (Cabo Verde) – 24.Maio.2007
Joaquim Saial

A BOFAREIRA, COMO ESTIMULANTE DA LACTÂNCIA, NO CABO VERDE DE ANTES DE 1846

Rícino (ricinus communis), carrapateiro, mamona, mamoneira, tártago, bufareira ou bofareira são palavras da língua portuguesa associadas a uma planta curativa usada na medicina, devido às suas propriedades purgativas, e que nos dias de hoje está até a ser aplicada como base para a produção de biodisel. Trata-se de vegetal frequente na generalidade das ilhas de Cabo Verde, que teve grande popularidade em meados do século XIX (e antes e depois, embora não saibamos quando começou a ser utilizado ou se ainda há quem o empregue para os efeitos que iremos descrever). Assim reza um artigo da publicação espanhola «Gaceta Médica» que em 20 de Fevereiro de 1851 reproduziu um artigo do «The Lancet», prestigiado jornal médico britânico independente, fundado em 1823 pelo cirurgião Thomas Wakley (1795-1862), que ainda hoje existe.

A curiosíssima peça é sem dúvida significativo contributo para uma história da medicina cabo-verdiana, a fazer, reportando-se à já longínqua época da rainha D. Maria II. E de igual modo, sinal óbvio do interesse que um médico proveniente das terras de Sua Majestade britânica, contratado pelo Governo português, encontrou no estranho mas eficiente uso que se fazia da bofareira na, à época, recôndita ilha da Boavista. 

Vejamos então o citado texto, que fala dos trabalhos do Dr. Mac William na Boavista, onde principalmente se dedicava ao estudo do andamento da febre-amarela que ali grassava em 1846 – em tradução nossa, a partir do texto em castelhano da «Gaceta Médica», ali traduzido do inglês. Um verdadeiro mimo de escrita, de ciência, de usos e costumes ancestrais e de saber de experiência feito! A recuperar?... A respeitável classe médica cabo-verdiana que o diga.

«DO USO DA BOFAREIRA (RÍCINO COMUM), COMO MEIO ADOPTADO ENTRE OS HABITANTES DAS ILHAS DE CABO VERDE, PARA ESTIMULAR A LACTÂNCIA

Estando o Dr. Mac William ocupado por mandato do Governo na ilha da Boavista (uma das de Cabo Verde) a estudar a natureza e marcha da febre-amarela que nela grassou no ano de 1846, chamou a sua atenção um modo particular empregado geralmente nesta ilha para acelerar e aumentar o afluxo do leite às mamas das mulheres nas quais esta segregação tardava em aparecer ou era pouco abundante. Soube também o dito professor que nos casos urgentes se serviam com bons resultados deste meio para um uso ainda mais importante, que era provocar artificialmente o aparecimento do leite em mulheres que não tinham tido descendência, que não tinham criado filhos ou que os tinham desmamado alguns anos antes.

Para obter este curioso e interessante resultado, utilizam-se as folhas de uma planta chamada naquele território “bofareira”, mas que na realidade não é mais que o “rícino comum” dos botânicos e por vezes as folhas da “jatropha curcas”, [a purgueira, que chegou a ser exportada de Cabo Verde e que no Brasil designam por figo-do-inferno, pinhão-manso ou pinhão-de-purga, entre outros nomes – comentário nosso] que pertence como aquele à família das “euforbiáceas”.

A bofareira cresce em quase todas as ilhas de Cabo Verde. A variedade que os habitantes utilizam é a “branca”, assim designada para se distinguir da “vermelha”, cuja casca é de um vermelho vivo, enquanto que a da primeira apresenta cor verde clara. Os habitantes não utilizam a variedade vermelha porque, segundo eles, é irritante, as suas propriedades são menos enérgicas e pode determinar fluxos menstruais abundantes.

Se depois do parto tarda a aparecer o leite, o que sucede com frequência neste território, faz-se ferver em seis a oito litros de água de fonte um punhado de folhas de bofareira branca, com cujo cozimento se dá um banho aos peitos durante quinze a vinte minutos. Em seguida estende-se suavemente sobre os mesmos uma porção destas folhas que se mantêm em contacto com a pele até que sequem. As fumigações e a aplicação das folhas repetem-se com curtos intervalos, até que saia o leite por sucção do bebé, o que sucede habitualmente ao cabo de algumas horas.

Nos casos em que se quer provocar a saída do leite em mulheres que não tenham tido filhos ou que já não os criam há muitos anos, o procedimento que se adopta é diferente. Faz-se uma cozedura com dois ou três punhados de folhas de rícino; deita-se num recipiente largo, sobre o qual se senta a mulher de modo que possa receber nos músculos e órgãos genitais os vapores exalados. A mulher permanece nesta posição, tapada de modo que não possa libertar-se vapor para o exterior durante 10 a 12 minutos, até que o líquido tenha arrefecido o suficiente para poder banhar as partes neste líquido pelo espaço de 15 a 20 minutos. Depois banham-se os peitos, friccionando-os suavemente com as mãos e cobrindo-os depois com cataplasmas de folhas. Estas operações repetem-se três vezes no primeiro dia; no seguinte, mais banhos, três a quatro vezes, e aplicam-se as cataplasmas de folhas; no terceiro dia repetem-se as aplicações de vapores nas partes genitais, as fricções às mamas e as cataplasmas de folhas. De seguida aplica-se o bebé ao peito e na maior parte dos casos encontra-se a secreção láctea necessária. Se ao terceiro dia não se conseguirem os resultados desejados, continua-se o tratamento por outros tantos e se nada de novo se obtiver é preciso renunciar a toda a esperança, porque a pessoa é refractária à influência da bofareira. Nas mulheres que têm as mamas muito desenvolvidas conseguem-se melhores resultados que nas demais; nas que as têm pequenas e brandas, actua a planta de modo mais activo sobre o sistema uterino que sobre as glândulas mamárias, fazendo com que os fluxos menstruais sejam mais abundantes. As mulheres submetidas a este tratamento evitam com cuidado a acção do frio sobre as mãos e os pés. 

O uso da bofareira com o objectivo de acelerar o fluxo de leite é mais geral e pelo contrário muito raro para provocar a lactância artificial. Sem dúvida, depois da epidemia da Boavista, que dizimou em 1845 e 1846 a população desta ilha, houve alguns exemplos entre parentes de crianças que tinham ficado órfãs. O autor viu muitas pessoas que se haviam criado deste modo e um médico local, o Dr. Almeida, contou-lhe um caso relacionado, que não deixa dúvida alguma:

Em 30 de Janeiro de 1846 apresentaram-lhe uma mulata com a idade de 30 anos, pequena, forte e de boa constituição e habitualmente com menstruação regular. Era mãe de três filhos, o mais novo com três anos e desmamado havia dois. Disse ao autor que lhe havia desaparecido inteiramente o leite, poucos dias após o desmame. Não apresentava nenhum sinal de gravidez, os peitos estavam como os das mulheres negras que tiveram filhos, caídos e frouxos, e era impossível, por mais que os comprimisse, obter uma só gota de leite. Esta mulher submeteu-se aos banhos, às fumigações, às cataplasmas, às fricções, etc., e ao segundo dia saía uma ligeira quantidade de leite como se fosse soro, e verificou-se uma ligeira elevação da auréola. No terceiro, a quantidade de leite era maior e menos aquosa. Na manhã do quarto dia havia um aumento evidente do volume da porção inferior da mama e o leite saía abundantemente, quando se aplicava um bebé ao peito.

Quanto à diferença que existe entre a bofareira branca e a vermelha, o doutor Mac William consultou muitos botânicos que lhe responderam que eram pura e simplesmente duas variedades da mesma planta (o rícino comum) e que se podiam utilizar indiferentemente).»

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

[3369] Ribeira de Vinha, São Pedro e Monte Sossego (ver também post 3309)

[3368] Por favor, enviem 20 manuais de Geografia para São Vicente... urgentemente!!!

A data não se lê bem mas sabemos que o ano é o de 1932. Encimado com a nota "Urgente", diz o texto do postalinho: "Embarquem pelo correio mais 20 (vinte) geografias primárias para a 3.ª e 4.ª classe". O professor ou - com maior grau de probabilidade - o dono de livraria de São Vicente faz o pedido para a bem abastecida Livraria Chardrom, mais conhecida por Livraria Lello, do Porto. Hoje, é famosa pela beleza do seu interior, geradora de intenso movimento turístico que obrigou a cobrar entradas - deduzidas, se se comprar livros - para limitar o acesso exagerado. Mas sabem lá eles na casa que em 1932 alguém de São Vicente fez tal pedido... urgente!!! Só o Pd'B o sabe. E agora, os seus leitores.


Geografia de 1927, provável motivo da encomenda

Aspecto exterior da livraria, na actualidade

[3367] Mindelo, ontem à noite e hoje de manhã. Fotos de Zeca Soares

Um braça pertóde para o Zeca, pela rapidez do envio. Ele está sempre em cima do acontecimento e não se esquece do Praia de Bote. Mais uma vez, viva o Mindelo, viva Soncente e agora... viva o Zeca!!!





[3366] A mensagem de Ano Novo do Presidente da República de Cabo Verde

Ver AQUI

[3365] Já estamos em 2018 e o fogo de artifício ainda não acabou na baía do Porto Grande!... Viva o Monte Cara, viva Mindelo, viva Soncente, viva os cabo-verdianos!!!