sábado, 8 de fevereiro de 2014

[0734] Resultados do concurso de hoje, para o qual não houve vencedor (ver post anterior)

1 - A que indicação pertence este "A"? Desvende do que se trata, na totalidade.

Pistas: tem a ver com largo espaço terreno mas tem também a ver com muito mais largo espaço celestial. Ali come, sobretudo o espírito. 

Resposta: placa toponímica da Pracinha da Igreja (por sinal, toda oxidada, devido ao material deficiente com que a fizeram) - Aquela porca a segurar o parafuso, ninguém olhou para ela... pois claro, "um largo espaço terreno" é a Pracinha da Igreja e o "largo espaço celestial" é a própria igreja, onde sobretudo o espírito come, alimentando-se da religião cristã católica. Só a Nita andou por ali, embora algo afastada.


2 - Identifique esta janela 

Pistas: Que se saiba, sempre pagou impostos [taxas], pois era-lhe impossível fugir a eles [EMENDA posterior à escrita desta pista: o Pd'B, pede desculpa, mas emenda "impostos" para "taxas" e essas "taxas" estão perto do mar...]. Tanto pertencia à capital do Império como emitia sinais morse. Aliava-se ao Carnaval, no qual se espetava 
Resposta: janela/montra de esquina da Drogaria da Casa do Leão - Ficava (e fica) fronteira à velha Alfândega e pagava "taxas", não só porque o proprietário era honesto como porque ficava mesmo à frente da instituição que tratava disso. Primeiro escrevi "impostos" mas emendei cedo a asneira. "Perto do mar", tem a explicação por si. "Pertencia à capital do Império", porque dava para a Rua de Lisboa e "emitia morse" porque também dava para a Rua do Telégrafo. "Aliava-se ao Carnaval" porque os blocos sempre passaram por ali, a caminho da Praça Nova e finalmente "no qual se espetava", porque sendo esquina se "espetava" nos blocos. O Zito falhou, neste particular...

3 - Para  onde se vai dirigir este rapaz que no momento em que lhe tiraram a fotografia estava parado? A resposta deve ser bem precisa.

Pistas: As teclas do piano dele são dolorosas mas a dor que produzem é amenizada com vapores açucarados. Por cima tem uma antena e quem o vê a partir de baixo fica em pânico.

Resposta: o rapaz vai da Praia de Bote para o botequim Boca de Tubarão - "teclas do piano dele são dolorosas", dentes do tubarão; "a dor que produzem é amenizada com vapores açucarados", o belo groguim que lá se serve; "antena" é a barbatana dorsal do bicho e quem o vê por baixo fica realmente apavorado. Só o Adriano andou perto, dizendo que se tratava de um bar - o que obviamente não chegou para ramoacaciar...




[0733] Comemorações do 3.º aniversário do "Praia de Bote" - No 3.º e último dia, surge o concurso 16, o mais difícil de sempre

A data cujas comemorações aqui terminam, exige três perguntas. Trata-se portanto do concurso mais complicado realizado até hoje no Pd'B, este de número 16. Dada a dificuldade, ofereceremos dois ramos de acácia a quem primeiro responder acertadamente às três questões associadas, como sempre, ao Mindelo. 



O concurso será encerrado pelas 22h00, hora de Portugal. 

1 - A que indicação pertence este "A"? Desvende do que se trata, na totalidade.

Pistas: tem a ver com largo espaço terreno mas tem também a ver com muito mais largo espaço celestial. Ali come, sobretudo o espírito.


2 - Identifique esta janela

Pistas: Que se saiba, sempre pagou impostos [taxas], pois era-lhe impossível fugir a eles [EMENDA posterior à escrita desta pista: o Pd'B, pede desculpa, mas emenda "impostos" para "taxas" e essas "taxas" estão perto do mar...]. Tanto pertencia à capital do Império como emitia sinais morse. Aliava-se ao Carnaval, no qual se espetava.


3 - Para  onde se vai dirigir este rapaz que no momento em que lhe tiraram a fotografia estava parado? A resposta deve ser bem precisa.

Pistas: As teclas do piano dele são dolorosas mas a dor que produzem é amenizada com vapores açucarados. Por cima tem uma antena e quem o vê a partir de baixo fica em pânico.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

[0732] Comemorações do 3.º aniversário do "Praia de Bote" - No 2.º dia (dia de aniversário), a representação de Cabo Verde na Exposição Colonial do Porto, em 1934

É hoje que o "Praia de Bote" faz o seu trino aniversário. Como é da praxe, compete ao administrador agradecer as colaborações e comentários de vários e fiéis amigos, sem cujo contributo o blogue teria sido muito mais monótono e menos rico. Palavras poucas, são o melhor nestas ocasiões. Fica no entanto a promessa de continuidade, sempre com o Mindelo, São Vicente e Cabo Verde no horizonte. Um abraço geral.

Para dia de aniversário, reservámos uma notícia do "Diário de Lisboa" de 23 de Junho de 1934, alusiva à chegada da delegação cabo-verdiana à capital do Império, para a Exposição Colonial do Porto. Enquanto aguardava passagem para o Norte, o grupo passeou  por Lisboa e apresentou-se na Agência Geral das Colónias que se situava na Rua da Prata. Um dos elementos, o faroleiro e músico Luís Rendall bota palavra para o jornal. Mas isso verá o leitor, deleitando-se com uma prosa jornalística de teor simpático mas paternalista em absoluto e portanto impensável nos dias de hoje. Eram de facto outros tempos. E o remate, com a exclamação da mnininha sobre as grandes cubatas de Lisboa, não nos parece credível, pois se em Cabo Verde ainda haveria (e há) um ou outro funco, o arquipélago não era de modo nenhum sítio de cubatas, mesmo no longínquo 1934. Provável piadinha do repórter... Para além do jornal e de imagens de um folheto de propaganda da Exposição, conseguimos por fora duas significativas e razoavelmente nítidas fotos da passagem dos nossos patrícios pela Rua da Prata. Aqui fica tudo, para deleite dos nossos visitantes. Com ampliações, para melhor leitura.











quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

[0731] Comemorações do 3.º aniversário do "Praia de Bote" - No 1.º dia (véspera do aniversário), 15 fotos inéditas de José Carlos Marques

Nesta véspera do 3.º aniversário do "Praia de Bote", apenas fotos. Sem palavras que não estas, a seco, aqui deixamos 15 fotografias recentes de São Vicente feitas pelo nosso amigo e colega de escola de Lombo e de Liceu Gil Eanes, José Carlos Marques. Um mondrongue moda Djack que ta gostá de Soncente moda sê terra verdadero.

Amanhã e depois: um texto risível em que se fala das grandes cubatas de Lisboa e mais um concurso do Pd'B, desta vez com três perguntas ao mesmo tempo...















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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

[0730] Dia 6 (amanhã), dia 7 (dia de grande festa) e dia 8 (cerrar do pano), comemorações do 3.º aniversário do Praia de Bote

Grandiosas (ou muito mas muito mais que isso...) comemorações do 3.º aniversário do blogue "Praia de Bote" 

Carreiras de Portugal, Santo Antão, Santa Luzia (Transcagarraexpress) e São Nicolau para o Mindelo (avião, vapor, veleiro, bote e jangadas de borracha e madeira) estão já esgotadas para esses dias. Pd'B sabe que ainda se conseguem alguns bilhetes para bóias com motor nas lojas de armadores da Praia de Bote e no mercado negro nas traseiras da Torre de Belém (executados por Djosa de nha Bia numa tipografia clandestina na Ruberinha Trás de Cadeia). Devido a este problema gerado pelo facto de haver milhares de pessoas sem transporte e desejosas de estarem a horas na Rua de Lisboa, onde vão ter lugar os festejos, vários grupos estão a organizar viagens colectivas a nado. O grupo mais numeroso está a concentrar-se em Lisboa e tem cabo-verdianos (ou aderentes) vindos de Almada, Queluz, Aveiro, Tomar, Tours, Génova e Holanda.

Programa:

Dia 6 - Selecção de fotografias recentes e inéditas de São Vicente e do Mindelo.
Dia 7 - Texto delicioso de Junho de 1934 que mostra "como são altas as cubatas de Lisboa"...
Dia 8 - Concurso extraordinário do Praia de Bote - extraordinário e dificílimo...

[0729] Chegar a São Vicente, pouco antes da independência

Dália arriba a São Vicente, pouco antes da independência. Talvez até tenha regressado a Lisboa antes de esta acontecer. Era esposa de António (mesmo nome da pessoa a quem remete o postal ilustrado) provavelmente militar, do Exército ou da Armada. Não conhece ainda bem a ilha e limita-se a enviar dados sucintos sobre ela ao padrinho, na Metrópole. Refere que a "vida é como em Lisboa, mais ou menos"... Pensamos que Dália estava a ser injusta para com a nossa ilha, mas perdoamos-lhe, porque tinha acabado de chegar... Morou, enquanto lá esteve, na Rua Dr. Nunes de Oliveira. Há entre o grupo de comentadores do Pd'B pelo menos uma pessoa que residiu nessa rua e bem perto, no n.º 9. Ela que se acuse... 

Quanto à Dália, escolheu bem o postalinho, com a águia famosa pelas personagens a quem foi dedicada e por não levantar voo, "a não ser que..." e com o cais da Shell, onde eu ia pescar com o Venâncio (ele mais que eu) amigo que morava nos altos de um pequeno prédio, talvez na terceira ou quarta porta a seguir ao botequim do Faustino (hoje Boca de Tubarão) e pouco antes da esquina da Rua de Matijim.



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

[0728] POST ACTUALIZADO - Drogaria Central, vulgo "Drogaria de Djandjam" - Veja-se ou reveja-se o post anterior, também de grande interesse documental

Publicou ontem o blogue parceiro ARROZCATUM uma fotografia da Drogaria Central do Mindelo, vulgarmente conhecida como "Drogaria de Djandjam", popular casa de comércio da Pracinha da Igreja, ali mesmo à beira da Câmara Municipal de São Vicente. O Pd'B acrescenta agora outra do mesmo estabelecimento comercial, publicada na Revista Oceanos (Portugal), N.º 5 de Novembro de 1990 uma das que ilustram o artigo de António Correia e Silva intitulado "Os Fundamentos do Povoamento". Repare-se no título que encima o balcão, bem avisado...


À esquerda, aspecto da fachada do edifício da Drogaria Central (em frente, o edifício da  Câmara Municipal de São  Vicente) - Foto Joaquim Saial, 1999

[0727] Sítio de fresco na Praça Nova

Com a devida vénia ao blogue "Curso Miguel Corte-Real" (de cadetes da Escola Naval de Portugal), seguem duas excelentes fotos do Pic-Nic em que se vêem cadetes que a bordo do Navio-Escola "Sagres" escalaram o Porto Grande em 1965. Em cima das mesas, garrafas de refrigerante Canada Dry. Oi nha mãe, oi q'sôdade... E aqui o administrador do Praia de Bote vivia no Mindelo, ainda por cima... Deliciai-vos, gentes, deliciai-vos!!!... 



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

[0726] ÚLTIMA HORA: sismo em São Vicente!!! Não houve danos materiais nem vítimas

Calma, calma, nada de pânico escusado, pois a coisa aconteceu em 1938 e é relatada no "Diário de Notícias" do Rio de Janeiro de 17 de Fevereiro desse ano (enviada de Lisboa a 16), através da United Press. Caso para dizer: "Na Mindel, nôs tem tude"...


[0725] Na morte da escritora Orlanda Amarílis

Ver AQUI

domingo, 2 de fevereiro de 2014

[0724] Mandingas animam o Mindelo

Mais uma oportuníssima colaboração do nosso amigo (mindelense residente) José Marcos Soares, "Zeca Soares", ao qual mais uma vez agradecemos. Não há dúvida que ele é o homem do Pd'B no Mindelo. Eis o que nos enviou de nôs terra, texto e fotos:

É assim todos os Domingos. Este Carnaval animador e contagiante dos Grupos de Mandingas, começou em meados de Janeiro corrente e continua, domingo a domingo, até o dia do Carnaval no próximo mês de Março. São perto de meia dúzia que vêem dos diversos bairros periféricos e enchem as ruas de Mindelo; mas esta imagens são apenas do grupo da Ribeira Bote. 

É uma animação fervilhante com gente de todas as idades e de todas as classes sociais que esperam pelo fim de semana para dar asas às suas fantasias pelas ruas da cidade. Como se pode ver pelas imagens não são precisos grandes investimentos para animar este tipo de Carnaval. É barato e o pessoal diverte-se à grande e à Mindelense. Assim também era o "CAPOTE" o primeiro Mandinga que conheci nos anos 60, brincando ao Carnaval à sua maneira.

Nota: Isto não tem nada e ver com os mandingas da Guiné-Bissau. Trata-se de uma "fantasia Mindelense" de brincar ao Carnaval.