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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
[1328] A Escola Técnica do Mindelo
[1327] Ainda a ajuda ao Fogo
A UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) solicita a divulgação do seguinte comunicado:
Apoio à população da Ilha do Fogo
A UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, a Embaixada da República de Cabo Verde e a Câmara Municipal de Lisboa, comunicam aos particulares, empresas e instituições que queiram, ainda, manifestar o seu apoio para com a população afetada pela erupção vulcânica na ilha do Fogo, em Cabo Verde, que poderão entregar os seus donativos em roupas, produtos alimentares não perecíveis, material escolar e outros até ao dia 15 de Fevereiro de 2015, na seguinte morada:
Regimento de Sapadores Bombeiros, Quartel de Marvila
Rua de Dr. Espírito Santo - Marvila
Responsável: Subchefe Principal António Sonim
Telemóvel: 916 418 678
E-mail: antonio.sonim@cm-lisboa.pt
Horário: das 9 às 17h
Informam que a TACV - Cabo Verde Airlines, a Transinsular - Transportes Marítimos Insulares, SA e a Arnaud - Logis, SA irão apoiar no transporte aéreo e marítimo e na consolidação, em contentores, dos bens doados a serem enviados para Cabo Verde.
Recordam, ainda, que a entrega de donativos pecuniários poderá ser feita através da conta criada pela UCCLA no seguinte banco:
Banco Millenium BCP
Conta nº 45459173482
NIB 0033 0000 4545 9173 4820 5
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
[1326] O Casino de Cabo Verde... do Senegal
Foi aqui que um certo encenador teatral nosso conhecido perdeu a gigantesca fortuna que adquiriu com as aclamadas peças cuja memória ainda hoje ressoa entre os dacarianos. Assim que a representação acabava, ele ia à bilheteira buscar a massa que logo a seguir era derretida no casino. Ele há cada um...
[1319] Concurso: era uma das fotos do post 1291...
O concurso (informal) foi um fiasco total. Apenas um concorrente e mesmo esse nem perto andou, porque não foi ver as fotos recentes colocadas no Pd'B, como sugerimos. Aqui estão a foto e o pormenor (que pertence ao bote de fundo avermelhado) e agora cada um que pense o que quiser do pormenor - que era o que o Pd'B pedia.
[1316] Notícias do Tarrafal de São Nicolau: José Freitas de Brito em audiências descentralizadas
O autarca volta a percorrer as diversas comunidades do interior, ouvindo as pessoas e associações locais visando encontrar respostas conjuntas para os desafios do Município. A abertura da Delegação Municipal de Praia Branca, na próxima segunda-feira, 9, marca o início deste novo périplo .
O presidente José Freitas de Brito retoma na próxima semana um novo ciclo de “presidência aberta” nas diversas comunidades do Município do Tarrafal. Desta feita, o autarca vai privilegiar audiências descentralizadas nas comunidades do interior.
Praia Branca será a primeira zona a ser contemplada com audiências descentralizadas no quadro da abertura da Delegação Municipal da zona, que abrange ainda as comunidades de Fragata e Ribeira Prata. “Vamos pôr a funcionar a nossa Delegação, e para marcar a abertura irei estar durante toda a manhã de segunda-feira, dia 9, em audiências nessa zona”, informa o presidente da câmara que garante continuar próximo das pessoas a ouvir os seus anseios e queixumes, para conjuntamente encontrar as melhores respostas.
José Freitas de Brito considera ser “necessário e importante” o aproximar da Administração local às comunidades, daí a aposta na Delegação Municipal de Praia Branca, uma garantia deixada na campanha eleitoral que o elegeu, em 2012, agora materializada. “Prometemos e cumprimos”, reiterou, asseverando que no caso de Praia Branca há outras apostas em curso, nomeadamente, a requalificação do Largo da Laja, previsto para o ano anterior mas que será uma realidade no decurso de 2015. “Temos presente este compromisso e vamos requalificar a Laja, de forma a dar dignidade a esse centro de Praia Branca. Por razões financeiras, não foi ainda possível avançar com esta obra”, informa o presidente que faz também saber que está em curso o projeto de reabilitação do Posto Sanitário de Praia Branca, outra prioridade, a ser articulado com o Ministério da Saúde e com um grupo de emigrantes dessa zona, em Holanda. “É fundamental haver parcerias para que possamos ter resultados palpáveis. Estamos a trabalhar com um grupo de emigrantes que está interessado em apoiar a Câmara na requalificação do Posto Sanitário dando o seu contributo enquanto filhos dessa aldeia mas também com o Ministério da Saúde a quem já entregamos o referido projeto”, aludiu o autarca.
A abertura da Delegação Municipal de Praia Branca acontece no dia 9, segunda-feira, pelas 8 horas, na presença do presidente da autarquia e marca o início deste novo ciclo de “presidência aberta”, que irá estender-se a todas as zonas do interior.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
[1312] Concurso com MESMO muita subjectividade e sem qualquer prémio...
Que se passa nesta imagem, pormenor de outra mostrada recentemente? Mais uma vez dizemos (embora ninguém nos ligue) que é preciso ver TUDO, com olhos de VER. E como ninguém VIU na altura, voltamos agora à carga... só por gozo. Ca é gongom, ca é canilinha, ahahahaha
[1311] "Questo si chiama il monte della faccia"...
Já tínhamos visto o postal do pequeno "jogador de talvez cricket" e agora, do mesmo remetente, este que fala do "Monte della faccia" - e que o mostra, tal como o Pé de Verde. O anterior foi enviado para Margherita, este para Alberto Orsini, se bem percebemos, ambos filhos do enviador. E com a sua pena de tinta até assinala a faccia do monte. Repare-se que o postal ainda passou por Lisboa (onde levou cerca de nove dias a chegar), antes de seguir para Nápoles.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
[1303] Notícias da Cidade Velha... e de Lagos
A Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Dr.ª Maria Joaquina Quintans de Matos, foi esta manhã nomeada “madrinha” da EBI (Escola Básica de Ensino) de Calabaceira de Cidade Velha. A autarca portuguesa, recentemente distinguida com o título de Cidadã Honorária de Cidade Velha, visitou hoje – acompanhada pelo Presidente da Câmara de Ribeira Grande de Santiago, Manuel Monteiro de Pina – a localidade de Calabaceira, onde distribuiu 48 “kits” escolares aos alunos daquele estabelecimento de ensino.
Recorde-se que as estreitas relações entre Lagos (Portugal) e Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha) duram já há uma dezena de anos, havendo entre ambas as cidades um acordo de geminação que muito honra o Berço da Nação cabo-verdiana.
Nas fotos, o presidente da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago e a presidente do Município de Lagos.
Nas fotos, o presidente da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago e a presidente do Município de Lagos.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
[1301] Da comemoração de oito séculos de língua portuguesa
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| Arsénio de Pina |
Que se estude o nosso crioulo, ninguém pode nem deve estar contra. Sendo a sua matriz o português, o seu aperfeiçoamento com o estudo, a aquisição de vocábulos e o tempo, fá-lo-á aproximar-se cada vez mais do português, como todos os outros crioulos da respectiva matriz, confundindo-se com esta, o mesmo é dizer, a nossa navegação pelo mar do crioulo só poderá levar-nos, com o tempo, ao porto da Língua Portuguesa, à sua mátria, para utilizar um vocábulo do poeta e cantor Caetano Veloso. Eu próprio, que nem sou de Letras, apoio um amigo moçambicano que se apaixonou por Cabo Verde, dando o contributo possível ao estudo da origem do crioulo e da sua utilização em apoio das descobertas e colonização portuguesas. Afinal, nós, cabo-verdianos, fomos, involuntariamente, cúmplices de grande valia dos portugueses nas descobertas e colonização devido ao crioulo utilizado como veículo de comunicação entre os escravos, entre estes e os colonizadores portugueses e elo de ligação com os povos descobertos e subjugados, por termos sido a primeira colónia portuguesa, e onde houve uma miscigenação, mestiçagem, entre povos e raças em contacto nesse melting pot em Cabo Verde, de que nasceu o cabo-verdiano. Era em Cabo Verde que se fazia a substituição dos marinheiros falecidos por cabo-verdianos, dando-se preferência aos nossos por falarem crioulo e serem resultado de misturas com judeus portugueses que fugiram da Inquisição em Portugal e tinham uma cultura e conhecimentos invejáveis.
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| Luís de Camões |
As caravelas e naus portuguesas passaram, por essas virtudes, a levar cabo-verdianos para as sete partidas do mundo devido ao trunfo da língua e de conhecimentos que lhes permitiam contactos mais rápidos e fáceis com os povos, e ainda o ensino de técnicas do cultivo da cana sacarina e do fabrico do açúcar e da aguardente nos engenhos da época que já dominavam. Alguns desses cabo-verdianos ficaram nessas sete partidas do mundo, até porque muitos já eram utilizados como soldados na defesa de fortalezas. Reza a história que a fortaleza de Diu foi defendida por portugueses e cabo-verdianos. Não admira, pois, que encontremos o nosso crioulo no Sri Lanka, Malaca, Diu, várias Ilhas do Pacífico e Antilhas.
O amigo moçambicano, que foi colega do meu irmão Viriato no liceu de Lourenço Marques, publicará, brevemente, o resultado das suas pesquisas que irão dar pano para muitas mangas, incluindo a desmistificação de algumas ideias feitas sobre a origem do nosso crioulo e pertença ao Sahel.
Estas linhas vêm a propósito da comemoração dos oito séculos da Língua Portuguesa e das posições dos Drs. Ondina Ferreira e Manuel Veiga, apresentadas por Gisela Coelho no jornal A Nação e de artigos de Sara Almeida e José Almada Dias. “Da minha língua vê-se o mar”, escreveu um dia Virgílio Ferreira, esse mar que a nós, cabo-verdianos, envolve mais do que aos portugueses. O idioma de Camões, do Padre António Vieira, de Fernando Pessoa, de Machado de Assis, José Craveirinha, Luandino Vieira, Baltasar Lopes da Silva, Aurélio Gonçalves, entre outros, foi a melhor herança que nos deixou Portugal, como bem disse Amílcar Cabral.
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| Baltasar Lopes |
“Na era da globalização, falar português, uma das grandes línguas globais do planeta que partilha e põe em comum culturas da Europa, das Américas, da África e da Ásia e Oceânia com culturas de milhões de falantes em todos os continentes, é um imenso património e um veículo de união e progresso”, sustenta-se no manifesto subscrito por diferentes personalidades da cultura portuguesa. É a terceira língua europeia mais falada no mundo e o idioma mais usado no hemisfério sul. Subalternizar o português ao crioulo só por tentativa de parricídio fundamentalista, por a sua matriz ser o Português. Outrossim, a evolução do crioulo só poderá desembocar na sua aproximação do português, confundindo-se, por fim, com ele. Ensinar, simultaneamente, o português e o crioulo (qual variante?) também não me parece recomendável, porque todo o patrício, quando chega à escola, já domina o crioulo, e se se mete no Alupec para uma das variantes, nunca mais aprenderá a escrever o português em condições. Vem-me à memória a saída de uma mãe que foi protestar junto do Viriato, por lhe terem dito que se estava a ensinar crioulo ao filho: Criol el nascê prindid; m´pol na scola pal prendê purtuguês!
Como povo de emigração, manda o bom senso que se invista na Língua Portuguesa, e não no crioulo que de pouca valia poderá ter para o emigrante. Se se quiser adoptar outra língua de grande extensão, que seja o Inglês, sem abandonar, é bom de ver, o Crioulo, carinhosamente para uso caseiro.
Lisboa, Julho de 2014
Arsénio Fermino de Pina
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