sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

[7244] José Luiz Tavares vence Prémio Ulysses 2022 (poesia) - ver posts 7236 e 7237


José Luiz Tavares ganha Prémio Ulysses 2022, numa semana em que apresenta dois livros
 
Dezembro 2, 2022

Lisboa, 2 Dezembro (Inforpress) – O poeta José Luiz Tavares, com a obra «Perder o Pio a Emendar a Morte”, venceu o prémio Ulysses 2022, atribuído pela editora The Poetry and Dragons Society e The World Poetry Movement Portugal, anunciou hoje o autor.
Em declarações à Inforpress, o poeta cabo-verdiano radicado em Portugal avançou que a obra galardoada foi escrita em Março/Abril de 2020, durante o primeiro confinamento, e retomada em Fevereiro de 2021, enquanto o autor padecia de infecção pela covid-19.
“Não sendo uma obra sobre esse evento planetário, esse serviu, no entanto, ao autor de mola desencadeadora dessas antipoéticas, desencantadas, mas sempre lúcidas, visões do mundo e do homem lançado no mar da existência”, explicou o poeta que, esta sexta-feira apresenta, em Lisboa, o livro “Uma Pedra Contra o Firmamento” e no sábado “De Neve e de Bruma”
José Luiz Tavares considerou que a obra “Perder o Pio a Emendar a Morte” é, de um certo modo, “tributária das leituras” que o autor foi fazendo durante esse período, nomeadamente “o grande poeta e ensaísta alemão”, Hans Magnus Enzensberger, (falecido há poucos dias), Nicanor Parra, o iconoclasta chileno e inventor da chamada antipoesia, Daniil Harms, Stig Dagerman,  E.M. Cioran, Nietzsche, Kierkegaard, Arno Schmidt e Alberto Pimenta.
Ao prémio concorreram cerca de seis centenas de obras e o volume agora distinguido será editado em meados do próximo ano pela The Poetry and Dragons Society.
Esta é a segunda distinção concedida ao poeta cabo-verdiano este ano em Portugal. O mesmo já tinha sido agraciado em Outubro com a Bolsa de Criação da Fundação Eça de Queirós, tendo, no rescaldo noticioso, o poeta alertado para a inexistência de políticas públicas consistentes para o livro e a leitura em Cabo Verde, ao que o ministro da Cultura retorquiu acusando o poeta maior de viver de Prémios.
“A reacção do poeta, contundente como sempre, não se fez esperar, em texto publicado num jornal cabo-verdiano, sem resposta da parte do ministro”, lembrou.
Depois da apresentação hoje, no Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa, da obra “Uma Pedra Contra o Firmamento”, José Luiz Tavares dá a conhecer ao público, no sábado e no mesmo espaço, o livro de poesia dedicado à filha “De Neve e de Bruma “, editado sob a chancela da Gongon Cartoneira.
Escrito durante a primeira década do presente milénio, para a sua filha, então criança, “De Neve e de Bruma” é, segundo o autor, a primeira obra em verso escrita para leitores dessa faixa etária, em português ou em língua cabo-verdiana, o que não a impede, sublinhou, também de ser uma obra para graúdos, como sucede no Brasil, onde foi premiado em 2009 pelo Ministério de Educação num concurso destinado a obras para neo-leitores, intitulado Literatura para Todos.
“Tomando como motivo um tempo específico, o Natal, recordando sobretudo os natais da sua infância, o autor faz o trânsito entre a fabulação e as peripécias existenciais, abordando situações e assuntos, os mais diversos, numa construção elaborada, onde a métrica e a rima conferem uma musicalidade, não de embalar, mas que acorda o leitor quer para as peculiaridades da linguagem poética, quer pela candência (por vezes de tom disfarçadamente filosófico) de alguns dos temas abordados”, explica a nota de apresentação da obra.
Escritos originalmente em português, os poemas, ainda segundo o documento, ganharam “notáveis versões em língua cabo-verdiana, o que o torna um objecto estético e didáctico único (no momento em que a língua cabo-verdiana é introduzida, ainda que de forma tímida, no ensino secundário em Cabo Verde), quer para os mais jovens, mas também para os mais crescidos”.
José Luiz Tavares nasceu no Tarrafal no dia de Camões, 10 de Junho, em 1967. Publicou 19 livros, recebeu inúmeros prémios no estrangeiro e em Cabo Verde, e está traduzido para diversas línguas.
“De Neve e de Bruma” é o primeiro de um conjunto de cinco livros infantis e dois juvenis escritos para a sua filha no início da década, mantendo-se todos inéditos, até agora.
JMV/HF

[7243] Praça Serpa Pinto, Praça Amílcar Cabral, mas sempre Praça Nova. O que foi e o que é...

Ver AQUI



[7242] 9.ª edição da Morna Fest terá lugar em São Nicolau e no Fogo

 Ver AQUI



[7241] 7.ª edição da URDI teve lugar na Praça Nova de São Vicente

Ver AQUI

[7240] Museu da Música Cabo-Verdiana / Museu Cesária Évora (ou algo parecido...). Será desta?

Ver AQUI

[7239] Documentário sobre Cesária Évora vai ser visto Em Santo Antão, São Vicente e Santiago

Ver AQUI



[7238] Cibersegurança portuguesa reforça-se em Cabo Verde

Ver AQUI

terça-feira, 29 de novembro de 2022

[7237] Do imparável poeta José Luiz Tavares, mais um livro a sair dentro de dias

O autor, José Luiz Tavares e o CCCV – Centro Cultural de Cabo Verde têm o prazer de convidar todas e todos para a apresentação do livro "De Neve e de Bruma | Di Nevi i di Serason", de José Luiz Tavares”, que terá lugar no dia 03 de dezembro, pelas 16h, no CCCV, localizado a Rua de São Bento, nº 640, 1250-222 Lisboa.

Apresentação de Rita Taborda Duarte. Leituras feitas por Álvaro Faria.

A entrada é livre.

«De Neve e de Bruma – À bolina ao redor do Natal» | «Di Nevi i di Serason – Ta navega na roda di Natal»

Autor | Otor: José Luiz Tavares

Ilustrações | Ilustrason: Yuran Henrique

1.ª edição | 1.º idison

Gongon Cartoneira

Portugal | Kabuverdi, 2022

Apresentação | Aprizentason: Rita Taborda Duarte

Leituras | Leitura: Álvaro Faria

3 Dezembro | Sábado

16h00

[7236] Novo livro de José Luiz Tavares, lançado no Centro Cultural de Cabo Verde, a 2 de Dezembro






O autor, José Luiz Tavares e o CCCV – Centro Cultural de Cabo Verde têm o prazer de convidar todas e todos para a apresentação do livro "Uma Pedra Contra o Firmamento", de José Luiz Tavares”, que terá lugar no dia 2 de Dezembro, pelas 18h00, no CCCV, localizado a Rua de São Bento, n.º 640, 1250-222 Lisboa.

A apresentação estará a cargo do Professor Doutor Pires Laranjeira e do Dr. Zetho Gonçalves. Conta ainda com um apontamento musical protagonizado por Chalo Correia.

A entrada é livre.

A OBRA

Abarcando um período de vinte e três anos, 1999/2022, «Uma Pedra Contra o Firmamento» é um impressionante e edificante testemunho (que tem o seu contraponto no combate pela desratização da literatura cabo-verdiana) de um dos mais relevantes poetas cabo-verdianos da atualidade ou de qualquer outra época.

Compilando discursos, intervenções, entrevistas, polémicas cívicas e literárias, notas antropológicas, históricas, paisagísticas, políticas e sociais sobre Cabo Verde (estas em regime de escritos de viagem), estudos sobre a sua obra, e até um longo poema sobre a marginalidade poética, contraposta a uma certa marginalidade social (essa tomando como objeto os thugs da cidade da Praia), este livro intenso e extenso (cerca de seiscentas páginas), vem, mais uma vez, realçar o vulto icónico e único, e a singularidade de José Luiz tavares nas letras cabo-verdianas e lusófonas, por onde tem passeado a sua sublime voz poética e a sua atitude cidadã inconformista, quando não mesmo impertinente e livremente afrontosa, desde o inaugural discurso da Fundação Calouste Gulbenkian, em junho de 2004.

Um testemunho para durar e perdurar, ousado e grandiloquente, no ano em que o autor comemora cinquenta e cinco anos de vida, e trinta e cinco de escrita. Invetivante e acutilante (às vezes até à irritação), mas sempre portadora duma notável sublimidade, que lhe advém da assunção plena da consciência criadora, esta não é uma corriqueira pedra rolando pelas ladeiras dos dias funcionários, mas um tremendo e aguçado calhau dirigido ao coração das letras cabo-verdianas, e não só. Neste natal, fazendo suas estas bíblicas palavras, José Luiz Tavares não vem trazer a paz, mas sim a espada.

O AUTOR

José Luiz Tavares nasceu no dia de Camões, 10 de junho, no Tarrafal, ilha de Santiago, Cabo Verde, em 1967. Estudou literatura e filosofia em Portugal, onde vive em exílio voluntário, dedicado à sua obra. Publicou dezanove livros, desde a sua estreia em 2003, com Paraíso Apagado por um Trovão, que vêm moldando o panorama poético cabo-verdiano. É o escritor mais premiado de sempre de Cabo Verde, tendo recebido, no seu país e no estrangeiro, entre outros, os seguintes prémios: Prémio Cesário Verde, Prémio Mário António de Poesia, Prémio Jorge Barbosa, Prémio Pedro Cardoso, Prémio Cidade de Ourense de Poesia, Prémio BCA/Academia Cabo-verdiana de Letras, Prémio Vasco Graça Moura/INCM, por três vezes consecutivas recebeu o Prémio Literatura para Todos do Ministério da Educação do Brasil, foi finalista duas vezes do prémio ibero-americano Correntes d’escritas, finalista do Pen Club Português, semifinalista do Prémio Portugal Telecom de literatura e Oceanos de Língua Portuguesa. Os seus livros integram o Plano Nacional de Leitura de Cabo Verde e Portugal. Está traduzido para inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, mandarim, neerlandês, russo, finlandês, catalão, galês e letão. Traduziu Camões e Pessoa para cabo-verdiano. Tem inúmeros inimigos, sobretudo não declarados, e meia-dúzia de bons amigos. Deu coices e levou. É consumidor de cerveja, de preferência stout, em doses homéricas. Não aceitou nenhuma comenda no seu país ou no estrangeiro, tendo recusado, até agora, todas as propostas de distinção honorífica. Não é elo de nenhuma rede, social ou outra. Vive clandestino na ditadura do mundo. Deixará por epitáfio «voltarei para vos foder a todos, cabrões».

OS APRESENTADORES

PIRES LARANJEIRA é Doutorado em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade de Coimbra, onde foi professor associado da Faculdade de Letras, responsável pelas cadeiras de Literaturas Africanas, desde o ano letivo de 1980-81, e de Culturas Africanas. Lecionou também literatura brasileira, cultura brasileira e estudos culturais na Universidade de Salamanca. É membro do Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letra da UC.

Publicou centenas de textos científicos, culturais, jornalísticos e literários em mais de 130 jornais e revistas locais, regionais, nacionais e internacionais, desde 1965. Conferências, cursos, congressos e publicações em dezenas de países. Programas de rádio, vídeos na TV, crítica jornalística, direção de coleções, organização de colóquios, etc.

Entre as suas publicações em livro, destacam-se: Antologia da poesia pré-angolana (1976); Literatura calibanesca (1987); De letra em riste. Identidade, autonomia e outras questões na literatura de Angola, Cabo Verde, Moçambique e S. Tomé e Príncipe (1992); A negritude africana de língua portuguesa (1995); Literaturas africanas de expressão portuguesa (c/ I. Mata e Elsa R. dos Santos) (1995); “Le monde lusophone (chapitre V): la littérature coloniale portugaise”, in Jean Sévry (ed.), Regards sur les littératures coloniales. Afrique anglophone et lusophone, tomo III (1999); Negritude africana de língua portuguesa.

Textos de apoio (1947-1963) (2000); Estudos afro-literários (2001; 2ª ed., 2005); Cinco povos, cinco nações. Estudos de literaturas africanas de língua portuguesa (c/ M. J. Simões e Lola G. Xavier) (2007); Baltazar Lopes (1907-1989) e o Movimento da Claridade (2010) (c/ A. A. Lourenço e O. M. Silvestre).

ZETHO GONÇALVES nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Poeta, autor de literatura infantil e juvenil, antologiador, tradutor de poesia e organizador de edições, publicou, desde 1979, cerca de 40 livros, entre os quais, de poesia, A Palavra Exuberante, 2004; Sortilégios da Terra: Canto de Narração e Exemplo, 2007; Rio Sem Margem: Poesia da Tradição Oral, 2011; Terra: Sortilégios, 2013; Rio Sem Margem: Poesia da Tradição Oral. Livro II, 2013; Noite Vertical, 2017 [I Prémio dstangola/Camões 2019]; O Sábio de Bandiagara: Esconjuros, Ebriedades e Ofícios, 2018; O Leopardo Morre com as suas Cores, 2019.

Traduziu poetas como Antonio Carvajal, Vicente Huidobro, Friedrich Hölde rlin, Rainer Maria Rilke, Mihai Eminescu e Jalal-Al-Din Rumi. Organizou edições da obra de poetas e escritores portugueses como António José Forte, Luís Pignatelli, Natália Correia, Mário Cesariny, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, e do poeta moçambicano Luís Carlos Patraquim. Está representado em várias antologias e tem colaboração dispersa por jornais e revistas de Angola, Brasil, Moçambique, Portugal, Macau, Itália, Espanha e Alemanha. Tem traduções da sua obra para alemão, chinês, espanhol, italiano e iídiche. Dedica-se inteiramente à criação poética e literária.

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

[7230] Faleceu ontem Arsénio de Pina, médico pediatra, escritor e interventor social cabo-verdiano

Soubemos hoje, através de amigos e ex-condiscípulos do Liceu Gil Eanes (má notícia corroborada pelo Adriano Lima) da morte do nosso amigo Arsénio de Pina, médico pediatra, escritor, interventor social e colega colunista no jornal "Terra Nova", também algumas vezes comentador do Pd'B. A sua interessante (e importante) história pessoal e profissional está a ser amplamente divulgada na imprensa cabo-verdiana, pelo que nos abstemos de aqui a repetir. Limitamo-nos a divulgar algumas fotos nossas, feitas no dia do lançamento do livro "Crónicas da Terra Longe", do Luiz Silva, em Lisboa (24.Junho.2015). Juntamente com o José Fortes Lopes, Arsénio foi um dos apresentadores da obra. À família e a todos os amigos, os sentidos pêsames do Pd'B, pela perda desta grande figura da cabo-verdianidade.

Na imprensa, Ver AQUI e AQUI

Arsénio de Pina no Pd'B, AQUI e AQUI (há outras colaborações de Arsénio de Pina no Pd'B)

Com o cientista da área da oceanografia José Fortes Lopes - Foto Joaquim Saial
Com o sociólogo Luiz Silva - Foto Joaquim Saial
Foto Joaquim Saial

sábado, 29 de outubro de 2022

[7219] A barca "Sagres", eterna namorada do Mindelo

Foto Facebook da Armada portuguesa

[7218] 8.º e último artigo de Joaquim Saial sobre memórias da aviação em Cabo Verde, a sair no "Terra Nova" de Outubro


[7217] Fotos recentes de São Vicente - 13 (foto enviada por Alexandre Lima Oliveira) - Mindelo by night

[7216] Fotos recentes de São Vicente - 12 (foto João Estêvão) - A Torre de Belém, Museu do Mar

[7215] Fotos recentes de São Vicente - 11 (foto João Estêvão) - A Torre de Belém, Museu do Mar


[7214] Fotos recentes de São Vicente - 10 (foto João Estêvão) - uma incrível Praça Nova, agora quase parecida com um jardim botânico


[7213] Fotos recentes de São Vicente - 09 (foto João Estêvão) - vista da Praça Nova tirada do Café Prassa3, antiga garagem do Dr. Fonseca

[7212] Fotos recentes de São Vicente - 08 (foto João Estêvão)

[7211] Fotos recentes de São Vicente - 07 (foto João Estêvão) - antiga casa do senador Vera-Cruz


 

[7210] Fotos recentes de São Vicente - 06 (foto João Estêvão) - antiga casa do senador Vera-Cruz

[7209] Fotos recentes de São Vicente - 05 (foto João Estêvão) - antiga casa do senador Vera-Cruz

[7208] Fotos recentes de São Vicente - 04 (foto João Estêvão) - o novíssimo Centro Nacional de Artesanato

[7207] Fotos recentes de São Vicente - 03 (foto João Estêvão) - o novíssimo Centro Nacional de Artesanato

[7206] Fotos recentes de São Vicente - 02 (foto João Estêvão)


[7205] Fotos recentes de São Vicente - 01 (foto João Estêvão)


quinta-feira, 27 de outubro de 2022

[7204] Estreia hoje e Pd'B vai ver


Género: Documentário

Data de estreia: 27/10/2022

Título Original: Cesária Évora

Realizador: Ana Sofia Fonseca

Actores: Vários

Distribuidora: Alambique

País: Portugal

Ano: 2022

Duração (minutos): 94


Sinopse:

A “diva dos pés descalços”, a icónica Cesária Évora num documentário que mostra imagens nunca vistas e oferece uma visão nunca antes explorada sobre a vida da cantora cabo-verdiana que, apesar de não corresponder ao modelo normal de sucesso, foi capaz de superar todas as condições que normalmente a afastariam da ribalta. Esta é a história de uma mulher negra, africana, com mais de cinquenta anos e vinda de um contexto pobre, cujo único sonho era ser livre.

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

[7203] Quando Azeredo Perdigão foi a Cabo Verde, em Janeiro de 1965. Eis o programa completo da visita

O autor deste blogue estava lá e assistiu à palestra no Liceu Gil Eanes, a 31 de Janeiro de 1965. A notícia não o diz, mas a palestra teve lugar na sala grande de música onde estava o piano de Ti Reis. Entrando-se pela porta principal, desembocava-se no pátio e a porta da sala era logo à direita.