quinta-feira, 24 de setembro de 2015

[1681] Um voraz caçador alemão nas águas do Porto Grande

Em 13 de Março de 2014 lançámos no Praia de Bote o post 776 (ver AQUI) com o relato jornalístico do afundamento de dois navios estrangeiros no Porto Grande pelo submarino alemão U-151. O nosso leitor e agora já amigo Luís Filipe Morazzo, também apaixonado pelas coisas do mar, enviou-nos recentemente alguns dados interessantes que completam o nosso relato. Agradecemos a simpatia da atitude e desejamos que continue a dar-nos o prazer da sua presença e sabedoria neste canto da ilha de São Vicente.

SS “Guahyba”

Cargueiro construído no estaleiro de Grangemouth & Greenock Dockyard Co. Ltd, Escócia, em 1908, apresentava um deslocamento bruto de 1891 toneladas, fazia parte da frota da Companhia Comércio e Navegação do Rio de Janeiro. Foi um dos sete navios mercantes brasileiros afundados no decorrer da primeira guerra mundial.

Naqueles tempos, em particular nas viagens de longo curso, era necessário os navios fazerem a indispensável aguada. Cabo Verde, devido à sua localização geográfica, em especial a ilha de S.Vicente, com o seu belíssimo porto de mar, rapidamente se transformou numa paragem obrigatória para este tipo de navegação.

Foi exatamente com este propósito, que os navios brasileiros “Acary” e “Guahyba” foram surpreendidos na aproximação ao Porto Grande, a 2 de Novembro de 1917, pelo submarino U-151, comandado pelo famoso comandante, Waldemar Kophamel, que no decurso de toda a guerra, iria afundar 54 navios inimigos. 

O “Guahyba” naquele dia, estava em viagem de Montevideo para o Havre com uma carga de café e peles curtidas

O "Guahyba"

Submarino U-151 

Pertenceu à famosa classe "Deutschland". Era a maior classe de submarinos da primeira guerra mundial. Era composta por sete submarinos de longo curso, considerados submarinos cruzadores devido ao seu fortíssimo armamento. Podia carregar até 18 torpedos, lançados por dois tubos na proa de 50cm de diâmetro, e no deck apresentava dois canhões de 15cm de calibre, com capacidade para disparar até 2500 munições.

Comprimento: 65m
Largura: 8,90m 
Deslocamento máximo;2.270 toneladas
Velocidade: à superfície - 12.5 nós; submerso - 5,2 nós  
Autonomia: 25.000 milhas a 30.000 milhas, dependendo da velocidade.
Nota: Sobreviveu à guerra. Rendeu-se no porto de Cherburgo, França. Foi afundado como alvo de exercícios navais, em 7 de Junho de 1921

O "U-151"

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

[1680] Garças cabo-verdianas, vistas por Adriano Miranda Lima na Beira Baixa, Portugal

PERFIS DE GARÇA

Adriano Miranda Lima
A minha mulher nasceu na freguesia da Serra de S. Domingos do concelho da Sertã, Beira Baixa. O lugar fica obviamente no cimo de uma serra e à volta abundam matas de pinheiro, castanheiros, carvalhos e outras espécies arborícolas, em meio a urze, rosmaninho e medronheiro, pelo que aquilo é aprazível e um bom reconstituinte para as energias vitais. Volta e meia vamos até lá para apanhar ar puro e comer maranho, um prato típico que é um enchido à base de carne de cabrito ou borrego, arroz e ervas aromáticas. A Serra de S. Domingos tem muita gente que emigrou desde há dezenas de anos para várias zonas de Lisboa. Assim se compreende que existe um interessante intercâmbio desportivo entre o Clube Desportivo da Serra de S. Domingos e o seu congénere de Loures, com iniciativas frequentes para fins competitivos, recreativos ou simples comezainas. A minha mulher tem primos intervenientes no processo, quer de um lado quer de outro, dos clubes em causa.

Sucede que um desses primos, o mais chegado, vive em Tomar e convidou-nos para ir à confraternização realizada no passado sábado e que ia aproveitar-se para a inauguração da nova sede do Clube Desportivo local. A iniciativa incluía um magnífico repasto à base de porco assado no espeto e outras especialidades locais, pelo que não nos fizemos rogados. Mas a comemoração e a comezaina iam ser precedidas de uma pequena caminhada envolvendo todo o pessoal interveniente, e também aí não hesitámos, tendo ido munidos, claro, de sapatilhas e indumentária adequada.

A certa altura, chegou ao lugar um autocarro carregado de pessoal de Loures e, qual não foi a minha surpresa, dele desembarcaram uns 20 jovens adolescentes em que o meu olho antropológico identificou um número apreciável de cabo-verdianos. Eram atletas de Loures e a maior parte raparigas, apenas dois ou três rapazes. Mas o meu olho antropológico foi ainda mais longe: verifiquei que só podiam ser de origem mindelense, pois aquela pose, aquele ar descontraído e aquela maneira de olhar não enganavam. Vinham no grupo três ou quatro mulheres adultas que eu identifiquei como sendo as mães de alguns dos jovens cabo-verdianos. Então, pelo olhar destas, mais se me confirmou a ilha de origem, S. Vicente, de certeza absoluta. Mas não me senti com à vontade para lhes perguntar algo sobre a origem, para não ser mal interpretado, embora se o fizesse teria previamente esclarecido que o fazia por ser também de origem cabo-verdiana. Apurei o ouvido para ouvir alguma conversa em crioulo, mas nada. As miúdas só falavam em português entre elas, pelo que concluí que já eram nascidas em Portugal, e possivelmente até as próprias mães, que eram ainda jovens. 

Mas há uma particularidade que não posso omitir. As miúdas davam nas vistas porque eram altas e esguias, de pernas compridas e bem torneadas a exibirem-se fora dos calções, de físico talhado para o atletismo (corrida), e com potencialidades para sonharem também com uma possível futura carreira de manequim. Os rostos tinham aqueles traços harmoniosos e expressivos que tornam as crioulas do Mindelo verdadeiramente atraentes. Fiquei com os olhos em bico de tanto contemplar aqueles perfis de garça. Uma tia da minha mulher desabafou: - Ah, como são elegantes de corpo e bonitinhas essas meninas de cor… ai, aquelas pernas!…

A festa lá aconteceu com tudo o que estava programado. A caminhada foi agradabilíssima e pelo caminho fomos colhendo uns cachinhos de uva das videiras pendentes nas vedações ao longo do caminho, para adoçar a garganta e saciar a sede, até porque o dia estava quente. O presidente da Câmara da Sertã inaugurou a sede do Clube com pompa e circunstância. Seguiu-se o repasto, com o porco assado no espeto a ser o centro das preferências, tal a mão atilada do cozinheiro, que doseou magistralmente o tempero e o grau de cozedura da carne. Aliás, não me lembro de ter comido porco assado no espeto que me soubesse tão bem, e o segredo, vim a saber, era só um: o bicho sacrificado tinha sido criado à base de milho, feijão, couve, batata e outros produtos locais. Nada de ração, garantiram-me.

Por fim, seguiu-se uma tocatina, com uma miúda (sertanense) como vocalista, mas a incluir também música gravada. Houve pé de dança. Não foi com grande surpresa quando a certa altura ouvi duas coladeiras: “Sabino Larga’m” e “Menininha de Morada”. Mas quem pôs as coladeiras, ah-ah-ah? O mundo afinal é mais pequeno do que aquilo que julgamos!

Por fim, por volta das 23 horas cada um regressou ao seu destino, após um dia esplendoroso e bem passado. Eu e a minha mulher pedimos ao tal primo para nos fazer sócios do Clube. Aqueles perfis de garça!...

Tomar, 20 de Setembro de 2015
Adriano Miranda Lima

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

[1678] Quem é, quem é?


[1677] Do espólio do Comandante Guilherme Conceição e Silva sobre navios de Cabo Verde que estamos a digitalizar

O velho "Ernestina", um vaso de guerra não identificado e em fundo o Navio-Escola "Sagres", onde prestava serviço o autor da fotografia, algures nos anos 60. Trata-se de pormenor de imagem inédita mais ampla que mostraremos na totalidade noutras condições, quando for oportuno (na original, vemos o Monte Cara na totalidade e o resto da masteação do veleiro).


[1676] "Ele" está cá

Sim, "Ele" está cá. E entraremos em contacto com "Ele" hoje. E depois almoçaremos com "Ele" (talvez uma boa cachupada, feita por mãos prop cabo-verdianas). E haverá reportagem em que a principal personagem será "Ele"... Esperem que a seu tempo "Ele" aqui será visto. Quem não sabe quem "Ele" é, veja quem por aqui tem faltado...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

[1674] Excepcional postal ilustrado

É da London House, de São Vicente, e raro, o postalinho. Nunca antes tínhamos visto outro igual, excepto um com o mesmo tema, feito em estúdio mas protagonizado por dois petizes, em luta visivelmente simulada. Este mete pancadaria a sério, da forte, luta livre de atirar ao chão, num local ermo embora com imenso público. Um oficial da Armada em traje de gala, um outro menos decifrável, tudo homens enchapelados, alguns miúdos. Quem é esta gente? Quem são estes lutadores, um deles bronc (eventualmente ambos)? Mistério, mistério. O Pd'B avança um palpite totalmente palpitacional: serão ingleses do carvão ou do cabo submarino, rapaziada que gostava deste desporto? It's possible, sir, it's possible...

domingo, 6 de setembro de 2015

[1664] Amanhã, no "Liberal"... (agora, dia 7, já é hoje)

...fala-se de escravos, escravatura, barulho... e de como as autoridades achavam que poderiam evitá-lo (com normas, sempre com normas...), em Cabo Verde, no início do século XVIII. O saboroso documento está no nosso arquivo (trata-se de um edital régio de 1717), cheirando a pó e humidade que se farta, comestível como nunca, excelente ração para rato de biblioteca, mesmo para aquele que nunca está saciado. Mas partilhá-lo-emos com todo o gosto, obviamente, com quem quiser ler a coluna "Ilhéu dos Passaros - Histórias curtas", no jornal "Liberal". Até amanhã, então, no éter da Internet... Coloque o link nos seus Favoritos: http://jornaliberal.com/

E se quer procurar no jornal os textos da coluna "Ilhéu dos Pássaros - Textos curtos" já escritos e os que surgirão, basta clicar na lupa à direita no jornal (no topo da página do mesmo) e escrever Saial


Veja também o último texto de José Fortes Lopes

sábado, 5 de setembro de 2015

[1663] Quem foi o editor deste postal, quem foi ele?

Eis aqui o cais acostável em pleno funcionamento, coreto da Praça Nova todo airoso, na sua fase verde, a pérgola do Eden Park espreitando a um canto e o Hotel Porto Grande novinho em folha, tudo neste postal ilustrado cheio de sabura. Quem foi o editor, quem foi?

Não se trata de concurso, pois estes dão uma trabalheira enorme e o público não corresponde suficientemente. Por isso, limitamo-nos a oferecer estas belas vistas a quem ganhar, acertando na pergunta e também a quem não conseguir desevendar o mistério.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

[1660] O "Desastre da Assistência" revisitado

Capa da 3.ª edição, de 2000
Por via de ter recebido através de Arsénio de Pina cópias de repoduções fotográficas existentes no livro que indicou como sendo intitulado "Cabo Verde" do meu saudoso professor de Antropologia Cultural António Carreira na Universidade Nova de Lisboa (ali docente em parceria com Mesquitela Lima), decidi ir buscar ao baú dos textos cabo-verdianos de lavra pessoal este que tem a ver com as imagens oferecidas pelo Pina. A ficha completa do book é "Cabo Verde - Formação e Extinção de uma Sociedade Escravocrata", Lisboa, Centro de Estudos da Guiné Portuguesa, 1.ª edição, 1972; 2ª edição, Lisboa/Praia, Instituto Cabo­Verdiano do Livro, 1983; 3ª edição, Praia, Instituto de Promoção Cultural, 2000. É precisamente esta 3.ª edição que possuo, oferecida pela minha amiga Encarnação Alves no dia em que parti da Praia, em 2002, de regresso a Portugal, depois de ter ali apresentado "Capitania". Curiosamente, das várias fotos remetidas pelo Arsénio (respigadas da 1.ª edição de 1972, suponho), só a de uma numerosa família de Assomada persiste nesta última. Enfim, mistérios editoriais... Aqui vai o texto e três das fotos para não atormentar mais os leitores, nestes tempos actuais já de si bem tormentosos...

O DESASTRE DA ASSISTÊNCIA 
Texto escrito na coluna "Cabverd di meu" (na antiga versão do jornal "Liberal"), em 21 de Setembro de 2006

A queda de um paredão no Bairro do Brasil, na rampa de acesso à Achada de Santo António, Praia, em 9 deste mês, devido a fortes chuvadas, felizmente não teve consequências humanas. Porém, o caso fez-me remontar ao domingo de 20 de Fevereiro de 1949, há cerca de 57 anos, àquele que porventura terá sido o cataclismo que mais vidas ceifou no arquipélago de Cabo Verde (abstraindo as muitas e mortíferas fomes): o chamado Desastre da Assistência. 232 mortos (quiçá mais) e 47 feridos foi o balanço da catástrofe, quase todos indigentes que iam receber a sua ração diária de comida à Assistência local.

Cadáveres retirados dos montões de pedras, aguardando sepultura
O facto ocorreu cerca do meio-dia. Debaixo do telheiro dos Serviços Cabo-Verdianos de Assistência reuniam-se milhares de pobres que diariamente ali se deslocavam para receber alimento. Essa distribuição, que fora feita durante muito tempo no recinto do quartel do Exército, passara entretanto a ser concretizada no barracão pertença da Repartição de Obras Públicas do ministério das Colónias, próximo da Delegação Marítima. A sopa fora servida e estava-se na altura do resto da entrega alimentar, o que deu oportunidade a que muitas das cerca de 2500 almas que ali iam todos os dias já não estivessem nas imediações. Tudo aconteceu de repente. A um grande ruído sucedeu-se o desabamento e consequente soterramento das vítimas. A muralha contígua, de sete metros de altura por 30 de comprimento, incipientemente construída com calhaus rolados apanhados na costa da ilha, ruíra sobre o telheiro. Na cidade pequena, a notícia do dramático evento correu depressa e logo depois centenas de populares auxiliados por soldados e pessoal dos serviços públicos procuraram prestar os primeiros socorros, removendo pedras e terra que haviam tombado sobre o telheiro. Todos os serviços de saúde foram activados e no Hospital começaram os preparativos para a recolha dos feridos.

Demos a voz ao «Diário Popular» (Lisboa) do dia seguinte que, em prosa emotiva de primeira página, faz o relato aproximado da tragédia: «Começou então, através das ruas da cidade, o trágico cortejo dos mortos e dos feridos, cujos corpos iam sendo retirados dos escombros. Uma vaga de choros e lamentos invadia toda a cidade. O trabalho de remoção das terras prosseguia lentamente e o número das vítimas ia subindo de modo assustador, verificando-se que na sua maioria eram crianças. Pouco depois o hospital estava repleto de feridos, muitos dos quais em estado grave. Cerca de 40 jaziam ali, contorcendo-se com dores. Ao mesmo tempo, na casa mortuária, os cadáveres iam-se acumulando em número impressionante E à hora a que telefonamos [as notícias nesta altura eram em grande parte enviadas para a redacção dos jornais por telefone] encontram-se ali 232. Mas parece não ser tudo, pois as terras desabadas ainda não foram completamente removidas e é de crer que ainda se encontram ali mais vítimas. No hospital, o trabalho foi verdadeiramente extenuante e registaram-se actos de grande abnegação por parte de todos os que ali acorreram a auxiliar médicos e enfermeiros.»

Cerimónia de enterramento de parte das vítimas
O governador, comandante João de Figueiredo (no cargo entre 1943 e 49, influiu na criação do Rádio Clube de Cabo Verde, em 1944), tomou as necessárias providências para obter soro e pensos, dada a escassez de reservas daqueles produtos no hospital e decidiu que as despesas com os funerais das vítimas decorreriam por conta do Governo de Cabo Verde. De igual modo enviou um telegrama para o ministério das Colónias, no qual comunicava as circunstâncias em que se havia dado o desastre. Digamos que era o mínimo que se podia fazer num tal caso. No dia seguinte, abriam-se no cemitério da Praia as valas para a deposição dos corpos recolhidos nos escombros. O comércio fechou as suas portas nessa segunda-feira de luto intenso e os sinos da igreja paroquial dobraram continuamente a finados. 

Recorramos ainda ao honesto discurso do DP, talvez não passado na censura ou mal observado por ela: «(…) telheiro onde os indigentes se reuniam. O número destes infelizes aumentara ultimamente, pois aos necessitados da cidade haviam-se juntado outros, vindos de diversos pontos da ilha, com a esperança de na capital obterem auxílio das entidades oficiais. E efectivamente, centenas de pobres e especialmente mulheres e crianças, ali recebiam diariamente a refeição.» Referimos a questão da provável distracção censória porque nos dias seguintes o assunto é esquecido neste jornal, o que indicia calamento forçado. Fome e mortes associadas eram coisas a resguardar…

Algumas das vítimas a serem colocadas na vala comum
Como sempre acontece, sobretudo para acalmar consciências, foi ordenado um inquérito ao desastre, cujo resultado desconhecemos. Mas inquéritos não ressuscitam vidas e as mais de duas centenas de mortos desse dia ficaram para sempre como marca negra na história de Cabo Verde. Digamos que estão para as ilhas como o terramoto de 1755 está para Portugal. Mas não caiamos no logro de dizer que a culpa da queda do muro foi do colonialismo, afirmação gratuita e inútil. Os muros caem quando são mal feitos, seja entre colonizados ou nas terras dos colonizadores. Por exemplo, ninguém em seu perfeito juízo poderá dizer que o paredão do bairro do Brasil caiu por culpa do colonialismo… Agora o que poderemos e deveremos questionar, como lição para futuro, isso sim, são as circunstâncias que reuniam diariamente para mendigar pão milhares de seres de uma ilha que vivera mais uma grande fome entre 1946 e 1948 (em 46 haviam perecido 30.000 naturais devido a esse flagelo). Se o Governo central e o local tivessem cumprido o seu dever de ajuda efectiva, por exemplo com criação de emprego (que não havia para aqueles párias da sociedade), o muro teria caído na mesma mas o número de mortos teria sido nulo ou bem menor. Na realidade, aquelas pobres pessoas não morreram apenas por causa do muro. Morreram também devido à miséria que desgraçadamente as fazia estar dia após dia junto a ele, estendendo a mão à caridade.  

[1659] Aprendam o que é a diversão, Congoleses

Foliões são-vicentinos "Vindos do Oriente" mostram o que é o Carnaval aos Congoleses, na cerimónia de abertura dos 11.ºs Jogos Africanos.
Ver AQUI
Foto Sapo

[1658] Imagens dos efeitos do Fred, o furacão suave...

Ver AQUI

[1657] Corsino Fortes condecorado pelo Brasil a título póstumo com Ordem do Cruzeiro do Sul

Ver AQUIAQUI e AQUI

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

[1656] Sábado 12, na Associação dos Antigos Alunos do Ensino Secundário de Cabo Verde, em Carnide, Lisboa



[1655] Livro "Crónicas da Terra Longe", de Luiz Silva, prossegue o seu caminho, agora na Holanda



[1654] Fred, o furacão cheio de morabeza

Fred é de certeza um furacão cabo-verdiano. Passa pelas ilhas, apenas destrói algumas casas, rebenta um ou outro telhado (50 famílias desalojadas, a parte mais triste deste episódio furacónico) e um ou dois pontões marítimos mas não mata nem fere ninguém e ainda por cima empurra a desejada chuva para o arquipélago. Cheio de morabeza e talvez marido de azágua, é muito provavelmente um furacão cabo-verdiano que por aqui esteve em visita e agora migrou de novo... E, como diz o nosso amigo Zeca Soares, os mindelenses pirracente já comentam: "Ele passou ao largo e nem nos ligou..."

Veja AQUI e AQUI

terça-feira, 1 de setembro de 2015

[1653] "FRED" Astaire não encontrou Ginger Rogers e desandou (estamos a falar de furacões...)

Fred veio ao Mindelo à procura de Ginger no Eden Park ou no Park Miramar. Mas como ambos os cinemas estão mortos, o bailarino foi em busca do seu par noutras paragens...