domingo, 23 de fevereiro de 2020

[4492] No dia dos seus 50 anos, Associação Caboverdeana de Lisboa foi condecorada pelos presidentes das repúblicas de Cabo Verde e de Portugal

Eis um razoável conjunto de fotografias do evento. Lamentamos a falta de qualidade de algumas imagens (muita gente, o que dificultou por vezes o acesso e foi impossível competir com os flashes dos jornalistas, o que deixou muitas fotografias demasiado claras), mas pelo menos damos aos nossos amigos cabo-verdianos a possibilidade de "visualização" deste acontecimento - que é o que interessa.

Ordem de Mérito de Portugal

Dr. Lucas da Cruz (sentado), um dos fundadores da Casa de Cabo Verde, hoje Associação Caboverdeana. Apresentando o 1.º pinel da Conferência Internacional, que então se iniciava, o Dr. José Luís Hoppfer Almada, presidente em exercício da ACV

Dr. Hilarino da Luz
Bandeira de Cabo Verde, içada no mastro da Casa do Alentejo. Cadeiras ainda em arrumação, para a gala da noite
Colásanjom, na Praça dos Restauradores, a caminho da Casa do Alentejo (já na parte da tarde)





Dr. João Estêvão no uso da palavra
Sessão com Dr. José Maria Neves, antigo primeiro-ministro de Cabo Verde

Dr. Jorge Carlos Fonseca, Presidente da República de Cabo Verde entra no salão da Casa do Alentejo

Visita à exposição de pintura de artistas cabo-verdianos

PR de Cabo Verde cumprimenta Secretário Executivo da CPLP, embaixador Francisco Ribeiro Telles



Momento da chegada do Presidente da República de Portugal, Dr. Marcelo Rebelo de Sousa

PR de Portugal cumprimenta Dr. José Maria Neves



Os presidentes, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, das Comunidades e da Defesa e artistas cabo-verdianos, entre os quais David Levy Lima (segundo a contar da direita)


Coro cabo-verdiano, na abertura da Gala 

O momento surpresa da noite, quando Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que a Associação Caboverdeana seria condecorada com a Ordem de Mérito

Momento da entrega das condecorações de Cabo Verde e de Portugal à ACV

Actuação de Ana Firmino



Actuação de Dany Silva

Actuação de batucadeiras

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

[4491] Mar manso...

A República era uma criança e José António escrevia para o "cidadão" (termo da época revolucionária, à francesa) David José a partir de de São Vicente, após uma "viagem divertidíssima, sem ainda enjoar". Dizia-lhe também que o mar era "manso". O "Mar de Canal" devia estar a dormir, quando o "Malange" o cruzou...



[4490] Associação Caboverdeana de Lisboa celebra 50 anos com parabéns de Marcelo Rebelo de Sousa

[4489] Memória de mais de dois anos



[4488] Comemoração do 50.º aniversário da Associação Cabo-verdiana é já amanhã, sábado, na Casa do Alentejo, Lisboa

Marcelo Rebelo de Sousa e Jorge Carlos Fonseca estarão presentes, no dia em que a actividade da associação aniversariante será lembrada na Casa do Alentejo, local onde praticamente nasceu. A história e cultura de Cabo Verde, bem como assuntos relacionados com a integração dos cabo-verdianos na sociedade portuguesa, também serão motivo de debate durante grande parte do dia, antes da noite de gala que encerrará o evento.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

[4487] Comemoração do Dia da Língua Materna, no Centro Cultural de Cabo Verde, Lisboa, com José Luiz Tavares e convidadas


[4486] A imagem da Praia de Bote e do Monte Verde é má mas apesar de tudo tem a sua magia. Ou seja, São Vicente fica sempre bem nas fotos...


[4485] CACHUPA PSICADÉLICA - "Lambê Lambê" com Maria do Mar (ver post anterior)

[4484] "Cachupa Psicadelica": Cabo Verde também já tem rock and roll (ver post seguinte)


[4483] Cientista cabo-verdiano António Pinto de Almeida recebe uma das duas primeiras bolsas António Coutinho


O Professor Doutor António Pinto de Almeida é cabo-verdiano e professor auxiliar da Unidade de Ciências Biológicas do Instituto de Engenharia e Ciências do Mar da Universidade Técnica do Atlântico, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde. O investigador mostra especial interesse pela promoção da “economia azul”, tendo vindo a desenvolver e aprofundar competências na Biologia de Mares, envolvendo-se em vários projectos de colaboração internacionais.

No seu caso, a Bolsa António Coutinho permitirá o desenvolvimento do seu projecto com a Prof.ª Doutora Susana Gaudêncio, da Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas da Rede de Química e Tecnologia (Ucibio-Requimte) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (FCT-UNL).

[4482] Vulcão do Fogo: o "bandido" também pode dar dinheiro

[4481] Futebol feminino em combate felino: "leoas" de Cabo Verde contra "leoas" da Serra Leoa


[4480] Cabo Verde fora da lista negra de paraísos fiscais


 

[4479] Rapazes cabo-verdianos dos socos voam para Dakar


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

[4478] Conferência Internacional e Noite de Gala, na celebração dos 50 anos da Associação Caboverdiana de Lisboa. E na Casa do Alentejo, onde tudo começou. Claro que PdB vai lá estar todo o dia

A Associação Caboverdiana tem a honra e o prazer de o(a) convidar todos os seus sócios e amigos para os dois magnos eventos de Celebração do Cinquentenário da Associação Caboverdeana (ACV) a ter lugar no próximo dia 22 de Fevereiro na Casa do Alentejo, sita na Rua das Portas de Santo Antão, nº 58:

- Conferência Internacional sobre o Movimento Associativo Cabo-Verdiano Actuante em Portugal e a Comunidade Cabo-Verdiana Radicada neste mesmo País.

- Noite de Gala, com a Presença do Presidente da República de Cabo Verde, Doutor Jorge Carlos Fonseca, e de Portugal, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, e actuações de músicos e cantores de renome, recital de mornas pelo Grupo Coral Voz Terra, Recital de Poesia pelo Grupo Tapoé, Desfile de Moda e Gastronomia Luso-Caboverdiana.

É livre a entrada para a Conferência Internacional.

MAIS INFORMAÇÕES, AQUI

[4477] Os escritores...

"Os escritores são todos uns fiteiros"

In "O último mugido", de Germano Almeida, ed. Caminho, Lisboa, 2020, pág. 8, a segunda do romance. Praia de Bote concorda... E esta é mais uma grande obra "germânica", embora aqui o leitor ainda vá apenas na pág. 162 de 339, acabadas de escrever no Mindelo em Novembro de 2019.

[4476] Carnaval do Mindelo, este ano com Flores do Mindelo, Cruzeiros do Norte, Monte Sossego, Vindos do Oriente e Estrela do Mar


domingo, 16 de fevereiro de 2020

[4472] Ontem

Lançamento de "Poemas para a hora de ponta" na Casa do Alentejo decorreu da melhor maneira. Foi uma tarde extraordinária, com cerca de 100 presenças (alguns convidados na sala contígua, por não caberem na principal). Mas como não compete ao autor falar sobre o autor, fica apenas mais a nota de que Cabo Verde estava representado por dois amigos do Sal (um deles antigo condiscípulo do Liceu Gil Eanes) e uma de Santiago. E como o Pd'B não é um Facebook (safa, longe o agouro!!!!!), também não mostramos fotos do evento, excepto uma, com as devidas reservas. É que cada vez mais resistimos a mostrar na Internet imagens de quem não nos deu autorização para tal. 




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

[4470] Praia de Bote fez 9 anos no passado dia 7

As muitas tarefas em que estamos empenhados no momento, fizeram-nos esquecer a data importante. Emendado o lapso de memória, aqui ficam a nota comemorativa e a entrada no nosso 10.º ano. Um abraço para os que sabem o que este blogue é e de um modo ou de outro com ele colaboram.

Nove anos ao serviço da história e da cultura do Mindelo, de S. Vicente e de Cabo Verde

[4469] Novo romance de Germano Almeida, "O último mugido": ele aí está, frisquim! (ver post anterior)


[4468] Aí está o mais recente livro de Germano Almeida, "O último mugido", na continuação de "O fiel defunto" (que já vem a caminho da biblioteca cabo-verdiana do Pd'B)

«Mariza ficou parada a apreciar as estrondosas palmas com que as suas palavras foram coroadas. A seguir estendeu o braço para o presidente da Câmara, que a ajudou a descer no estrado. Um dos jovens entregou-lhe uma tocha acesa e ela encaminhou-se devagar para junto do caixão.»

Este é o seguimento de "O Fiel Defunto", o anterior livro de Germano Almeida, que tinha acabado com o assassínio do escritor pelo seu melhor amigo. Neste, a sua mulher, Mariza, vai regressar da América para executar o testamento do escritor, nomeadamente a sua cremação pública numa praça do Mindelo.


sábado, 8 de fevereiro de 2020

[4465] O livro do momento, em São Vicente e, claro, em Cabo Verde. Reportagem do lançamento

Mas... diz o apresentador da peça: "Presença de soldados estrangeiros em território nacional"... !!!???
Ver AQUI
"Forças Expedicionárias a Cabo Verde na II Guerra Mundial", de Adriano Miranda Lima

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

[4464] É da ilha de São Vicente e produz artesanato. Eis Beto Diogo

Enviado por António Alte Pinho para o Pd'B

Sensibilizar para, através da reciclagem, transformar lixo em arte, mas também alertar o público e as autoridades para os perigos resultantes da poluição ambiental, para mais num país, como é o caso de Cabo Verde, que tem como fonte de rendimento central o turismo, é o objectivo do projecto “Do Lixo à Arte – Reciclagem Sustentável”, desta feita, criando pequenos modelos de embarcações através de materiais reciclados.

Beto Diogo utiliza restos de materiais utilizados nas suas produções para os transformar em elementos de decoração, dando utilidade àquilo que, por norma, tem por destino o lixo.

Com o apoio da Câmara Municipal de Santa Catarina, através do Pelouro do Ambiente e Saneamento, a exposição itinerante “Do Lixo à Arte – Reciclagem Sustentável” vai estar patente no átrio do Palácio do Governo entre 10 e 14 de Fevereiro. A abertura da exposição acontece na próxima segunda-feira, 10, pelas 16h00, contando com a presença da Embaixadora da República de Angola em Cabo Verde, Júlia Machado, do Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, e do Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Beto Alves.

O acto de abertura conta com um momento cultural, juntando pela voz e pela música Marlici, David Rocha, Romeu di Lurdis e Dulce Sequeira, entre outros. A apresentação está a cargo do cantor e activista cultural Zé di Tcharku.

A exposição está patente ao público no horário normal de expediente, entre as 08 e as 16h00.

Beto Diogo

Activista cultural e artesão, Beto Diogo é natural da ilha de São Vicente, mas reside desde há duas décadas na cidade de Assomada, em Santa Catarina, onde tem atelier e vem desenvolvendo vários projectos, quer na produção de artesanato, seja no domínio da formação.

Artesão de profissão desde 2011, fundador do “Atelier Beto Diogo”, mentor do projeto Artes em Cabedal e ambientalista, Beto Diogo usa a sua arte para promover a reciclagem, transformando em arte o lixo. Um projecto que pretende desenvolver, em particular, no domínio da formação, em parceria com câmaras municipais e outras instituições de Cabo Verde, com quem, aliás, foi construindo parcerias ao longo dos anos.

[4463] Poeta Jorge Barbosa, uma homenagem que continua activa

Foi em 15 de Junho de 2013. Num prédio da Cova da Piedade (Almada, Portugal), em cujo 6.º andar o poeta Jorge Barbosa faleceu, um grupo de admiradores seus (Joaquim Saial, Fernando Fitas, Dina Dourado e José Luís Hoppfer Almada - este, pela Associação Caboverdeana) procedeu ao descerramento de uma placa de lembrança do acontecimento. A homenagem teve a inestimável colaboração da Câmara Municipal de Almada e a presença de vários convidados, entre os quais a Sr.ª embaixadora de Cabo Verde de então, Dr.ª Madalena Neves. A placa, que foi fotografada por nós no passado dia 4, cerca de sete anos depois continua intacta e portanto a tarefa valeu a pena.

Ver AQUI, AQUI e AQUI


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

[4462] Livro de Adriano Miranda Lima sobre os expedicionários dos anos 40 a Cabo Verde será lançado a 6 de Fevereiro no Mindelo

Adriano Miranda Lima
A obra “Forças Expedicionárias a Cabo Verde na II Guerra Mundial” será lançada no dia da 1ª Região Militar de Cabo Verde, em 6 de Fevereiro próximo, pelas 18h00, com a presença do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas de Cabo Verde. 

A apresentação caberá à Dr.ª Ana Cordeiro, historiadora e antiga directora do Centro Cultural Português do Instituto Camões (Pólo do Mindelo) e o autor, Adriano Miranda Lima, será representado pelo seu primo Carlos Soulé.


APRESENTAÇÃO DO LIVRO “FORÇAS EXPEDICIONÁRIAS A CABO VERDE NA II GUERRA MUNDIAL”
 
Já quase se perde na memória do povo das ilhas que, entre 1941 e 1945, durante a II Guerra Mundial, forças militares de 5820 homens, destacadas pela então Metrópole, desembarcaram em Cabo Verde e distribuíram-se por S. Vicente (3015),  Sal (2100) e S. Antão (705), onde prepararam posições defensivas contra um eventual invasor. Tudo aconteceu porque Portugal, embora neutro no conflito, foi pressionado pela Inglaterra e pelos EUA a reforçar a defesa das suas ilhas atlânticas (Açores, Cabo Verde e Madeira) para evitar que a Alemanha as ocupasse e tirasse proveito do seu potencial estratégico.

É de tudo um pouco que fala o livro. Da actividade militar e seus envolventes e vicissitudes de ordem operacional e logística, mas também do alvoroço que a presença das tropas representou para a rotina e a pacatez das ilhas. A narrativa debruça-se sobre a interacção dinâmica das forças militares com as circunstâncias concretas que as envolveram no quadro da sua missão, e abre espaço, e bastante, para pôr em evidência as múltiplas situações em que os militares interagiram com as populações e a sociedade civil.

Daí que haja muitas histórias para contar, e algumas de grata memória para as populações, como a acção médica e o apoio sanitário que as tropas disponibilizaram para os civis, em que se destaca sobremaneira a figura grandiosa do capitão médico José Baptista de Sousa, cuja imagem ainda perdura na memória do povo de S. Vicente. Para não falar também das sobras de rancho que mataram a fome a muitas pessoas carentes, iniciativa em que se destacou o comandante de companhia capitão Fernando Marques e Oliveira.

Relevo merece igualmente o pano de fundo social em que se desenrolou a missão das Forças Expedicionárias. As nossas ilhas foram à época assoladas por uma seca prolongada que, agravada pelo descaso ou pela inoperância do governo central, vitimou 24.463 criaturas, sobretudo aquelas que dependiam exclusivamente da agricultura para a sua sobrevivência. Do lado das Forças Expedicionárias reveste significado estatístico a circunstância da morte de 68 militares, trágica ironia porque as mortes não resultaram de acções violentas ligadas à actividade militar mas de doenças infecciosas que poderiam ter sido debeladas caso a penicilina estivesse já disponível em território nacional. Nesta particularidade, o quadro de carências era comum à população civil e à militar.

Portanto, nas 250 páginas do livro a historiografia cruza-se com a sociologia e conta histórias reais de homens fardados e de vidas humanas.