segunda-feira, 24 de julho de 2017

[3081] As baleias são mais bonitas em São Nicolau que em São Vicente?


Veja AQUI a mirabolante história do espólio baleeiro que parece não ficar tão bem em São Vicente como em São Nicolau... e pasme!

Bem, se grandes cabeças pensantes já desviaram Santa Luzia para a ilha dos nossos irmãos patchê parloa, porque não hão-de também desviar as baleiazinhas?

Resumindo e concluindo, parece MESMO que estão a tentar atirar irmãos barlaventistas uns contra os outros. Parece ou não parece?

E o pior é que esta coisa se passa na minha casa. Na minha casa, imaginem. Será que tenho de ir à ponta d'Praia d'Bote pôr ordem naquilo?

[3080] Na sequência do post 2979 sobre um single de Jovino eis uma das peças do disco, "Guerra d'Casode", após comentário nesse post de um Henrique que desconhecemos mas a quem agradecemos

[3079] A chamada "lagosta Cabo Verde" do Rio Grande do Norte, Brasil, anda a ser apanhada ilegalmente

Ver AQUIAQUI e AQUI
Exemplar da "lagosta Cabo Verde"

domingo, 23 de julho de 2017

[3078] Turismo canalha em Cabo Verde. Estarão as autoridades tão anestesiadas que não o topam?

Ver AQUI

[3077] Ainda a homenagem ao escritor Manuel Ferreira (ver posts anteriores)

Em fundo, a tela "Paul da Outra Banda", tela de grande dimensão pintada em 1885 por José Malhoa para o restaurante "Leão de Ouro" (Rua 1.º de Dezembro, Lisboa, perto da estação do Rossio). Recorde-se que o dono do restaurante onde artistas pintores e de outras áreas paravam e se encontravam em tertúlia resolveu fazer obras. Os clientes boémios pensaram que o seu retiro ia acabar definitivamente e foram falar com ele, tentando sabe se assim era. Quando o proprietário lhes disse que se tratava apenas de obras de beneficiação e que em breve reabriria, ficaram tão contentes que cada um resolveu oferecer um quadro para a decoração do espaço recuperado. Esta foi a oferta de José Malhoa que mais tarde, tal como o "Grupo do Leão" de Columbano Bordalo Pinheiro passaram por aquisição para a posse do Estado.


João Serra, fazendo a apresentação dos oradores, Ana Paula Tavares, investigadora do Centro de Literaturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras de Lisboa, Fátima Mendonça, da Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, Moçambique, e Mário Tavares, do Instituto Politécnico de Leiria

O sogro, Armando Napoleão Fernandes, autor em 1943 do primeiro dicionário de crioulo-português. Pd'B tem uma fotocópia integral desta obra de grande envergadura
A esposa, Orlanda Amarílis
Manuel Ferreira no seu quarto, em São Vicente, alugado à mãe de Manuel Lopes

[3076] Mais notícias da homenagem de ontem a Manuel Ferreira no Museu José Malhoa, Caldas da Rainha (ver post 3074)

O primeiro livro: "Grei" (contos), 1944. Veja-se a dedicatória
Os convidados, antes da abertura da exposição. Não faltou a autoridade militar da Escola de Sargentos das Caldas da Rainha
João Serra, apresentando os traços essenciais da exposição

[3075] Pobre placa, pobre Cabo Verde que tais afrontas sofres!!!

SIM, SIM, À ATENÇÃO DE QUEM NAS CALDAS DA RAINHA... DEVE TER ATENÇÃO!

Em 19 de Julho de 2016, o Pd'B esteve nas Caldas da Rainha a acompanhar um grupo de alunos adultos que iam visitar o Atelier-Museu António Duarte e o Museu Barata Feyo. Para se chegar a ambos, passa-se por uma das entradas desta Rua de Cabo Verde, sita num pacato bairro onde também há uma da Guiné e outra de Angola (as que vimos, ambas em posição mais alta e por isso intactas). Falámos então aqui da miséria desta placa toponímica que está a cerca de um metro do passeio, à mão de semear de vândalos e outros anormais. É que dar nomes de um país estrangeiro e amigo a uma rua e depois deixá-lo cair nesta destruição e sujidade pode parecer ofensivo...


Hoje, um ano e um mês depois, repetimos a passagem pelo sítio, por via da homenagem ao escritor Manuel Ferreira e fotografámos de novo a sacrificada a placa. Veja-se como está imensamente "melhorada". Caso para dizer "Oi nha mãe, ês ca tá spiá nada? Ês ca tem odjo na cara?"

sábado, 22 de julho de 2017

[3074] Homenagem ao escritor Manuel Ferreira foi hoje nas Caldas da Rainha, no Museu José Malhoa

Teve hoje lugar, com a presença de numeroso público, a abertura de exposição iconográfica e uma mesa-redonda sobre a vida e obra do escritor Manuel Ferreira, actividades (bem) comissariadas pelo professor João Bonifácio Serra, docente do Instituto Politécnico de Leiria. 

Falaremos amanhã e depois com mais detalhe desta excelente inciativa que honrou a memória do militar, escritor e docente universitário autor de vasta obra em que a história e a alma do povo cabo-verdiano está presente com o carinho de quem não só amou as ilhas como até casou com uma filha delas e ali teve o seu primeiro filho.

Cabo-verdianos presentes, estiveram apenas dois ou três, que se saiba: dois deles foram o autor destas linhas e Adriano Miranda Lima. Um, em carne e osso; o outro, em espírito e em papel, na parede. Ou "ambos os dois", na parede, se preferirmos. Estava também o português "guineense" e quase "cabo-verdiano" Luís Graça, bloguista de méritos firmados da res militar, filho de um elemento do Exército, expedicionário a Cabo Verde, nos idos de 40. Eram estes os cabo-verdianos presentes... quase uma multidão...

Do painel de agradecimentos, à entrada da sala de exposição

Luís Graça, em primeiro plano
Presidente da CM Caldas da Rainha, Fernando Ferreira,  João Serra e director do Museu JM, Dr. Carlos Coutinho
Um dos 10 painéis
O painel dedicado a Orlanda Amarílis
Os participantes na mesa-redonda

sexta-feira, 21 de julho de 2017

[3073] Manuel Ferreira e o "Senhor das Areias"

Um vez por outra, temos falado aqui desse imponente e molengão veleiro chamado "Senhor das Areias", conhecido de todos nós, os que por aparecemos e conversamos no Pd'B. Como amanhã é dia de homenagem a Manuel Ferreira nas Caldas da Rainha, respescámos de "Hora di Bai" um saboroso e elucidativo excerto que fala do dito, a abrir o capítulo 27:


"Aí vai, de novo, o Senhor das Areias.

Reparado, pintadinho, aí vai ele, pesado, tosco, ronceiro mas seguro. Dono de si, dominando com o mesma à-vontade e a mesma tranquilidade as mansas ou revoltas águas do oceano.

Era feio, era antigo, era desajeitado, Construído, no entanto, para suportar o embate de tempestades e a dura aventura de, regularmente, estabelecer o elo social e económico entre as populações solitárias daquelas dez ilhas que nele viam um amigo, um companheiro de esperança. Era inestético, trangalhadanças, ronceiro, mas funcional."

[3072] Chove na cidade da Praia

São 18h44 em Portugal e chove na cidade da Praia, soube agora mesmo o Praia de Bote. Parabéns à capital de Cabo Verde. Esperemos que o ouro pluvial chegue a outras ilhas do País. Porque quando chove a chuva deve ser para todos...

[3071] Coisas do Eduardo...


O Eduardo o pensou, o Eduardo o escreveu ao seu amigo Barata, em postal enviado para a Rua de Sapadores, no bairro da Graça, Lisboa. O Eduardinho não foi muito simpático com a nossa cidade, mas temos de o perdoar, pois estava en passant e sabia lá ele o que era o espírito do Mindelo, ainda e sempre mais bonito que as suas casas e a falta de arvoredo da cidade... Se ele soubesse, ai se ele soubesse, decerto não tinha falado assim da terra do Porto Grande ao amigo Barata... E tudo se passou a 28 de Abril de 1924. Cinquenta anos depois... Entretanto, que terá dito dias depois, ao Barata, sobre Dakar? (colocamos o excerto de postal em duas posições, para os nossos leitores não ficarem com um torcicolo ao lerem a parte cruzada,)


[3070] Mindelense, Travadinha e Tuta Melo entre os condecorados pelo Presidente da República

Ver AQUI

[3069] Leiria e Caldas da Rainha (Portugal): Manuel Ferreira aí está, em (merecidas) comemorações

Ver AQUI

[3068] Estranhas questões de marketing

Ser-se belo é muito complicado. Pode até acontecer que alguém não repare que o belo é belo. Enfim, é esquisito chamar-se a atenção para o belo, como se não se visse que o belo... é belo. Assim, soprem as trombetas, desfraldem-se as bandeiras, marchem as tropas da estética porque o belo até pode ser... bela!!!

[3067] Tartaruga caretta-caretta cabo-verdiana ainda mais protegida

Ver AQUI

sexta-feira, 14 de julho de 2017

[3066] Ver os anteriores dois posts

Mais uma capa, mais uns erros imperdoáveis de falta de cuidado de quem a concretizou. Trata-se de "Corveta" de Djosinha e os dois posts anteriores são duas das peças deste disco. Mas a capa, ou antes a contracapa, é só desgraças: aquele "Coração Volgar", aquele "voçê" e sobretudo aquele "Jaubim" mereciam pancada, ai mereciam, mereciam. Quanto ao resto, bastam as presenças do Djosinha e do Morgadinho para a gente perdoar tamanhos dislates ortográficos... E o ex-dono do disco, o J. M. Paris será o nosso amigo Manuel Paris? (ver debaixo da palavra CORVETA, na capa e na contracapa).


[3065] Morgadinho interpreta "Resposta Di Segredo Cu Mar"

[3064] Djosinha canta "Bangalô de Chocolate" com som "brasileiro"

[3063] Postal raro, do Terreiro de Ribeira Grande de Santo Antão

É postal raro, de facto, pois nas nossas persistentes e já antigas pesquisas de postais ilustrados relativos a Cabo Verde é a primeira vez que damos com ele. E o sítio é nosso conhecido, o Terreiro de Ribeira Grande de Santo Antão (ver AQUI), que também fotografámos, embora não nesta perspectiva. O artista do postalinho deixa-nos ver os degraus do adro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário mas não a dita. Para compensar, aqui fica uma foto nossa da mesma, do ano de 1999.

Quanto à legenda, surge um estranho "gans" que certamente é "dans", mas o nosso vice-cônsul em Tours dirá de sua justiça falante gaulesa. E a que neste postal do princípio do século XX ainda é "villa" claro que que já é cidade há uns anitos...



[3062] Descendentes de cabo-verdianos no Brasil e Argentina visitam as suas origens

[3061] Escola n.º 1 de Porto Mosquito (município de Ribeira Grande de Santiago) recebe obras de reabilitação

Com a presença do Embaixador dos Estados Unidos da América em Cabo Verde, Sr. Donald Hilfin, a Associação Cabo-Verdiana Alumni, celebra amanhã, sábado, 15 de Julho, o aniversário de nascimento do líder sul-africano Nelson Mandela (que se comemora no dia 18), com a cerimónia de restauro da Escola n.º 1 de Porto Mosquito – as obras incluíram trabalhos de limpeza, pintura (incluindo um mural), reabilitação das casas de banho para os alunos e entrega de livros e materiais didáticos para a biblioteca da Escola. A actividade resultante de um desafio feito pela Embaixada dos Estados Unidos (que, por essa razão é o seu principal patrocinador) aos bolseiros do Programa Mandela Washington Fellowship  teve a participação de cerca de 60 voluntários e o apoio da população de Porto Mosquito e da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, além de, entre outros, da Unitel T+, Boavista, CIMPOR, CAVIBEL e Pão Quente Cabo Verde, resultante.

Fotos de Porto Mosquito e do local, antes e durante os trabalhos de reabilitação, ainda sem as limpezas finais.








terça-feira, 11 de julho de 2017

[3060] Para quem puder ir... e estar! Sessões sobre o escritor Manuel Ferreira nas Caldas da Rainha, dia 22 deste mês... que prometem!

Ver também AQUI



[3059] 1939 - A segunda viagem do Presidente Óscar Carmona a África

A reportagem sobre a visita de Óscar Carmona ao Mindelo e à Praia, começa cerca dos 3 minutos. A parte dedicada ao Mindelo é incipiente, curtíssima; a que relata a passagem do PR pela Praia é mais desenvolvida. Pergunta-se (hum!!!), a quem souber: quem é o sport que canta a morna "Barca Sagres", naquela almoçarada? (não se esqueça de ampliar a imagem) Ouça também a versão de Bana AQUI e a dos Apolos AQUI

[3058] Novo livro congrega textos recentes do grupo (na diáspora) de relexão para a descentralização de Cabo Verde

 NA ENCRUZILHADA DA REGIONALIZAÇÃO, RUMO À DESCENTRALIZAÇÃO


Este é o título de uma nova obra do Movimento de Regionalização de Cabo Verde − Grupo de Reflexão da Diáspora.

O livro será apresentado durante o Verão de 2017 em Cabo Verde, a começar por Mindelo (S. Vicente), antes do final do corrente mês de Julho. Se possível, será apresentado nas demais ilhas do arquipélago, e até ao fim do ano em várias comunidades da Diáspora. A ideia é debater com os cidadãos as nossas teses e projectos sobre e para Cabo Verde (Regionalização/ Descentralização/ Autonomias), tendo em vista as melhores soluções para fazer face à situação em que se encontra o nosso país, nomeadamente do ponto de vista da organização político-administrativa e mesmo socioeconómico.

A conjuntura é favorável a este debate, pois será na sequência do poderoso movimento cívico Sokol 2017, nascido em S. Vicente, e que apanhou toda a gente de surpresa, incluindo os regionalistas. O interesse deste movimento é que vem recolocar na agenda pública um conjunto de questões e reivindicações já tratado neste e no anterior livro.

Recorde-se que o Grupo de Reflexão da Diáspora publicou em 2013 a sua primeira obra sobre esta problemática, intitulada “Cabo Verde: Os Caminhos da Regionalização”. Este novo livro dá continuidade à reflexão sobre a temática e aprofunda melhor os conceitos, tendo em conta a evolução de uma opinião pública finalmente desperta para a realidade e que foi particularmente expressiva na manifestação de 5 de Julho.

A agenda, locais e datas, dos lançamentos, em Cabo Verde e na diáspora, serão oportunamente divulgados. De qualquer modo, o ponto de partida será Mindelo.

Data: 27 de Julho, às 18 horas
Local: Universidade do Mindelo 
Seguido de debate/discussão alargado ao público

Para pagamento dos custos de impressão do livro, são praticados os seguintes preços:

Preço (Cabo Verde): 1500$00

Preço (Portugal): 20 euros

Preço (resto do mundo): 25 euros (pelos portes de correio)

Os interessados que residem no "resto do mundo" enviam para o meu e-mail (de José Fortes Lopes) o respectivo endereço postal. 

Por motivos óbvios, Praia de Bote não divulga aqui o endereço electrónico de JFL, coisa que ele poderá fazer, nos comentários, se assim o desejar.