A partir de agora, todos os materiais provenientes do jornal "A Voz de Cabo Verde" (por enquanto, números dos anos 1912 a 1914) resultam de generosa oferta que ontem recebemos e aumenta em várias centenas de páginas (cerca de 800) o nosso já vasto arquivo. Sabemos o que custa escavar (ai se sabemos...), pelo que enviamos um muito reconhecido agradecimento ao ofertante - que deseja permanecer no anonimato.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
[2800] Era em Julho de 1913, di-lo o "A Voz de Cabo Verde", em oferta de arquivo que hoje tivemos
Este endereço foi depois o inicial da Sociedade Pollux, fundada em 1936, com malhas, tecidos e quinquilharias (hoje na Rua dos Fanqueiros, num prédio cujo último andar tem bar e uma óptima vista sobre Lisboa). É de ver.
Quanto ao Caetano M. de Macedo, não descurava a língua dos patrícios...
domingo, 8 de janeiro de 2017
[2798] As criadas (hoje ditas de modo socialmente correcto "empregadas domésticas") de Cabo Verde... nos EUA
O longo artigo a três colunas tem mais de um século e é do "The Evening Star" de Washington, de 22 de Outubro de 1904. Fala de muita coisa relacionada com o comércio, de navios que buscavam "estranhos portos" e transportavam "estranhas cargas" e de "cryolite" (crioulas)..., fora outras aventuras. Dele extraímos a parte que mais interessa ao nosso blogue, também ele naval e crioulo. Atente-se então em como as mnininha das nossas ilhas eram estimadas no serviço doméstico dos EUA, já há 100 anos. Mostramos também as duas imagens que ilustram o trabalho e uma reprodução de um postal legendado em inglês, mais ou menos conhecido, onde se vêem três dessas beldades. Como sempre (parece que já nem seria necessário dizê-lo), se clicar nas imagens elas serão ampliadas para a dimensão original.
[2790] Mais alguns elos de união entre Portugal (Moura) e Cabo Verde (Tarrafal e Ribeira Grande de Santiago)
Notícia da Rádio Pax, Beja (Portugal)
A Câmara Municipal de Moura aprovou a atribuição de nomes a um conjunto de artérias da cidade, na antiga e nova zona industrial.
Na zona industrial antiga haverá a Alameda Nelson Mandela, a Rua de Cabo Verde, a Rua de S. Tomé e Príncipe e a Rua de Timor-Leste.
Na zona industrial nova surgirão em breve a Rua Cidade de Bissau, Rua Cidade do Tarrafal, Rua Cidade da Ribeira Grande de Santiago e Largo da Madeira e do Porto Santo.
As placas toponímicas dos novos largo, ruas e alameda da cidade de Moura serão descerradas durante a próxima Feira de Maio.
Na zona industrial antiga haverá a Alameda Nelson Mandela, a Rua de Cabo Verde, a Rua de S. Tomé e Príncipe e a Rua de Timor-Leste.
Na zona industrial nova surgirão em breve a Rua Cidade de Bissau, Rua Cidade do Tarrafal, Rua Cidade da Ribeira Grande de Santiago e Largo da Madeira e do Porto Santo.
As placas toponímicas dos novos largo, ruas e alameda da cidade de Moura serão descerradas durante a próxima Feira de Maio.
sábado, 7 de janeiro de 2017
[2789] Creoula
A ligação entre o homem e o veleiro é coincidência, mas interessante, neste dia e para este blogue cabo-verdiano. Por isso, ela aqui fica.
[2788] Na morte de Mário Soares, lembrança mindelense, em duas fotos e texto evocativo da primeira visita a Cabo Verde, enquanto Presidente da República
Texto e fotos da Fundção Mário Soares
Dezembro de 1986
Dezembro de 1986
| População do Mindelo aguardando Mário Soares |
As visitas de Estado à República de S. Tomé e Príncipe e à República de Cabo Verde representam o início das deslocações oficiais de Mário Soares ao estrangeiro na qualidade de Presidente da República, demonstrando assim a prioridade dada às relações com os países de expressão oficial portuguesa.
Nos seus discursos sublinhou a importância da língua portuguesa como elemento privilegiado de cooperação, o contributo de Portugal para a resolução dos problemas africanos no âmbito da Comunidade Europeia, a preocupação com a situação da África Austral e a condenação do apartheid. Não deixou também de manifestar a sua solidariedade com as populações de Moçambique, Angola e Timor Leste.
É o momento em que evoca o Presidente Samora Machel, falecido em Outubro, elogiando o seu esforço na busca de vias para o reestabelecimento da paz na África Austral.
Percorreu as ilhas de S.Tomé e Príncipe, acentuando o papel de Portugal na construção de um país novo "verdadeiramente independente, de progresso e de paz".
| Mário Soares no Mindelo |
No decurso desta viagem assinaram-se acordos de assistência no domínio da meteorologia e geofísica, bem como nas áreas da agricultura, silvicultura e pecuária, iniciando-se também a construção do bairro para os cooperantes portugueses.
Mário Soares recordou ainda as provas de solidariedade que recebeu do povo santomense quando ali lhe foi fixada residência pela ditadura entre Março e Novembro de 1968.
Seguidamente, Mário Soares desloca-se às diferentes ilhas de Cabo Verde. Na Ilha de Santiago encontra-se com a comunidade portuguesa da cidade da Praia, visita o Instituto Nacional de Investigação Agrária e o antigo campo de concentração do Tarrafal, onde presta homenagem aos presos políticos, portugueses e das ex-colónias, que para ali foram deportados.
Durante a sua estadia em Cabo Verde chama a atenção para a necessidade de reforçar a cooperação entre os dois países, nomeadamente através de protocolos empresariais.
Dirigindo-se aos deputados cabo-verdianos, Mário Soares sublinhou o papel primordial do Parlamento na afirmação da Democracia, da Paz, da Liberdade, da Justiça e da Prosperidade.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
[2786] Também do tempo em que havia "forças vivas" em São Vicente, Santo Antão e São Nicolau
Pd'B acaba de adquirir este documento que ainda não tem na sua posse (em versão original que nem sequer sabemos exactamente como é, provavelmente um folheto) mas que mostrará aqui logo que ele lhe chegar às mãos. Entretanto, fica uma das muitas notícias de jornal que temos no nosso arquivo sobre este assunto que mobilizou os mindelenses (e pelo menos também os patchê parloa, nossos irmãos de São Nicolau e os de Santo Antão) num tempo em que eram cheios de genica e punham o governo de Lisboa em sentido... E a coisa mete vários Miranda, ainda por cima!...
[2785] Duas notícias de São Vicente: uma tuna e um ginásio... no tempo em que havia "forças vivas" na cidade
Enviadas por Artur Mendes para o Praia de Bote, com a seguinte indicação: "Duas peças do jornal a Voz de Cabo Verde (1913/14) ... Soncente em acção." A propósito de uma delas (a segunda), ver também Praia de Bote AQUI.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
[2782] Cabo Verde quer integrar o espaço Schengen...
...e Praia de Bote mais que concorda e dá o seu voto para que isso aconteça.Mas também acha que deve acabar a porcaria dos vistos entre Cabo Verde e Portugal - assunto de que, aliás, já se fala. Afinal, somos ou não irmãos? Um irmão precisa de visto para entrar na casa do outro? Portanto, Schengen com Cabo Verde e Portugal e Cabo Verde sem vistos.
Ver AQUI
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
[2777] Duke Ellington e Paul Gonsalves
Muito se fala de Horace Silver que agora até tem (e com justiça) nome de escola do mesmo nome, em Porto Inglês, Maio. Mas de Paul Gonsalves, com tantos genes crioulos como o Horace, o Pd'B quase nunca vê sinais nos meios de comunicação social das ilhas. É claro que sabemos umas coisas sobre o grande saxofonista que trabalhou na orquestra do Duke e de aqui vemos uma reunião a dois. Mas dado que em 2017 continuamos com a mesma falta de comentários que temos tido nos seis anos anteriores, não estamos para ir mais longe do que isto que aqui colocamos. Quem quiser saber coisas sobre o Paul, que vá à pesca delas... que é o mesmo que dizer "Querem posts mais desenvolvidos e aprofundados? Participem, colaborem, coloquem comentários e não se fiquem apenas pela cusquice egoísta."
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
[2773] Visitantes do Praia de Bote nas últimas 24 horas (apenas os 10 países com maior frequência)
Se um décimo destes visitantes dissesse algo quando aqui vem, o Praia de Bote seria ainda muito melhor. Veja-se o valioso artigo de Arsénio de Pina que recebeu apenas dois comentários... Confirma-se em 2017, o que tem acontecido nos últimos anos com este blogue e não só com ele (é ver os nossos associados Arrozcatum e Esquina do Tempo). Somos lidos e relidos, mas comentários... sim, sim... No entanto, continuaremos. É que gostamos de trabalhar com toda a gente, incluindo os forretas de palavras. Como nota final, lembramos que embora sejam países muito diversificados os que aqui surgem nos 10 primeiros lugares, acreditamos que muitos dos leitores provenientes dos mesmos são cabo-verdianos ou de origem cabo-verdiana, como os de Portugal e EUA, por exemplo.
[2772] Assim se forjam as confusões...
Praia de Bote não vai fazer grandes comentários à notícia deste jornal de Pendleton, Oregon, EUA, deixando-os para os muitos leitores mudos que aqui vêm todos os dias, secretamente, sem deixarem rasto, escondidos debaixo da mesa da internet. Eis então a notícia do "East Oregonian", de 18 de Abril de 1922, relatando a viagem de Dacunha e Saccadura, dois desconhecidos aviadores, dos quais nunca mais se ouviu falar. Será que existiram mesmo? Claro que Cabo Verde e a ilha sabim de Soncente, tinham que entrar na coisa. Há algo a que ela não assista ou tenha assistido?
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
[2770] Primeira colaboração deste ano é de Arsénio Fermino de Pina (do qual desejamos mais colaborações e esperamos comentários)
Escutar para Melhor Actuar e Servir
Quase uma carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de S. Vicente
Quase uma carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de S. Vicente
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| Arsénio Fermino de Pina |
Entendi-me muito bem com Augusto Neves quando ele era director administrativo do Hospital Baptista de Sousa, tendo podido ultrapassar muitas dificuldades, bloqueios e carências de que outros se queixavam, com benefícios reais para a enfermaria que dirigia e poupanças ao Hospital. Presumo que foi por lhe fazer propostas concretas, justificadas e escritas, não ficando à espera muito tempo pelas suas concretizações; voltava à carga com certa frequência, até obter a satisfação do que acreditava necessário, útil, relativamente acessível e em conta, por ter estado convencido de que nadávamos em diagnósticos inseguros, faltando terapêuticas específicas. Para mim, a política, ou estratégia, deve consistir no acto de descobrir as potencialidades que existem na situação concreta do momento para tornar possível, amanhã, o que no presente parece impossível. Foi a estratégia que segui na condução, com sucesso reconhecido, do Projecto/Programa da PMI/PF.
Por isso, intriga-me que, em S. Vicente, por exemplo, os munícipes se queixem da dificuldade de acesso ao presidente da Câmara Municipal, o que nunca deveria acontecer. Mesmo funcionários de outros departamentos estatais e reformados têm tido dificuldades nesse acesso. Afinal, não é com autoritarismo, utilizando um estilo verticalista e estabelecendo controlos repulsivos que se pode superar as deficiências e falta de apoio dos servidores do Estado e da população. O que é aconselhável é discutir com os próprios funcionários e os utentes municipais as medidas a adoptar, porque se as pessoas participarem nas decisões, sentem-se envolvidas e comprometidas com a atitude que tiver a administração em relação aos seus trabalhadores e munícipes, o que é de vital importância para que estes se sintam co-responsáveis dos serviços que prestam, ou usufruem, e se disponham a trabalhar ou a aceitar as medidas com eficiência. Ao preocupar-se com as suas condições de trabalho e de vida, ao valorizar o seu contributo à sociedade, ao permitir-lhes recuperar a sua dignidade, modifica-se a imagem que o próprio funcionário e os munícipes têm de si próprios, com consequente aumento da sua colaboração, e isso, por sua vez, irá repercutir-se positivamente na sua eficiência. Ao mesmo tempo, ao melhorar a qualidade de serviço que presta, o trabalhador sente-se mais satisfeito consigo e recebe o apreço da população.
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| Paços do Concelho de São Vicente - Imagem antiga |
Geralmente, a chave-mestra das administrações para chegar às bases e motivar a participação das pessoas na gestão urbana e rural, tem sido mobilizar a população para discutir e decidir acerca das acções e obras da Câmara Municipal ou do Governo, de acordo com os seus recursos e suas prioridades. Essa prática foi utilizada no governo de Lula da Silva, no qual o orçamento era elaborado através de um processo de debates e consultas, não á porta fechada somente com os técnicos ou os governantes, mas com consultas e debates alargados à população, definindo-se os valores das receitas e dos gastos e decidindo-se onde seriam feitos os investimentos, quais deveriam ser as prioridades, as acções e obras a serem executadas pela Câmara ou Governo. Tal procedimento é que se pode chamar de democracia participativa, a verdadeira protagonista de construção de uma sociedade democrática, onde se estimulam e se respeitam todas as formas de auto-organização popular, sem tentar submete-las ao partido político ou Estado, o que, infelizmente, nunca aconteceu cabalmente entre nós. Um orçamento participativo é também um instrumento muito eficaz na luta contra o clientelismo e o intercâmbio de favores. Como a definição das obras a executar é feita pelos próprios munícipes, neutraliza-se assim a influência dos dirigentes administrativos, vereadores e entidades locais influentes na distribuição dos recursos. Estamos em crer que a regionalização é capaz de conseguir isso, por ser uma organização política mas sem filiação formal.
A terminar direi acreditar ser possível contornar esse hermetismo do presidente da Câmara Municipal, servindo-se da defesa da descentralização que professa (ou contra o centralismo que condena) incompatível com o afastamento do povo e com o favorecimento dos inimigos da democracia. Estou mesmo em crer que o amigo Augusto Neves é favorável, de alma-e-coração, à regionalização, a qual, ao contrário do que alguns afirmam, não põe em cheque o municipalismo, mas antes o redime, integrando-o harmoniosamente no seio e em benefício de toda a comunidade urbana e regional.
Parede, Dezembro de 2016
[2766] A grande notícia para São Vicente, no final de 2016: Direcção Nacional das Pescas terá sede na ilha
É uma notícia de grande impacto - que, acreditamos, terá concretização EFECTIVA, não se ficando pela promessa, pois de promessas não está apenas o Inferno cheio como o Mindelo e São Vicente...
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