Quando se é um escritor de alto gabarito, ao nível de um Eça ou de um Camilo, os livros do dito cujo são avidamente requestados por tudo que é leitor fanático. Mas quando se está no mesmo patamar de um Hemingway ou de um García Marquez (ou Saramago, este menos, por causa daquel stóra de pontuaçom) que é o mesmo que dizer na linha do Nobel, então tudo fica ainda mais complicado. É o que acontece agora com o prestigiadíssimo livro (152 edições em 86 países) que no momento é sujeito de feroz disputa no Mindelo e fora dele, embora sempre entre mnine de lá.
Ora o autor, que desses milhões publicados apenas conserva dois exemplares intactos e um com a lombada rota, não pode abdicar deles. E foi assim que empreendendo voltas internetais deu com um pertencente a amiga desaparecida posto à venda. Claro que o comprou logo, sem deixar acabar o gosto da sucrinha compróde lá na Rua d'Matijim que estava a deglutir e contou o estranho caso aos amigos do Porto Grande.
Foi aí que estragou tudo! Em segundos, começando pelo radialista Zito, continuando pelo monsieur le consule Valdêmarrrr e terminando (talvez) no presidente da junta de freguesia de Tchã d’Sumtere, todos demonstraram querer a propriedade do dito relato capitaneal. “Ó da guarda!”, gritou o autor (que é o mesmo que dizer “Ó d’staçom!!!”), aflitíssimo, sem saber como descalçar a bota…
Mas como um mnine de Soncente nunca se deixa ir abaixo, ele meteu-se no “Gavião do Mares” (perdão, foi no “Manelica”) desatou a navegar na Internet e depois de superar algumas ondas mais fortes do Mar d’Canal deu com outra "Capitania", desta feita à venda em Aveiro. Sem autógrafo e mais barata (7 euros), aí estava a salvação e a possibilidade de evitar uma guerra fratricida entre a Chã de Cemitério e aquela zona chique, mais ou menos indefinida entre o Palácio do Governo e a Farmácia Nena, com a ponta cimeira da Rua de Lisboa pela frente.
Os livros estão pagos, o autor espera que cheguem esta semana e se tudo der certo o general radialista receberá o autografado (foi o primeiro a avançar no pedido) no próximo sábado em Carnide durante a palestra público-artística e o almirante cemiterial recebê-lo-á em Março, em mão própria (não pelo correio porque os portes de um livro de Portugal para Cabo Verde são mais caros que os do custo de uma viagem da Terra a Marte).
Ora o autor, que desses milhões publicados apenas conserva dois exemplares intactos e um com a lombada rota, não pode abdicar deles. E foi assim que empreendendo voltas internetais deu com um pertencente a amiga desaparecida posto à venda. Claro que o comprou logo, sem deixar acabar o gosto da sucrinha compróde lá na Rua d'Matijim que estava a deglutir e contou o estranho caso aos amigos do Porto Grande.
Foi aí que estragou tudo! Em segundos, começando pelo radialista Zito, continuando pelo monsieur le consule Valdêmarrrr e terminando (talvez) no presidente da junta de freguesia de Tchã d’Sumtere, todos demonstraram querer a propriedade do dito relato capitaneal. “Ó da guarda!”, gritou o autor (que é o mesmo que dizer “Ó d’staçom!!!”), aflitíssimo, sem saber como descalçar a bota…
Mas como um mnine de Soncente nunca se deixa ir abaixo, ele meteu-se no “Gavião do Mares” (perdão, foi no “Manelica”) desatou a navegar na Internet e depois de superar algumas ondas mais fortes do Mar d’Canal deu com outra "Capitania", desta feita à venda em Aveiro. Sem autógrafo e mais barata (7 euros), aí estava a salvação e a possibilidade de evitar uma guerra fratricida entre a Chã de Cemitério e aquela zona chique, mais ou menos indefinida entre o Palácio do Governo e a Farmácia Nena, com a ponta cimeira da Rua de Lisboa pela frente.
Os livros estão pagos, o autor espera que cheguem esta semana e se tudo der certo o general radialista receberá o autografado (foi o primeiro a avançar no pedido) no próximo sábado em Carnide durante a palestra público-artística e o almirante cemiterial recebê-lo-á em Março, em mão própria (não pelo correio porque os portes de um livro de Portugal para Cabo Verde são mais caros que os do custo de uma viagem da Terra a Marte).
Quanto ao monsieur Valdêmarrrr, como já tem livro, será condecorado com uma maravilhosa garrafa de Borba pelos seus esforçados serviços em prol da causa da PRAIA DE BOTE da próxima vez que vier até ao país desgraçado.
Ora digam lá, se aqueles sujeitos da ONU resolvessem as coisas assim, haveria tonte guerra nesse munde?...












































